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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Armas para a guerra



Não pode-se dizer que houve uma "batalha dos Aflitos" (termo que se tornou corriqueiro em partidas envolvendo o Náutico desde a decisão do Campeonato Brasileiro da Série B de 2005, contra o Grêmio). Mas, certamente, os três pontos que o Flamengo conquistou neste domingo foram fundamentais para o time entrar de vez na briga pelo título do Brasileirão de 2009 - com gols de Petkovic e Adriano.

Como o roteiro previa, o Náutico tomou a iniciativa da partida - a torcida a favor poderia ajudar o time a conseguir preciosos três pontos que o fariam ainda sonhar com a Primeira Divisão. Mas, com a criação das jogadas exclusivamente a cargo de Irênio, as jogas mal chegavam à área flamenguista. E, nos chutes da intermediária, Bruno garantia o gol rubro-negro.

O time de Andrade recorria a esperar o erro do adversário para atacar. E, mais uma vez, começou a conseguir aos 16 minutos do primeiro tempo. A jogada de Adriano culminou em belo passe para Léo Moura. Gledson espalmou e, no rebote, Petkovic abriu o placar em um gol chorado.

O Timbu passou a tentar novas oportunidades, mas o nervosismo com a situação do clube no campeonato e a "falta de sorte" de estar na iminência da Segunda Divisão foram fortes adversários em Recife. A tensão ficou ainda maior quando Cláudio Luiz aproveitou rebote de Bruno em chute de Michel. O gol, bem anulado por impedimento, gerou protestos da equipe e a desestabilizou ainda mais. No apagar das luzes do primeiro tempo, veio mais um golpe para o Náutico: em passe de Zé Roberto, Adriano colocou a bola no fundo da rede de Gledson.

O técnico Geninho trouxe o Náutico no segundo tempo com uma substituição e uma mudança tática: o zagueiro Asprilla saiu para a entrada do meia Juliano. A mudança melhorou o toque de bola da equipe alvirrubra, e deu ao time chances de tirar a vantagem flamenguista.

Com Petkovic cansado e Zé Roberto em uma atuação instável ("coroada" por um gol perdido de maneira incrível, quando, sem goleiro e debaixo da trave, isolou a bola), a equipe pernambucana ganhou espaço no meio-de-campo e acuou o Flamengo. O Náutico ficou ainda mais ofensivo depois das entradas dos atacantes Anderson Lessa e Tuta nos lugares do lateral Aílton e do meia Irênio, respectivamente. Mas o Náutico tropeçava em sua própria ansiedade e também nas boas defesas de Bruno.

Mesmo sem tanta batalha, o Flamengo saiu vitorioso nos Aflitos e conseguiu mais três pontos no seu armamento de guerra. Com o tropeço do Palmeiras diante do Sport no meio da semana, a equipe chegou a 60 pontos, dois a menos que o líder São Paulo. O equilíbrio constante do Campeonato Brasileiro mostra que cada revés em uma batalha pode ser fatal nesta guerra esportiva.

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O programa Quatro linhas está no ar. Basta clicar no blogue da rádio, que está lá um debate com FLÁVIO DE SÁ e VINÍCIUS FAUSTINI.

domingo, 8 de novembro de 2009

Cheiro de pipoca



Num dos confrontos que surgem como "finais" para as equipes que buscam as primeiras colocações no Campeonato Brasileiro, o time que está embalado saiu do campo do Mineirão com três pontos. O Flamengo aproveitou a instabilidade da equipe do Atlético Mineiro e venceu a partida por 3 a 1, com gols de Petkovic, Maldonado e Adriano (Ricardinho descontou para os atleticanos).

Apoiado por mais de 60 mil torcedores, o Atlético prometia fazer uma partida avassaladora, apostando na dupla de ataque formada por Éder Luís e pelo artilheiro Diego Tardelli, e na boa fase do experiente meia Ricardinho. Entretanto, a experiência apareceu decisivamente do lado adversário. Aos nove minutos, Petkovic cobrou um escanteio com perfeição, e abriu o placar no Mineirão com um belíssimo gol olímpico.

O gol sofrido de maneira prematura fez com que a equipe mineira revelasse seu maior defeito no Campeonato Brasileiro: a falta de uma boa sequência de bons jogos, que muitos atribuem ao técnico Celso Roth. Alguns torcedores fazem a piada infame de que os times comandados por ele são como garrafas de refrigerante de dois litros, que perdem o gás logo na metade do campeonato. Os atleticanos mantinham um pouco do gás e seguiam apostando no seu trio de frente. Mas, com Ricardinho sobrecarregado na armação de jogadas, o ataque do Atlético era facilmente neutralizado.

O primeiro tempo chegava ao final de maneira previsível - Atlético Mineiro pressionando e Flamengo recuado - até que outro jogador estrangeiro decidiu roubar a cena. O "homem invisível" Maldonado (conhecido por fazer partidas muito seguras como volante, mas sem grandes jogadas aos olhos da torcida) chamou a atenção para si em grande jogada individual que encerrou com um chute no fundo da rede de Carini, aos 39.

Os dois gols de vantagem prometiam um pouco mais de tranquilidade para os flamenguistas. Mas aos cinco minutos, uma jogada de Thiago Feltri na direita terminou em gol de Ricardinho. A pressão atleticana ficou ainda mais forte, em especial com a entrada do jogador Evandro no lugar de Renan. Ao Flamengo, restava a tentativa de se retrair em torno do gol de Bruno, com raríssimos lampejos de contra-ataque.

Um destes lampejos castigou o Atlético Mineiro. De tantas tentativas frustradas na frente, a zaga permitiu que Fierro fizesse uma (rara em seu currículo rubro-negro) boa jogada, na qual Adriano desviou de cabeça. Uma vitória justa pelo que o Flamengo vem apresentando neste segundo turno e, em especial, pela falta de uma estabilidade emocional dos atleticanos.

A quatro rodadas do final do Campeonato Brasileiro de 2009, o embalo promete fazer a diferença entre os clubes que querem brigar pelo título. E o rubro-negro aproveitou o "cheiro de pipoca" na tarde do Mineirão, diante de um Atlético Mineiro que vem se revelando "pipoqueiro" (termo designado para jogadores ou equipes que na hora decisiva não funcionam). A panela de pressão continua cada vez mais forte no futebol nacional.

domingo, 1 de novembro de 2009

Pra tudo tem uma primeira vez



Não foi a primeira vez que o Botafogo saiu vencedor jogando fora de casa em uma partida pelo Campeonato Brasileiro de 2009. Mas foi a primeira vez na qual o alvinegro carioca recorreu ao seu duvidoso padrão de jogo - ao sair na frente do placar, recuar violentamente - e mesmo assim conquistou três pontos. O gol de falta do zagueiro Juninho aos dois minutos do primeiro tempo deixa a equipe fora da zona de rebaixamento por mais uma rodada.

Disposto a prosseguir no G-4 da competição, o Internacional entrou em campo apostando em sangue novo. Vivendo um período de fracas atuações, Taison foi barrado para a entrada de Alan Kardec (jogador da Seleção Brasileira Sub-20 e que veio por empréstimo do Vasco) ao lado de Alecsandro. O jovem argentino D'Alessandro mais uma vez era o encarregado de trazer as chances de gol do time colorado.

Mas toda a euforia gaúcha caiu por terra logo aos dois minutos de partida. Ao cobrar falta sofrida por André Lima, Juninho colocou a bola no canto esquerdo de Lauro. Foi o sétimo gol do zagueiro (que, curiosamente, em sua posição original deixa muito a desejar em suas atuações).

A desvantagem no placar fez o Internacional sepultar todas as suas iniciativas. O que se viu foi um time atabalhoado, que perdia a bola para a própria ansiedade. Bem longe da equipe que era uma das francas favoritas no início do Campeonato Brasileiro. Para piorar a situação, quando o time conseguia chegar ao gol, esbarrava em mais uma tarde fantástica do goleiro Jefferson.

