terça-feira, 19 de outubro de 2010

Nada será como antes



A excelente iniciativa de valorizar a Copa Sul-Americana, concedendo uma vaga na Taça Libertadores da América ao campeão do outro torneio entre clubes da América do Sul, degringolou para uma polêmica sem fim. Com a nova determinação da Conmebol, times brasileiros terão de torcer por um insucesso de seu compatriota na Sul-Americana.

A Confederação Brasileira de Futebol conseguiu reverter a ideia original da entidade sul-americana - de que a quarta vaga no Campeonato Brasileiro ficaria de fora, porque o campeão da Taça Libertadores da América de 2010 é brasileiro (o Internacional). No entanto, a volta do G-4 só ficará sacramentada se o Brasil não tiver um vencedor na Copa Sul-Americana.

O time que estiver em quarto lugar no Brasileirão ainda precisará de alguns dias para saber seu planejamento para o ano seguinte - um investimento pesado na formação de elenco para a maior competição sul-americana, ou uma preparação para disputar competições às quais não vale a pena gastar demais, devido ao pouco retorno. É justo que os clubes tenham de ficar à mercê da confusão de regulamentos?

Com o novo panorama criado pela Conmebol, ficar no meio da tabela é bem mais interessante do que disputar uma Taça Libertadores da América e perder. Ficando entre a quinta e a décima-segunda colocação do Campeonato Brasileiro, o time tem três caminhos para conseguir vaga na Libertadores - a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana. A equipe eliminada da maior competição da América do Sul tem seu caminho de volta no ano seguinte restrito ao Brasileirão.

A melhor alternativa seria tirar uma vaga dos clubes mexicanos. As equipes do México disputam a Taça Libertadores da América como convidadas, e mesmo que uma delas seja campeã, não pode disputar o Mundial de Clubes no fim do ano. A diplomacia entre as confederações é mais importante do que dar igualdade a todos os clubes da América do Sul?

A única certeza que fica é de que nada será como antes na organização da Libertadores. E a tática da politicagem continua a ser a grande vencedora nas decisões políticas da Conmebol.

Um comentário:

PCFilho disse...

A distribuição das vagas da Libertadores entre os países beira o ridículo.

O Brasil e a Argentina possuem 5 vagas, e a Venezuela e o Peru possuem 3!

Vá ver na Europa qual é a proporção entre clubes da Inglaterra e da Estônia na Liga dos Campeões...