quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Palco que roubou a cena



As páginas dedicadas à final da Copa do Brasil deixaram em segundo plano a expectativa de Santos e de Vitória da Bahia com a decisão da competição. Em vez dos atores, o palco do último jogo é que esteve em evidência nos últimos dias - de maneira negativa.

Desde sua fundação, em 1986, o Estádio Manoel Barradas passou a ser um caldeirão para a equipe do Vitória, tanto por sua capacidade superior a 35 mil pessoas quanto pela paixão dos torcedores do rubro-negro baiano. Entretanto, recentemente outra questão entrou em pauta na reclamação dos adversários da equipe: o estado do gramado.

Os últimos dias confirmaram as críticas ao Barradão. Devido às fortes chuvas que castigaram Salvador, os buracos do gramado do estádio ficaram ainda mais fundos, ao ponto de se tornar uma verdadeira lama. Não bastasse a precariedade do gramado baiano, também foi precária a alternativa dos organizadores do Vitória da Bahia. Eles tentaram remediar a situação colocando areia para preencher a parte esburacada do campo.

Até quando jogos decisivos das competições brasileiras ficarão sujeitos à catimba e às soluções remendadas dos clubes? Será que um finalista de Copa do Brasil precisa mesmo desta artimanha do gramado para ser campeão? Pior do que o Vitória achar que o desleixo ao gramado do Barradão pode trazer um título é a CBF ser conivente com esta atitude, colocando em risco até a condição física de jogadores de ambas as equipes.

Dentro de algumas horas, Vitória da Bahia e Santos estarão em campo Barradão. E é melhor que o vencedor do duelo seja o clube que conseguir mostrar o melhor futebol na partida decisiva.

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