Na segunda etapa, Mário Sérgio colocou os meias Bolaños e Andrezinho (este, improvisado como ala na esquerda), tirando Daniel e um irreconhecível D'Alessandro. As chances começaram a vir novamente, e o Botafogo seguia encolhido ao redor de sua própria área. Em uma das primeiras jogadas de ataque, André Lima deu um puxão na camisa de Índio e tomou seu segundo cartão amarelo na partida. Com um jogador a menos, a equipe de General Severiano praticamente renunciou ao ataque. Jobson (e mais tarde Victor Simões) era o único a estar entre os defensores gaúchos. As outras duas trocas de Estevam Soares - Leandro Guerreiro e Lúcio Flávio por Emerson e Rodrigo Dantas, respectivamente - foram feitas somente para dois jogadores descansados tentarem reforçar a marcação no colorado.

Do outro lado, o Inter teve mais uma opção de ataque, na troca do zagueiro Índio pelo atacante Taison. Mas os ataques se resumiam a cruzamentos para a área, nos quais sempre se sobressaía a segurança do goleiro Jefferson. Graças a seu camisa 1, o alvinegro continuou com sua fama de atuar melhor fora de casa. Ou, no caso, atuar de maneira "mais apresentável". Mesmo que o Internacional não tenha merecido uma vitória hoje.

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Com este post, O tempo e o placar... chega ao seu texto de número 200. Muito obrigado a todos os que acompanharam, leram e comentaram. Este que vos escreve fica muito feliz por ter despertado as discussões do futebol brasileiro.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ANÁLISE DE QUARTA - Capricho do futebol?



Jogo de hoje: Barueri 2 x 0 Flamengo (Arena Barueri, Campeonato Brasileiro)

Nem o apelo a São Judas Tadeu foi suficiente para fazer com que as preces da torcida rubro-negra se transformassem numa graça neste 28 de outubro. Depois de uma sequência de 10 jogos sem perder, o Flamengo saiu de campo da Arena Barueri com uma derrota por 2 a 0 para o Barueri e adiou o sonho de ficar entre os quatro times credenciados para uma vaga na Taça Libertadores da América.

Os primeiros minutos do confronto no interior paulista já demonstraram que o Flamengo não é tão imbatível. Sem Petkovic para armar as jogadas, Andrade escalou seu meio-de-campo com três volantes (Aírton, Willians e Maldonado) e teve de recorrer a Fierro para tentar a criação das jogadas. Um esquema que parece bom para um time que vai jogar como visitante, mas que era desnecessário diante de um adversário que, além de ser inferior tecnicamente, estava em minoria na torcida dentro de seus próprios domínios.

O que os torcedores viram foram muitos minutos de pressão do Barueri, enquanto os rubro-negros assistiam às suas boas chances se diluírem em chutes fracos que mal assustavam o goleiro Renê. A torcida flamenguista achava que ia ver o panorama do jogo mudar aos 14 minutos, quando Aírton aproveitou rebote de cabeçada na trave de Ronaldo Angelim e tocou a bola para o fundo da rede, mas o árbitro Héber Roberto Lopes assinalou impedimento.

O primeiro tempo caminhava para um morno empate sem gols entre o time da casa, que só tocava a bola para os lados, e um visitante que permanecia bastante recuado. Até que, aos 48 minutos, Thiago Humberto recebeu bola na direita e, depois de dar um chapéu em Álvaro, entregou a bola de cabeça para Val Baiano marcar. Thiago estava em posição irregular no início da jogada.

Na tentativa de melhorar a criação das jogadas, Andrade substituiu o meia Fierro (mais uma vez, uma nulidade em campo) e colocou o atacante Dênis Marques. A ideia era deixar mais um homem dentro da área do Barueri. Mas, assim como o meia chileno, o reserva novamente demonstrou que não faz diferença em campo. O panorama da partida era praticamente o mesmo no primeiro tempo - mas, pelo menos, o Flamengo demonstrava mais ímpeto em buscar as jogadas.

Na metade da segunda etapa, Andrade tentou mais uma cartada: o volante Maldonado deu lugar ao atacante Erick Flores. Entretanto, poucos minutos depois o Barueri chegou ao seu segundo gol, após um descuido da zaga rubro-negra que permitiu que Thiago Humberto tocasse para Ewerthon marcar, à esquerda de Bruno.

Curiosamente, a partir do segundo gol, as chances apareceram do lado do time paulista, e fizeram com que o goleiro rubro-negro novamente evitasse um placar com diferença ainda maior. Nos minutos finais, o Flamengo teve de ouvir gritos de "olé" e vaias (principalmente ao lateral Juan, que reclamou com Andrade ao ser substituído por Toró).

Com a derrota, o Flamengo não só deixou escapar a chance de subir para o G-4 como também caiu para o sexto lugar (foi ultrapassado pelo Cruzeiro, que venceu o Santo André por 3 a 2 no Mineirão). Provavelmente, São Judas Tadeu não consiga ser maior do que a ausência de um jogador de categoria como Petkovic para armar jogadas do time rubro-negro. Ou será um capricho dos deuses do futebol, depois de tanto "oba-oba" que cercou a equipe flamenguista nas últimas rodadas? Só a reta final do Campeonato Brasileiro dirá.

domingo, 25 de outubro de 2009

Reescrever a história



A intensa sequência de empates, que fizeram a imprensa esportiva brasileira considerar Flamengo e Botafogo a rivalidade mais forte do futebol carioca na década de 2000, teve uma interrupção no jogo de domingo, realizado no Engenhão. Melhor para o rubro-negro da Gávea, que saiu de campo com uma vitória por 1 a 0 (gol de Adriano) e segue lutando por uma vaga entre os quatro melhores do Brasil - e, por que não, pelo título do Campeonato Brasileiro.

O clássico aconteceu da maneira como era previsível. O Botafogo de Estevam Soares entrou em campo com um esquema um pouco mais ofensivo (o meia Lúcio Flávio e o trio de ataque Reinaldo, Jobson e André Lima), enquanto o técnico Andrade recorreu a uma postura defensiva, com o ataque se resumindo aos passes precisos de Petkovic para encontrar Adriano e Zé Roberto.

Entretanto, apesar do bom volume de jogo alvinegro em boa parte do primeiro tempo, o time se ressentia de organização. Com Lúcio Flávio bem marcado e Reinaldo não conseguindo iniciar as jogadas para servir seus companheiros de ataque, o jogo parava na zaga rubro-negra - que mostrou mais uma vez estar bem estruturada; O time chegou ao seu décimo jogo sem perder (dentre eles, só levou gol em duas partidas), e não sentiu os desfalques do zagueiro Ronaldo Angelim e do volante Willians.

Se o meio-de-campo botafoguense não se livrava da marcação adversária, o meio flamenguista perdia para seus próprios erros, comprovando uma situação preocupante para um time que almeja ser campeão: em dia pouco inspirado de Petkovic, o Flamengo perde, e muito, seu poder ofensivo. Foi preciso Adriano arriscar uma jogada individual para abrir o placar no Engenhão, em um lance bonito no qual tirou os zagueiros Wellington e Juninho para dançar e chutou no fundo da rede alvinegra.

Em desvantagem no placar e, principalmente, na situação do Campeonato Brasileiro, o Botafogo voltou para o segundo tempo com mais força ainda. Entretanto, as limitações alvinegras sempre falavam mais alto, em especial pelas más atuações de Jóbson, André Lima e do atacante Victor Simões (que, depois de entrar no lugar de Batista, só foi notado em campo por uma péssima cobrança de escanteio).

O Flamengo se acuava ao redor do gol de Bruno, e abdicou de jogadas no ataque depois da saída de Petkovic para colocar o estreante Gil - mais um atacante para que, se o time não atuava em frente? De tantas tentativas perto da área rubro-negra, aos 25 minutos veio a maior oportunidade botafoguense no jogo. André Lima caiu na área e o árbitro marcou pênalti de Aírton (pessimamente marcado pelo árbitro Luís Antônio Silva Santos, pois o zagueiro estava de costas para o atacante botafoguense na hora do lance). Na cobrança, Lúcio Flávio bateu para defesa de Bruno.

