quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pouca brasilidade



A abertura da Copa do Mundo de 2010 pela primeira vez aconteceu na noite de véspera do pontapé inicial da nova edição. Uma decisão que comprovou que a competição é, acima de tudo, uma grande festa cercada de cores e de luzes. Mas, em meio a tantos momentos iluminados, iluminou-se muito pouco o Brasil no palco do Orlando Stadium.

Foi muito bonito ver o clima de diversidade num país que outrora foi símbolo do preconceito racial. Coisas superadas da maneira como o líder Nelson Mandela afirmou: "Perdoar é muito mais fácil do que esquecer. Perdoar pode ser um ato político para se obter um objetivo. Esquecer não. É uma decisão subjetiva e pessoal e quem foi vítima não pode esquecer o que passou".



A bela ode à miscigenação e as palavras emocionantes do arcebispo Desmond Tutu começaram a deixar de lado o futebol. As presenças de jogadores no palco foram muito restritas (ou relegadas a vídeos), e o Brasil, maior vencedor da Copa do Mundo, teve presença tímida. Uma presença gravada e curta de Pelé, Sócrates no palco ao lado de outros jogadores e um integrante do grupo Black Eyed Peas ostentando a bandeira brasileira acabaram sendo os representantes da "pátria em chuteiras".

No evento da Copa do Mundo, os sul-africanos perderam a chance de resgatar algum jogador brasileiro que fez a torcida gritar "é campeão". Por mais que Sócrates tenha sido um ícone do futebol do país, ele não venceu a competição (sim, se ele não ganhou uma Copa, pior para a Copa). Por que não chamar um Jairzinho, um Bellini (o primeiro brasileiro a erguer a Taça Jules Rimet), um Gérson?



Até o vídeo de gols dos campeões anteriores foi jogado de maneira acelerada, descaracterizando a finalidade do show. Enquanto isto, Amadou, Marian, John Legend , Alicia Keys e a exuberante Shakira desfilavam seus respectivos repertórios. Este que vos escreve aprova atrações musicais, desde que haja mais espaço ao futebol, e mais justiça ao Brasil.

A Seleção Brasileira agora tem um motivo a mais para fazer boas apresentações na Copa do Mundo. Diante de tão pouca brasilidade na abertura da competição, é bom o time de Dunga ter forças para recuperá-la dentro de campo.

2 comentários:

Tiago Cordeiro disse...

Opa, seu Vinícius eu já conhecia esse espaço. Vc me passou o endereço na mesma época:)

Eu assino o feed e leio. Ainda não consegui mexer no HTML do meu blog pra encaixar uma lista de blogs, mas O Tempo e o Placar tem tudo a ver com os blogs q quero indicar e estará lá. :)

Tiago Cordeiro disse...

E sobre a abertura: de impressionante mesmo só a Shakira. Achei bem chatinha e levava mais jeito de show de música do que de abertura de evento esportivo.