A sina botafoguense continua, e a cada rodada a equipe de General Severiano corre o risco de repetir a história do técnico Estevam Soares (agora, o time está no antepenúltimo lugar, com 32 pontos). No ano passado, o treinador comandava a Portuguesa, que foi rebaixada para a Série B do Campeonato Brasileiro. A Lusa se caracterizava por uma situação curiosa: sempre fazia ótimas partidas, mas depois de 90 minutos saía de campo derrotada. Com a vitória, o Flamengo prossegue em quinto lugar, a um ponto do São Paulo, último time do grupo atual de credenciados para a vaga na Taça Libertadores da América. E a quinta colocação é a mesma na qual o clube acabou a competição em 2008 - lutou tanto para ficar sem uma vaga.

Os dois clubes saem de campo e continuam os cálculos para saber quais destinos terão no Campeonato Brasileiro - o Flamengo tentando o G-4 e o Botafogo tentando sair do Z-4. Situações diferentes, mas com uma coisa em comum: os dois rivais cariocas anseiam por tentar reescrever suas histórias. Desta vez, com finais felizes para o futebol do Rio de Janeiro.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O gringo e mais dez




Não, não foi Adriano. O grande reforço do Flamengo e responsável pela arrancada da equipe no Campeonato Brasileiro de 2009 é também um velho conhecido da Gávea, mas que veio com muito menos badalação do que o Imperador. E a cada partida, o sérvio Petkovic se revela o jogador fundamental do time rubro-negro, por ser o grande armador de jogadas e também responsável por grandes jogadas de talento. O domingo de São Paulo comprovou sua importância: em pleno Parque Antarctica, diante do líder Palmeiras, Petkovic marcou os dois gols da vitória de 2 a 0 do Flamengo sobre o alviverde paulista (que jogou de uniforme azul).

Petkovic retornou ao Flamengo como forma de amenizar um litígio. O jogador abria mão de parte de uma dívida financeira se pudesse voltar a vestir a camisa do clube. Sua contratação foi repudiada pelo então técnico Cuca, que raramente o colocava no banco de reservas e, quando ele entrava nas partidas, era nos últimos 10 ou 15 minutos (em geral, quando o jogo estava definido). Com a troca de técnicos e a efetivação de Andrade, Pet voltou a ter oportunidades de jogar e, aos poucos, fez sua habilidade falar mais alto com os pés.

E num jogo tão equilibrado como foi o duelo com o Palmeiras, o peso de seu talento favoreceu o Flamengo. Vindo de dois resultados negativos (um empate com o Avaí em São Paulo e uma derrota para o Náutico em Recife), o alviverde pressionou desde os primeiros minutos - a pressão era ainda maior porque, durante a semana, o técnico Muricy Ramalho afirmara que "uma vitória sobre o Flamengo era obrigação". No entanto, a zaga rubro-negra era amparada pelo trio de volantes (Maldonado, Toró e Willians) e conseguia evitar que a bola chegasse aos atacantes Robert e Vágner Love.

Mas um contra-ataque flamenguista mostrou a diferença de ter o sérvio Petkovic no time. Após uma boa tabela com o lateral Juan, o camisa 43 tirou dois palmeirenses para dançar e abriu o placar no Palestra Itália aos 23 minutos. A desvantagem no placar fez o Palmeiras intensificar seu ataque, e ter uma sucessão de oportunidades desperdiçadas - duas delas com Vágner Love.

Na segunda etapa, em vez do recuo mais "previsível", o Flamengo surpreendeu com duas chances seguidas, uma com Léo Moura e outra com Petkovic. A zaga rubro-negra parecia intimidar os jogadores de azul, e o time carioca administrava o resultado. Só que a tarde ficou ainda mais favorável para o vermelho e preto aos 16 minutos. Petkovic cobrou escanteio pelo lado esquerdo, a bola passou por Ronaldo Angelim e no meio das pernas de Danilo, e enganou o goleiro Marcos. Um "gol olímpico" feito sem querer, mas onde mais uma vez brilhou a estrela de 37 anos que veio da Sérvia.

Mesmo com a vantagem mais larga do Flamengo, o time palmeirense continuou insistindo em jogadas de área - esbarrando na boa marcação flamenguista. Aos 40 minutos, veio a grande chance do Palmeiras no jogo. Em cruzamento de Wendel, Ortigoza foi empurrado por Ronaldo Angelim. Pênalti. O momento que poderia ameaçar a vitória rubro-negra foi isolado, na cobrança de pênalti que Vágner Love chutou por cima do travessão de Bruno.

O Flamengo agora está em quinto lugar - a um ponto do São Paulo, que hoje estaria na Taça Libertadores da América - e sai do Palestra Itália com uma certeza. De que Adriano não é a figura mais importante do time flamenguista. O time da Gávea, hoje, é Petkovic e mais dez.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Embolada nacional



O Campeonato Brasileiro traz um ritmo bem interessante nesta sua reta final. A sequência de jogos na rodada espremida pela partida entre Bolívia e Brasil tornou a competição ainda mais embolada.



O quarteto da zona de classificação para a Taça Libertadores da América não saiu de campo vitorioso. No sábado, o vice-líder São Paulo caiu diante do Flamengo (que segue numa ótima arrancada e pode terminar o torneio comprovando o epíteto de "time de chegada") numa derrota por 2 a 1, de virada, no Maracanã e o terceiro colocado, Internacional, tropeçou no Atlético Paranaense com o empate em 1 a 1 no Beira-Rio.



Nos jogos de segunda-feira, o Atlético Mineiro perdeu a queda de braço com seu arquirrival Cruzeiro, e saiu do Mineirão com uma derrota por 1 a 0. Para completar a sequência de fiascos da parte de cima, o Palmeiras foi aos Aflitos e deixou sua torcida em aflição ao levar uma surra do Náutico, pelo placar de 3 a 0. Outro time da parte de baixo da tabela surpreendeu uma das equipes que estão brigando pelas primeiras posições: o penúltimo Sport foi até o Serra Dourada e evitou que o Goiás voltasse ao G-4, graças ao empate em 1 a 1.

Resultado positivo para o meio da tabela, que traz hoje uma situação interessantíssima. Entre o sétimo colocado (Cruzeiro, mais um a surpreender depois de passar por maus bocados no torneio) e o décimo-terceiro (Santos) a diferença é de somente dois pontos.

A vitória do Corínthians sobre o Grêmio, por 2 a 1, elevou a equipe ao oitavo lugar, passando os gaúchos para a nona posição. O também 2 a 1 do Barueri sobre o Coritiba no Couto Pereira deixou a equipe no décimo-segundo lugar. Um tropeço de um e um triunfo de outro pode virar a classificação de cabeça para baixo.



De cabeça para baixo prosseguem três estados brasileiros. Mesmo tendo dois times na briga pelo título (Palmeiras e São Paulo), os paulistas veem hoje o Santo André na zona de rebaixamento, depois da derrota por 2 a 1 para o Fluminense no Bruno José Daniel, com direito a retorno do badalado Fred fazendo gol. Nem mesmo esta boa vitória contra um adversário direto na competição tirou do tricolor das Laranjeiras a última posição do campeonato, pois os adversários de Pernambuco (Náutico e Sport) também conquistaram alguns pontinhos. Menos pior ficou a situação do outro carioca - o Botafogo - que, apesar de mais uma vez sair com um empate no Engenhão, um 2 a 2 diante do Avaí, está a uma vitória dos prováveis rebaixados no ano de 2009.

O Campeonato Brasileiro continua imprevisível. E a torcida brasileira aguarda, ansiosa, para saber quem conseguirá as melhores fatias neste bolo da competição.

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O tempo e o placar... traz o que houve de melhor e de pior na vigésima-nona rodada do Campeonato Brasileiro.

O CHUTAÇO

O FLAMENGO conseguiu mais uma vitória muito convincente - 2 a 1 sobre o poderoso São Paulo - e de novo pode surpreender na reta final. A arrancada se deve ao acerto no meio-de-campo, depois da contratação de Maldonado, que resolveu o terror que era o rodízio entre os volantes da equipe, e também da boa fase de Petkovic.

A FURADA

Sim, a torcida do alvinegro carioca tem fama de não comparecer em peso no estádio. Mas a DIRETORIA DO BOTAFOGO subestimar seus próprios torcedores não foi nem um pouco feliz, ainda mais num estádio com boa capacidade como o Engenhão, e em pleno feriado de Nossa Senhora Aparecida. Assim fica mais difícil a credibilidade dos diretores e também da organização para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Os extremos aumentam




Nesta vigésima-terceira rodada do Campeonato Brasileiro, os resultados tornaram os dois lados da tabela ainda mais extremos. Enquanto os primeiros vão somando pontos, os que estão na parte de baixo de classificação têm de se apegar aos pontos conquistados nas primeiras rodadas como critério de desempate.

Dentre os quatro primeiros colocados, só o Goiás teve um tropeço na rodada. O empate em 2 a 2 com o Coritiba no Serra Dourada fez o Atlético Mineiro se aproximar depois da virada por 2 a 1 sobre o Santo André.



Também de virada foi o placar construído pelo São Paulo no Mineirão, diante de um Cruzeiro cambaleante na competição. Os são-paulinos seguem em terceiro lugar, ficando atrás somente do Internacional (que conseguiu vencer o surpreendente Avaí por 2 a 0, mesmo com dois jogadores a menos no Ressacada) e do líder Palmeiras, que em novo jogo de camisa azul venceu o Barueri no Parque Antarctica por 2 a 1. A partida marcou a reestreia de Vágner Love, autor de um dos gols da equipe, marcado de pênalti. O outro duelo paulista teve vitória corintiana, por 2 a 1 sobre o Santos no Pacaembu na quarta-feira.



Fazendo companhia ao Santo André seguem dois cariocas e um pernambucano. No confronto de desesperados, o Sport levou a melhor sobre o Botafogo. O alvinegro carioca novamente entrou em campo desconcentrado e levou dois gols em sete minutos. Nem mesmo o gol de Juninho, de falta no início do segundo tempo, serviu para melhorar a atuação do time na Ilha do Retiro. Mesmo com a vitória, o Leão prossegue em penúltimo lugar.



O rubro-negro de Recife só não é pior do que o Fluminense, que na estreia de Cuca, mostrou o futebol com mesmos erros que teve com os técnicos anteriores. Em pleno Maracanã, o time não saiu de um modorrento 1 a 1, que fez com que o Náutico saísse da zona de rebaixamento até a próxima rodada.

Se os extremos aumentaram, a zona de "classificação para a Sul-Americana" (prêmio de consolo para times que apresentam futebol de médio porte) não saiu de um empate. O Grêmio escapou da derrota graças ao gol de Jonas a quatro minutos do fim - depois de Neto Beirola ter aberto o placar no primeiro tempo do Olímpico. E na Arena da Baixada, o futebol passou longe no empate sem gols entre Atlético Paranaense e Flamengo. Comentários sobre este jogo na coluna deste que vos escreve na página eletrônica Almanaque Virtual:

http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=21019&BRASILEIRAO+%E2%80%93+ATLETICO-PR+X+FLAMENGO:+POBRE+ARENA

Aos poucos, o Campeonato Brasileiro vai mostrando ares de previsibilidade para as próximas rodadas. Resta aos times que estão nas últimas colocações tentarem as superações diante dos extremos da competição.

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O tempo e o placar... traz o que houve de melhor e de pior na vigésima-terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

O CHUTAÇO

O lindo gol de ARIEL fez o Coritiba escapar de uma derrota e ficar a dois pontos da zona de rebaixamento. Pelo jeito, ele é o único argentino que saiu de campo satisfeito neste fim de semana.

A FURADA

Sim, é bem verdade que os dois estão mais furados do que queijo suíço pelos comentários de O tempo e o placar... Mas FLUMINENSE e BOTAFOGO não aprendem, e continuam a perder para eles mesmos rodada por rodada. Os dois cariocas seguem firmes rumo à Segunda Divisão de 2010.

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MENÇÃO HONROSA

EVANDRO ROMAN, pelo conjunto da obra na partida do Atlético Goianiense com o Vasco no estádio Serra Dourada. Sua atuação desastrosa prejudicou os vascaínos, com não-marcação de pênalti, permitir sucessivas botinadas do rubro-negro de Goiânia e aceitar passivamente o antijogo do goleiro Márcio. Por mais que o jogo tenha sido pela Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, ele não poderia ficar de fora da análise da rodada.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

ANÁLISE DE QUARTA - Time choco



Jogo de hoje: Internacional 3 x 0 Atlético Mineiro (Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro)

A profecia da imprensa esportiva segue a cada rodada se confirmando no Campeonato Brasileiro de 2009. Após um bom período na liderança do torneio, o Atlético Mineiro vai caindo de produção vertiginosamente.

O novo tropeço veio ontem, na realização do jogo contra o Internacional (adiado do primeiro turno, porque o time gaúcho atuou em partidas no exterior) no Beira-Rio. Os colorados não tomaram conhecimento do time mineiro, e fizeram 3 a 0, com direito a show de D'Alessandro. O meia argentino retornava após um longo tempo de suspensão, pela confusão que protagonizou durante o confronto com o Corínthians, ainda pela final da Copa do Brasil, e mostrou que pode ser muito útil no decorrer do campeonato.

Enquanto isto, o Internacional segue honrando o favoritismo construído no primeiro semestre, quando, após a conquista do Campeonato Gaúcho, se insinuou um dos melhores do país. O time está a um ponto do líder Palmeiras, e certamente pode tirar a briga dos favoritos paulistas - além do alviverde, São Paulo e Corínthians também estão na luta pelo Brasileirão. E, sem dúvida, ele tem mais chances de uma boa continuidade na competição do que o outro "intruso" na hegemonia paulista (o Goiás).

Parece que não será desta vez que Celso Roth vai conseguir se livrar de seu incômodo apelido. Muitos o chamam de "garrafa de dois litros", porque os times que ele treina no Campeonato Brasileiro ficam sem gás na metade da competição. E o gosto choco do Galo aumenta jogo a jogo, com um time tão limitado e dependente das boas atuações de Éder Luís e Diego Tardelli. É rezar para o sabor não ficar ainda mais amargo nas próximas rodadas do Brasileirão.

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BOLA PRO MATO

Quanto a Botafogo e Atlético Paranaense, pela Copa Sul-Americana, não teve análise por um simples motivo. Na Arena da Baixada não houve futebol nesta competição tão desprestigiada.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Emoção de cima a baixo



A vigésima-segunda rodada do Campeonato Brasileiro começou na quarta-feira, com o empate em 2 a 2 entre Corínthians e Barueri (era a partida da televisão, numa noite na qual equipes paulistas não entraram em campo pela Copa Sul-Americana). Mas para o fim de semana é que estavam guardadas as mais emocionantes da competição.

Até mesmo o único jogo sem gols (o clássico entre São Paulo e Palmeiras) foi uma grande partida. O encontro do técnico Muricy Ramalho contra seu ex-clube teve um jogo bem aberto, no qual se sobressaíram os goleiros Rogério Ceni e Marcos.



Ainda com um jogo para cumprir (quarta-feira, no Beira-Rio, contra o Atlético Mineiro), o Internacional ganhou muita autoconfiança, ao golear o Goiás por 4 a 0 no estádio gaúcho. Caso venha a conquistar três pontos no meio de semana, o colorado passará à vice-liderança, atualmente ocupada pelos goianos.

O resultado mais frustrante da rodada veio do quinto colocado no Brasileirão. O Atlético não aproveitou a vantagem de jogar no Mineirão e escapou, por muito pouco, de sair do estádio com uma derrota para o penúltimo colocado, Sport Recife. O empate em 1 a 1 fez os mineiros se afastarem do quarto lugar - o São Paulo.

O companheiro de estado do Galo também frustrou seus torcedores. Não pelo empate com o Vitória, no Barradão (um ponto fora de seus domínios sempre é considerado um resultado positivo). Mas pela maneira como aconteceu. O Cruzeiro vencia por 3 a 1 até os últimos minutos do fim, e cedeu o empate a dois minutos do apito final. Os mineiros seguem em ascensão, se recuperando depois da perda da Taça Libertadores da América, enquanto os baianos, que brigaram pelos primeiros lugares, agora penam para estar dentre os credenciados para a Copa Sul-Americana no ano que vem.



Mas, a cada rodada, é a parte de baixo que mais fica emocionante na competição nacional. O Náutico prosseguiu em sua arrancada, ao vencer por 3 a 0 o Atlético Paranaense nos Aflitos. Mesmo ainda estando na zona de rebaixamento, o time pernambucano chegou à quarta vitória nos últimos sete jogos. O outro representante do Paraná teve melhor sorte na classificação: o Coritiba quebrou a invencibilidade de 12 jogos do Avaí, com uma vitória por 2 a 0 no Couto Pereira, mostrando o bom trabalho do treinador Ney Franco.



No estádio do Maracanã, o Flamengo cumpriu seu papel de escapar da degola da Primeira Divisão, com uma vitória sobre o Santo André por 3 a 0. Embora tenha feito um dos gols na partida, ainda é pouco para se dizer que o atacante Zé Roberto está recuperando sua forma. As certezas rubro-negras vêm para as duas faces da moeda. A negativa vem em relação ao lateral Léo Moura. Por sua irresponsabilidade, ao levantar a camisa e mostrar uma mensagem para sua namorada após o gol de pênalti (sendo que um cartão amarelo o deixaria suspenso na partida contra o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada). A outra é a de que o tão discutido Petkovic é um jogador fundamental no elenco flamenguista.



Mas nem o auxílio de seu conterrâneo ajudou o Botafogo. O time não consegue vencer no Engenhão e, no confronto contra o time que não vence quando é visitante (o Grêmio), deu o óbvio empate. O 3 a 3 entre as equipes foi um jogo eletrizante, mas prejudicado por novos deslizes de arbitragem. O juiz paulista Rodrigo Cintra prejudicou o alvinegro carioca em pelo menos dois lances: ao cruzar a bola para o segundo gol gremista, o campo já tinha acabado para o lateral Mário Fernandes, e o meia Adílson interceptou a jogada de Thiaguinho com o braço. A equipe da Estrela Solitária segue em décimo-oitavo.

O time só não é o pior do Rio porque o Fluminense a cada dia amarga um novo fracasso. O de domingo foi diante de um Santos formado por garotos, que saiu da Vila Belmiro com um 2 a 0. A sensação a cada rodada é de que os jogadores tricolores estão conformados, e jogaram a toalha mesmo a 16 rodadas do fim da competição.

O time das Laranjeiras se esquece que o campeonato é extenso, e ainda falta muito para se ter um desfecho. Ao que parece, ele é o único a não se emocionar mais com os jogos do Campeonato Brasileiro - se comporta em campo como se estivesse anestesiado. Pelo menos os outros 19 participantes garantem a emoção que está trazendo este Campeonato Brasileiro.

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O tempo e o placar... elege o que aconteceu de melhor e de pior na vigésima-segunda rodada do Campeonato Brasileiro.

O CHUTAÇO

Quatro gols diante do vice-líder do Campeonato Brasileiro. O INTERNACIONAL aos poucos vai chegando, e pode incomodar o Palmeiras na briga pelo título brasileiro.

A FURADA


Contratado como esperança de gols do Goiás, o atacante FERNANDÃO arranjou uma expulsão logo nos primeiros minutos da partida contra o Inter. Alguns atribuem ao fato de ele ser ídolo também do colorado. É pouco provável, mas se isto for verdade, trata-se de um gol contra no profissionalismo do futebol brasileiro. Falta ainda mais grave do que perder a cabeça e prejudicar o time (que saiu com uma goleada sofrida).

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Última chamada



No jogo de ontem disputado no Engenhão, Botafogo e Cruzeiro empataram em 1 a 1 e não aproveitaram a última chamada para uma melhora na classificação. O time de Minas ficou em décimo-segundo lugar e o alvinegro carioca prossegue entre os quatro piores - em décimo-sétimo, com incríveis 10 empates em 21 jogos.

O primeiro tempo era promissor para o Botafogo. Senhor em campo, o time chegava toda hora ao gol de Fábio, e não tinha trabalho na parte defensiva (em especial porque a dupla de ataque cruzeirense, Kléber e Wellington Paulista, estava de fora por contusão). Depois de sucessivos gols perdidos - a maioria dos pés de André Lima - o gol saiu aos 33 minutos do segundo tempo. Michael arrancou no meio-de-campo e encontrou Lúcio Flávio livre. O camisa 10 driblou o goleiro Fábio e jogou para o fundo da rede.

A segunda etapa parecia favorável para o time da casa. Até Fahel fazer uma falta dura em Henrique, e ser expulso de campo. Com um a menos, o time de Estevam Soares ficou ainda mais recuado e pecou pelos deslizes de sua defesa.

Aos 22 minutos, Gilberto cobrou escanteio e Thiago Ribeiro desviou para o fundo das redes, diante do olhar de um Castillo hesitante, que ficou parado no cruzamento na área. Com o empate, o Cruzeiro se lançou para o ataque, e por pouco não sai de campo com uma nova vitória sobre um time carioca como visitante.

Em igualdade no número de jogos em relação ao adversário, o Botafogo agora precisa compensar a desigualdade visível de talento em relação aos demais clubes. Ao Cruzeiro, fica somente a certeza de que não há mais chance de sonhar com um retorno à disputa da Taça Libertadores da América. E ambas as frustrações não têm mais chance de última chamada.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Boa para a parte de baixo



A vigésima-primeira rodada do Campeonato Brasileiro tornou a competição ainda mais equilibrada. Dos vencedores dos jogos deste fim de semana, somente o líder e o vice-líder tiveram vitórias.



Vestindo azul, o Palmeiras venceu o Internacional por 2 a 1, e fez o colorado cair para a quinta colocação no Brasileirão. 2 a 1 também foi o placar da vitória do Goiás sobre o Santos, no Serra Dourada.

Na Arena da Baixada, o São Paulo saiu de campo com uma derrota por 1 a 0 para o Atlético Paranaense. Melhor para o rubro-negro do Paraná, que está a seis pontos da zona de rebaixamento. Quem também escapou do perigo foi o Cruzeiro, que derrotou o Náutico por 4 a 2 em jogo que foi paralisado duas vezes no Mineirão por queda de energia. E os pernambucanos continuam não vendo luz no fim do túnel. Afinal, mesmo com a vitória por 2 a 0 sobre o Vitória, o Sport está em penúltimo lugar.



A última colocação agora está nas mãos do Fluminense, que fez outra péssima partida no Maracanã e não saiu de um 0 a 0 com o Barueri. A torcida parece estar bem desiludida com o time de Renato Gaúcho, pois apenas nove mil tricolores compareceram ao estádio.



Empatado também ficou o confronto entre Botafogo e Corínthians. O 3 a 3 parece anunciar uma boa partida, mas ela ficou severamente comprometida pelos deslizes da arbitragem - que será tema da seção A FURADA, ao final da crônica. Antepenúltimo colocado, o alvinegro carioca viu mais um adversário direto se afastar: o Santo André venceu o Coritiba por 1 a 0 e agora está a três pontos do clube carioca.

Outrora líder do campeonato, o Atlético Mineiro agora revela que perdeu um pouco de seu fôlego. A acachapante goleada por 4 a 1 para o Grêmio no Olímpico mostrou que o Galo mineiro precisa de reforços se quiser sonhar com as primeiras colocações.



Quem já sonha com a América do Sul é o surpreendente Avaí. Desconhecido da elite do futebol brasileiro, o time saiu do Ressacada com uma vitória por 3 a 0 diante de um Flamengo completamente desfigurado, em função de contusões e suspensões de jogadores. Sem nenhum poder de fogo, fez até a torcida gritar "cadê o Imperador?".

Mas os rubro-negros podem ter um alento: na próxima rodada do fim de semana, o time enfrenta o Santo André no Maracanã. Como ambos estão na parte de baixo e o Ramalhão vem de uma vitória, quem sabe não seja a vez do Flamengo ter sua cota de vitória dos clubes "da parte de baixo".

O Campeonato Brasileiro entra em campo no meio de semana, com duas partidas adiadas (Botafogo e Cruzeiro no Engenhão e Santos e Internacional na Vila Belmiro) e o início da vigésima-segunda rodada (o confronto paulista entre Corínthians e Barueri). Resta saber qual das partes da tabela irá estabelecer os vencedores dos demais confrontos.

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O tempo e o placar...
escolhe o que houve de melhor e de pior na vigésima-primeira rodada do Campeonato Brasileiro.

O CHUTAÇO

O AVAÍ fez história em Santa Catarina, ao vencer pela primeira vez um confronto contra o Flamengo e, de quebra, alcançar a quarta posição na classificação do Campeonato Brasileiro. Mérito do técnico Silas e dos jogadores, que não se abateram pelas primeiras rodadas e hoje chegam à incrível marca de 11 jogos sem perder. Será que eles vão manter o pique neste returno?

A FURADA

ARÍLSON BISPO DA ANUNCIAÇÃO. Mais uma vez, um árbitro vem para a seção da furada da rodada. Em Botafogo e Corínthians houve pênalti não marcado e mal marcado, falta que não aconteceu, gol irregular e uma sucessão de lambanças. Tudo isto na semana seguinte a outro episódio lamentável do futebol brasileiro: a absolvição dos envolvidos na Máfia do Apito, de 2005.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Rodada dos desperdícios



A primeira rodada do returno do Campeonato Brasileiro mostrou desperdícios tanto na parte alta quanto embaixo da tabela. Com isto, o torneio continua cada vez mais equilibrado em todas as situações envolvendo os 20 participantes.

A maior derrota da vigésima rodada foi do Palmeiras. No confronto alviverde com o Coritiba, um pênalti cobrado por Marcelinho Paraíba no fim do jogo impediu que a equipe se afastasse dos demais concorrentes na busca pela conquista do título. No dia seguinte, o Goiás desperdiçou a chance de assumir a liderança ao perder por 2 a 0 para o Náutico nos Aflitos. O Atlético Mineiro desperdiçou a possibilidade de ficar na zona da Taça Libertadores da América ao ceder o empate para o Avaí depois de abrir 2 a 0 no Mineirão. Com o 2 a 2, o time catarinense segue em sexto lugar, empatado com Corínthians e Barueri, e deixou para trás o décimo Santos (que venceu o Grêmio por 1 a 0 na Vila Belmiro) e o décimo-primeiro Vitória (que derrotou o Atlético Paranaense por 2 a 1).



O Internacional foi outro clube a desperdiçar boas possibilidades na parte de cima do Campeonato Brasileiro. Ao perder para o Corínthians em pleno Beira-Rio (por 2 a 1), o time se manteve no quarto lugar. O colorado tem chance de se recuperar ao realizar os dois jogos adiados do primeiro turno.



Quem foi beneficado pelos tropeços dos alviverdes de São Paulo e de Goiás foi o São Paulo. O tricolor paulista não precisou se esforçar muito para vencer o tricolor carioca - a vitória veio com um gol de Richarlyson. O Fluminense prossegue se arrastando na tabela, a seis pontos do primeiro que está fora da zona de rebaixamento. O time só não é inferior ao Sport, que com a derrota por 2 a 1 para o Barueri no interior de São Paulo, se manteve em último lugar.

Fazendo companhia a ele, o Botafogo é mais um carioca a estar perto da queda para a Série B. O alvinegro desperdiçou o fato de jogar em casa contra o Santo André e perdeu para o time do interior paulista por 2 a 1. Além de perder a chance de conseguir uma posição melhor, ele permitiu que o Ramalhão saísse da agonia dos quatro últimos lugares (como foi mostrado ontem, na Análise de quarta).



E, pela enésima vez no Campeonato Brasileiro, o Flamengo desperdiçou a chance de uma vitória. Desfalcado de seis titulares (além do "reserva de luxo" Petkovic), o time chegou a abrir o placar no Maracanã, mas permitiu que o Cruzeiro passasse à frente e saísse do Rio com uma vitória por 2 a 1. As vaias da torcida começaram a acontecer, e ficaram ainda maiores para o goleiro Bruno, que se mostrou irresponsável ao retardar o jogo mesmo com o time da Gávea em desvantagem.

Com tantas desvantagens na rodada, talvez as vantagens conquistadas no primeiro turno façam a diferença. E aos times que estiveram mal no primeiro ato do campeonato, vai o conselho: não desperdicem.

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O tempo e o placar... escolhe o que houve de melhor e de pior na vigésima rodada do Campeonato Brasileiro de 2009.

O CHUTAÇO

O lindo gol de PAULO HENRIQUE LIMA na vitória santista sobre o Grêmio. Valeu o ingresso de quem foi à Vila Belmiro na quarta-feira.

A FURADA

O zagueiro JUNINHO fez uma partida bisonha no Engenhão, e foi coroado com a falha no segundo gol do Santo André. Ele, que era poupado das vaias botafoguenses, também saiu de campo ouvindo poucas e boas dos torcedores.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

ANÁLISE DE QUARTA - Tragédia anunciada



O tempo e o placar... estreia a sessão ANÁLISE DE QUARTA. Enquanto a rodada não acaba, o blogue faz uma prévia, escolhendo um dos jogos para falar sobre o que aconteceu em campo.

Jogo de hoje: BOTAFOGO 1 x 2 SANTO ANDRÉ

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A boa partida no empate em 1 a 1 com o Palmeiras no Palestra Itália sábao não passou de ilusão. O Botafogo voltou a fazer uma péssima partida em seus domínios e, de quebra, saiu do Engenhão com uma derrota por 2 a 1 para o fraquíssimo Santo André. Com a vitória por 1 a 0 do Coritiba sobre o Palmeiras, o time carioca está agora na zona de rebaixamento.

A tragédia começou a se anunciar logo aos quatro minutos, quando Júnior Dutra abriu o placar. Com 15 minutos de partida, um erro bisonho de Juninho deixou o Ramalhão com uma vantagem de dois gols. O desespero dos torcedores do alvinegro carioca passou a ficar tão forte que o zagueiro (outrora aplaudido por sua raça e por ser a esperança de gols graças às suas cobranças de falta) deixou de ser exceção em meio às vaias das cerca de oito mil pessoas que estavam no Engenhão.

O pedido de raça dos torcedores pareceu não ser ouvido pelos botafoguenses. Sem a menor objetividade, o time não conseguia furar o bloqueio do Santo André, que, ansioso por sair dos últimos lugares do Campeonato Brasileiro, se postou na defensiva. Mas a equipe do interior de São Paulo acabou esbarrando em suas próprias limitações. O lateral Vinícius Orlando cometeu pênalti sobre André Lima. O próprio atacante cobrou e diminuiu a diferença, ainda no primeiro tempo.

A aposta de Estevam Soares para mudar o panorama da partida foi se arriscar no ataque - Jônatas saiu para a entrada do atacante Reinaldo. Só que, apesar do trio formado por Victor Simões, Reinaldo e André Lima, o Botafogo não conseguia chegar ao gol do Santo André por um simples motivo. Embora aumentasse a quantidade de jogadores na frente, a postura botafoguense continuava sendo a afobação, que ficou ainda maior com o passar do tempo.

Ao final dos 90 minutos, a torcida alvinegra saiu do Engenhão com o sabor de uma derrota esperada. Não por causa de coisas como o mando de campo ou a superioridade do adversário. Mas porque, depois de tantos jogos se escondendo numa retranca e conseguindo um ponto por jogo, uma hora o Botafogo iria ver seu fraco esquema cair por água abaixo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Os desafios do Jason da camisa 1



O apelido de "Jason" que a torcida do São Paulo deu ao tricolor do Morumbi pode, a partir de hoje, se estender ao seu camisa 1. Após quatro meses parado em virtude de uma grave contusão, Rogério Ceni voltará hoje ao gol são-paulino, na partida contra o Fluminense.

Alguns torcedores podem considerar que este retorno veio numa partida bem oportuna. Afinal, o tricolor das Laranjeiras é o penúltimo colocado no Campeonato Brasileiro e seu poder de fogo está bem combalido - a dupla de ataque considerada "ideal" (Leandro Amaral e Fred) está de fora, em virtude de ambos os atacantes estarem contundidos. Além de o nível do ataque adversário estar num patamar inferior para crítica e público, a presença de Rogério Ceni poderia intimidar Roni e Kieza quando eles estivessem cara a cara com o goleiro.

Só que o retorno meramente para conseguir ritmo de jogo pode não ser o esperado pelo time ou pelo treinador Ricardo Gomes. Com um Fluminense armado por Renato Gaúcho para ficar o tempo todo recuado e atuando nos contra-ataques, há probabilidade de Ceni se ver sozinho diante dos jogadores do tricolor carioca - que, temerosos com a porta do rebaixamento cada vez mais próxima, não hesitarão em arriscar o chute. E o camisa 1 são-paulino, estará em plena forma física?

O Jason chamado São Paulo mostrou em sua arrancada nas últimas rodadas que pode ressuscitar o temor dos adversários. Mas talvez tenha sido muito precipitado escalar Rogério Ceni. Se bem que as atuações do goleiro Dênis também estavam dignas de filme de terror.

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BOLA PRO MATO

Com a dúvida entre a transferência ou não para o futebol dos Emirados Árabes, o Flamengo acabou tendo uma vitória com um sabor amargo. Por mais que Emerson continue na equipe, sua irritação com a falta de concretização do negócio pode afetar as próximas atuações em campo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Fim do primeiro ato



Com a rodada do fim de semana, chegou ao fim o primeiro turno do Campeonato Brasileiro, com todas as surpresas, decepções e momentos previsíveis da competição nacional. Após 19 rodadas, o torneio já começa a definir quais os caminhos que os clubes vão seguir no turno final.

A parte de cima da tabela traz uma gratíssima surpresa. Ao lado dos paulistas Palmeiras e São Paulo e do gaúcho Internacional, o Goiás disputa palmo a palmo com a tradição do Campeonato Brasileiro uma conquista nacional. O time goiano revelou tanto um futebol envolvente quanto confirmou a recente ideia de que é o local ideal para recuperar jogadores que estão mal em suas carreiras - caso do meia Léo Lima. E ainda vem o atacante Fernandão por aí.

Os modestíssimos Avaí e Barueri mostraram que não estão na Série A meramente como figurantes. O time catarinense chegou a ficar no último lugar, mas graças a uma arrancada irresistível (são nove jogos sem derrota), hoje está em sexto lugar, próximo dos quatro melhores do país. Embora tenha caído na classificação nas últimas rodadas, o Barueri se revelou um time bem arrumado a ponto de despertar o interesse do Botafogo em seu treinador - Estevam Soares. O técnico agora está no comando botafoguense, para onde se transferiu seduzido pela possibilidade de tirar o time carioca da zona de rebaixamento.

E é justamente o Rio de Janeiro que vem como a decepção do Campeonato Brasileiro. Com uma equipe a menos do que os anos anteriores - o Vasco está jogando a Série B da competição - o futebol do Rio não consegue engrenar bons resultados nem fazer partidas convincentes. O Flamengo se salva um pouco (por estar em décimo lugar) mas passa por partidas pífias, como a goleada por 4 a 1 sofrida para o Grêmio ontem. O Botafogo se contenta em arrancar empates, como o 1 a 1 diante do Palmeiras no Palestra Itália sábado. E o Fluminense prossegue em penúltimo lugar no torneio, precisando urgentemente de uma sequência de vitórias para melhorar sua autoestima e sua colocação no campeonato. Mas já desanima sua torcida com jogos como o da derrota por 3 a 1 para o Coritiba, ontem, no Maracanã.

Os mesmos passos do tricolor das Laranjeiras são seguidos pelo Cruzeiro. Após a derrota na final da Taça Libertadores da América, o time não se encontra no Campeonato Brasileiro e se arrasta nas últimas posições. Seu conterrâneo, o Atlético Mineiro, chegou a ser líder do torneio por algumas rodadas, mas aos poucos vai saindo do bolo dos melhores do Brasil.

Assim como Náutico e Santo André, que figuraram nos primeiros lugares mas agora batalham para escapar da degola em dezembro. O futebol nordestino pode perder suas forças pernambucanas, com a iminente queda do Sport Recife, que soma apenas 13 pontos. No caminho inverso, segue a dupla paranaense. O Atlético já começa a sonhar com uma vaga na Copa Sul-Americana depois de passar boa parte do primeiro turno alternando entre os últimos lugares da classificação. O Coritiba ainda oscila, mas já pode respirar um pouco mais.

Atual campeão da Copa do Brasil, o Corínthians vê sua ascensão no futebol brasileiro freada pela "janela" do meio de ano. Jogadores como André Santos e Douglas deixaram o Parque São Jorge, e o alvinegro paulista se desespera em busca de novos reforços para o restante da competição. Afinal, não quer fazer companhia ao Santos, que cada vez mais se isola da disputa pelo título.

Mas o dado curioso deste primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2009 vem do "título simbólico". A imprensa ainda não pode definir quem foi o melhor da primeira etapa da competição. O Internacional, atual terceiro lugar, tem dois jogos a menos do que os concorrentes, em virtude do adiamento das partidas contra Santos e Atlético Mineiro (por conta da participação em um torneio internacional). Até 2 de setembro - data do confronto com o time de Minas - os colorados ansiarão por saber como o time estará para a briga na competição.

E até dezembro o país acompanhará, ponto a ponto, as coisas que o Campeonato Brasileiro tem a nos apresentar em seu segundo ato. No ato decisivo para as várias pretensões deste torneio - título, Libertadores, Sul-Americana e rebaixamento. Que recomece o espetáculo!

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O tempo e o placar... elege o que houve de melhor e de pior nesta décima-nona rodada do Campeonato Brasileiro.

O CHUTAÇO

Mais uma vitória do SÃO PAULO, que se aproxima dos líderes do campeonato e já almeja sua quarta conquista consecutiva. Será que o tricolor paulista vai surpreender mais uma vez?

A FURADA

O time não é tão ruim, o treinador vai surpreendendo positivamente. Mas a infantilidade de alguns jogadores faz com que o FLAMENGO continue se atrapalhando a cada 90 minutos. Além das falhas de Bruno, os zagueiros Airton e David cometeram pênaltis extremamente bobos que fizeram o clube sair do Olímpico sofrendo uma goleada.

sábado, 15 de agosto de 2009

Novos velhos reforços



A cada rodada, o Campeonato Brasileiro traz novas emoções para os torcedores das 20 equipes envolvidas. No entanto, nos últimos anos a torcida brasileira vai se acostumando com um fenômeno: toda temporada, surgem novos "velhos" reforços em todos os clubes.

É o caso mais recente do Palmeiras, que a todo custo tenta repatriar o atacante Vágner Love, que está há cinco anos no CSKA Moscou, da Rússia. O artilheiro, que contabiliza algumas passagens pela Seleção Brasileira, pode ser mais uma opção de ataque para o treinador Muricy Ramalho.

E a tendência de investir novamente no futebol de atletas que já tiveram uma passagem boa por um clube não fica restrita à diretoria palmeirense. O Botafogo trouxe recentemente o meia Lúcio Flávio e o atacante André Lima, ambos nomes de destaque em temporadas anteriores, mas que não estavam sendo bem aproveitados nos clubes paulistas que defenderam - Lúcio, no Santos, e André, no São Paulo. A diretoria botafoguense também sonda a volta de Dodô, depois que acabar sua suspensão por uso de doping.

O Fluminense foi mais fundo na volta às origens, e abriu as portas novamente para Roni, que disputou em 1999 a Série C do Campeonato Brasileiro. Recentemente, o Flamengo fez de tudo para que Ibson continuasse no clube, em sua segunda passagem (sem sucesso).

Num futebol de tanto troca-troca de clubes, o Brasil já se acostumou a fenômenos como o do jogador Edmundo, que foi e voltou para o Vasco por seis vezes, uma coisa mais esdrúxula até mesmo do que um atleta vestir inúmeras camisas em sua carreira. E o mais interessante é que esta estratégia de apostar no "conhecido" não fica restrita aos times que estão mal na tabela - o Palmeiras é o líder do campeonato.

Embora o atacante Vágner Love não esteja mais com o mesmo destaque no cenário futebolístico, a diretoria do Palmeiras talvez saiba o que está fazendo. Mas, assim como a torcida palmeirense, os diretores precisam ter consciência de que o Love que saiu consagrado para o exterior pode não ser mais o mesmo dos dias de hoje.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Falsas emoções



Com a consolidação do formato de um Campeonato Brasileiro por pontos corridos, a imprensa esportiva teme ficar sem assunto em tantos meses de competição. Por isto, acaba recorrendo a criar falsas emoções para deixar o público atento ao torneio quando ele está ainda nas rodadas intermediárias.

É o caso do atual momento do Brasileirão. Ainda nos meados da competição, os jornalistas recorreram à ideia de "busca pelo título simbólico do primeiro turno" para entreter um Brasil ausente de estádios lotados. Foi assim que o jogo de anteontem, entre Atlético Mineiro e Palmeiras, ganhou uma dimensão que não precisava.

O embate entre o primeiro e o terceiro colocados no Brasileiro já era uma garantia de boa partida no Mineirão (em especial porque o Fla-Flu "de nível internacional" na Copa Sul-Americana seria insosso em ambos os lados). Mas lá foram os órgãos de imprensa bater na tecla de que paulistas e mineiros estavam na briga pelo título simbólico de campeão do primeiro turno do Campeonato Brasileiro.

Francamente, desde 2003 os torcedores sabem que o título do turno não garante vaga na final e, principalmente, não quer dizer que a equipe conseguirá liderar de ponta a ponta. Com as oscilações causadas pelo entra-e-sai de jogadores causado pela janela para o exterior, o Campeonato Brasileiro fica, de fato, imprevisível.

Uma pena que o campeonato mais justo com o time que se manteve com regularidade tenha de se submeter a estas artimanhas baratas para parecer mais charmoso. Se o equilíbrio do Brasileirão é interessantíssimo, para que criar conquistas simbólicas? A briga pelo "título do primeiro turno" soa tão nula quanto uma equipe brasileira ao final do torneio comemorar a conquista de uma vaga na Copa Sul-Americana.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A sina dos retirantes



A saga de fiascos do Sport Recife parece não ter fim no Campeonato Brasileiro. Ontem, na estreia do técnico Péricles Chamusca, a equipe saiu do Beira-Rio com mais uma derrota - desta vez para o Internacional, por 3 a 0. Os pernambucanos se consolidam como os últimos colocados na competição, tendo 11 derrotas nas primeiras 18 rodadas.

Passada a busca pelo título da Taça Libertadores da América no primeiro semestre (encerrada com uma derrota nos pênaltis para o Palmeiras), o time agora parece se adequar ao cenário de uma equipe fadada a disputar a Segunda Divisão no ano seguinte. Já teve uma troca de técnicos, perdeu uma de suas referências em campo (o jogador Paulo Baier, hoje no Atlético Paranaense) e deixou de ser temido até mesmo em seu estádio, a Ilha do Retiro.

Há pouco tempo considerado um "caldeirão" para seus adversários, o estádio hoje é uma arena onde borbulham farpas, acusações e uma sucessiva perda de forças da equipe pernambucana a cada partida. E o pior é que nem o principal argumento que os torcedores do Leão usam pode ter alguma credibilidade. Afinal, a eliminação da competição sul-americana aconteceu há alguns meses, e suas consequências já deveriam ter sido digeridas.

Os rubro-negros agora se apoiam na chegada de Péricles Chamusca - solução vinda do futebol japonês - para ao menos conseguirem terminar 2009 entre os 20 melhores do Brasil. Entretanto, com a atual equipe, os retirantes da Ilha do Retiro ainda prometem passar por uma grave sina. A de ficar com uma lanterna e não ter nenhuma luz no fim do túnel.

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BOLA PRO MATO

Sim, é bem verdade que o Vitória teve uma queda de qualidade (e de posições) nas últimas rodadas. Mas demitir Paulo César Carpegiani por o time não vencer há quatro jogos foi uma imaturidade, digna de um clube que não sabe se estruturar para ficar entre os primeiros lugares de um Campeonato Brasileiro.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ladeira de mão dupla


O tempo e o placar... retorna à sua rotina de atualizações diárias com a análise da penúltima rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. E, assim como os espectadores futebolísticos, fica ainda mais surpreso com a oscilação constante dos times brasileiros no torneio.

A maior delas, certamente, é o São Paulo. Outrora beirando a zona de rebaixamento, o tricolor paulista subiu inúmeras posições e, mesmo tendo como adversário o travessão, conseguiu derrotar o vice-líder Goiás, no Morumbi, pelo placar de 3 a 1. Mas, apesar com a vitória justa, os são-paulinos prosseguem na injustiça de vaiar o atacante Washington.

Outra surpresa do torneio vem de Santa Catarina. O modesto Avaí, que chegou a ser o último colocado do campeonato, chegou ao sétimo lugar depois do empate em 2 a 2 com o Santos, no sábado. Ele faz companhia ao Barueri (que venceu o Grêmio por 1 a 0 no interior paulista) dentre as equipes que vêm conquistando em campo o respeito dos participantes do Campeonato Brasileiro. Dos times considerados "pequenos", o Santo André é que parece ter se apequenado. Após figurar entre os 10 primeiros, o Ramalhão se aproximou dos quatro últimos do campeonato com a derrota para o Náutico por 2 a 1 nos Aflitos.



Do outro lado da ladeira, o Vitória mais uma vez decepcionou seus torcedores. Para o time que há poucas rodadas brigava com os líderes do campeonato, o atual décimo lugar fica decepcionante. Ainda mais depois da partida de ontem, na qual só conseguiu um empate em 2 a 2 com o Fluminense por causa das limitações da zaga tricolor. O time treinado por Renato Gaúcho prossegue penando nas últimas colocações, principalmente pela grande atuação do goleiro Cléguer.

Decepção também é a palavra que define o momento do Botafogo. Embora não esteja mais na zona de rebaixamento, a equipe não consegue decolar no campeonato. Em pleno Engenhão, o time perdeu para o Atlético Paranaense por 1 a 0, e, além do futebol pífio, foi prejudicado pela infelicidade de André Lima. O atacante pediu ao capitão Lúcio Flávio para cobrar um pênalti e sua cobrança acertou a trave. Na trave, mais uma vez um "quase" para o alvinegro carioca escapar da má campanha. A derrota custou o cargo de Ney Franco, demitido hoje.

A rodada terminou com demissão também no Coritiba. Sobrou para René Simões a culpa pelo antepenúltimo lugar no Campeonato Brasileiro depois da derrota por 3 a 1 para o Cruzeiro no Couto Pereira. O time de Minas vê agora uma possibilidade de se recuperar depois do insucesso na Taça Libertadores da América.



Apesar de ter vivido o recente sucesso da conquista da Copa do Brasil, o Corínthians vem sendo um rascunho do bom time que foi no primeiro semestre. A saída de jogadores, aliada à contusão de atletas como Jorge Henrique e Ronaldo, deixou a equipe cada vez mais enfraquecida. O Flamengo se aproveitou disto e saiu do Maracanã com uma vitória por 1 a 0. O gol do jogo foi marcado por Adriano, que agora se tornou o artilheiro da competição, com 10 gols. Outros detalhes deste jogo, na coluna do Almanaque Virtual:

http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=20473&BRASILEIRAO+%E2%80%93+FLAMENGO+X+CORINTHIANS:+VENCEU+PELO+CANSACO

A rodada ficará completa no decorrer desta semana, com o confronto entre Internacional e Sport, no Beira-Rio, hoje à noite e o duelo entre o líder Palmeiras e o terceiro colocado Atlético Mineiro, no Mineirão, na quarta-feira. O mistério em relação de em qual lado da ladeira ficará cada clube permanecerá até o meio de semana.

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O tempo e o placar...
elege o que houve de melhor e de pior na décima-oitava rodada do Campeonato Brasileiro.

O CHUTAÇO

A ótima atuação do atacante flamenguista EMERSON. Embora não tenha feito gols, o atacante lutou incansavelmente na partida entre Flamengo e Corínthians. O jogo de ontem pode ter sido sua última partida pelo clube nesta primeira passagem.

A FURADA

Não bastavam as falhas na zaga tricolor. O zagueiro EDCARLOS perdeu um gol incrível diante do Vitória, que fez falta no resultado final. E o Fluminense não escapa da degola...