segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Quatro linhas, 6 de setembro de 2010





Satisfação!

O Quatro linhas hoje tem a estreia do versátil GUSTAVO SANTOS. O multimídia da palavra entra em campo, numa triangulação com FLÁVIO DE SÁ E VINÍCIUS FAUSTINI.

E hoje, passam pelo gramado:

CAMPEONATO BRASILEIRO, SÉRIE A

CAMPEONATO BRASILEIRO, SÉRIE B

UM GIRO PELO FUTEBOL INTERNACIONAL


Basta dar o PLAY que a comunicação está no ar.

Duração: 67 minutos.

domingo, 5 de setembro de 2010

Chutaços e furadas do primeiro turno do Brasileirão



A cada rodada do Campeonato Brasileiro, O tempo e o placar... traz, além das análises de jogos, uma seleção com o que houve de melhor e de pior nos jogos da competição. Entretanto, no domingo em que o primeiro turno do Brasileirão chega ao final, este blogue faz um panorama dos CHUTAÇOS e das FURADAS que rolaram pelos gramados do país nesta primeira metade do torneio.

Agora, começam os melhores e os piores momentos de 2010:


OS CHUTAÇOS



EQUIPES

FLUMINENSE - Após um início oscilante, o tricolor das Laranjeiras ajeitou sua equipe e tornou-se dificílimo batê-lo tanto como mandante quanto como visitante. Finalmente, os investimentos da Unimed vêm trazendo resultados mais convincentes dentro campo, graças ao comando de MURICY RAMALHO, que se revela especialista em armar times mesmo não tendo tantos grandes jogadores à sua disposição.

CORÍNTHIANS - Apesar de algumas falhas no decorrer do primeiro turno, conseguiu uma boa arrancada nos últimos jogos e agora está a um ponto do líder Fluminense (além de ter um jogo a menos). O grande mérito da equipe é que sobreviveu a uma parada da Copa do Mundo, a uma troca de treinador e à inconstância de sua estrela, Ronaldo.

BOTAFOGO - Talvez uma das surpresas deste primeiro turno - mesmo sendo o vencedor do Campeonato Estadual deste ano, suas participações nos campeonatos nacionais deixaram a desejar nas últimas temporadas - o alvinegro revelou ter uma equipe constante, bem armada defensivamente e com uma bela gama de opções ofensivas.

CEARÁ - Recém-chegado da Série B, o Vovô fez um início de Campeonato Brasileiro avassalador. Nas primeiras rodadas antes da parada para a Copa do Mundo, foram cinco vitórias em sete jogos. Uma pena que este poder de fogo se esvaiu apenas com a saída do técnico Paulo César Gusmão.

VASCO e ATLÉTICO PARANAENSE - Inicialmente apontados na lista de times que brigariam para não cair, ambos conseguiram se ajeitar aos poucos e deram arrancadas importantíssimas no Campeonato Brasileiro. Os paranaenses terminaram o primeiro turno em sétimo lugar, e os vascaínos estão na oitava colocação.

INTERNACIONAL - Os colorados têm um dos melhores elencos do Brasil. Enquanto seus titulares estavam com as atenções voltadas para a Taça Libertadores da América, os reservas de luxo faziam grandes partidas, e se tornavam também muito difíceis de bater. Mesmo depois da conquista da competição sul-americana, a equipe gaúcha mostra sua sede de títulos, e não deixa de lado o Campeonato Brasileiro, mesmo credenciado para a Libertadores do ano que vem.

SELEÇÃO DO PRIMEIRO TURNO

1 - FERNANDO PRASS (Vasco) - O goleiro vascaíno se tornou uma das peças mais importantes na ascensão vascaína durante o primeiro turno. Com reflexo, coragem e uma segurança que adquiriu com o decorrer do campeonato, mostrou que seu talento não aparecia apenas na Série B.

2 - MARIANO (Fluminense) - Outrora execrado pela torcida tricolor, Mariano cresceu muito nesta temporada pelo Fluminense. Passes e cruzamentos precisos que municiaram o setor ofensivo da equipe.

3 - ALEX SILVA (São Paulo) - Destacou-se em meio à decepcionante campanha são-paulina no primeiro turno. Um zagueiro seguro, que aparece com perigo também na área adversária.

4 - ANTÔNIO CARLOS (Botafogo) - Sob o comando de Joel Santana, seu futebol cresceu muito, e se tornou importante no período sem derrotas pelo qual o Botafogo passou.

6 - KLÉBER (Internacional) - Com o decorrer da competição, se tornou um dos jogadores mais requisitados para iniciar as jogadas de ataque do colorado. Seus cruzamentos são muito precisos.

5 - SANDRO (Internacional) - Excelente na proteção à zaga e com muita habilidade para sair jogando. Infelizmente, foi um dos jogadores que saíram do país para atuar no futebol europeu.

8 - WILLIAMS (Flamengo) - Grande roubador de bola, vem se destacando também pelo seu esforço com a camisa do clube. Já que o time rubro-negro não consegue armar muitas jogadas, ele inicia constantemente tentativas ofensivas.

11 - CONCA (Fluminense) - O craque do Campeonato Brasileiro, carregou o Fluminense nas costas durante todo o primeiro turno. Bom nos passes e excelente nas jogadas de bola parada, contribuiu muito para os gols de Fred, Emerson e Washington.

10 - PAULO HENRIQUE GANSO (Santos) - O melhor camisa 10 do país nos últimos anos. Moveu o time santista para o ataque todas as vezes em que esteve em campo, com muita categoria e inteligência.

7 - EMERSON (Fluminense) - Pouco tempo depois de seu retorno ao futebol carioca (atuou pelo Flamengo na temporada anterior), o Sheik voltou a esbanjar talento no ataque, desta vez vestindo a camisa do Fluminense. A maneira como encaixou na equipe tricolor deu tão certo que alguns consideram que o time sofre de "Emerson-dependência" quando ele está de fora.

9 - BRUNO CÉSAR (Corínthians) - Num ataque capitaneado por Ronaldo e que traz jogadores badalados como Iarley, Souza e Dentinho, o ex-jogador do Santo André, Bruno César, se tornou uma peça fundamental para o Corínthians. Tanto que, mesmo jogando como meia-atacante, este blogue optou por escalá-lo no ataque, para não fazer tanta injustiça a um dos atuais artilheiros do Campeonato Brasileiro.

TÉCNICO - PAULO CÉSAR GUSMÃO (Ceará e Vasco) - Único técnico invicto até o momento no Campeonato Brasileiro (18 jogos, com 10 vitórias e 8 empates). Antes da Copa do Mundo, levou o modesto Ceará a uma surpreendente vice-liderança, perdendo apenas no critério do saldo de gols para o Corínthians. Depois do torneio, levou o Vasco, penúltimo colocado, ao oitavo lugar na classificação. Seu maior mérito é recuperar o futebol de seus jogadores.

Menções honrosas: Jefferson (goleiro, Botafogo), Jonathan (lateral-direita, Cruzeiro), Réver (zagueiro, Atlético Mineiro), Dedé (zagueiro, Vasco) e Carlinhos (lateral-esquerda, Fluminense); Jucilei (volante, Corínthians), Hernanes (volante, São Paulo), Maicosuel (meia, Botafogo) e Montillo (meia, Cruzeiro); Elias (atacante, Atlético Goianiense) e Neymar (atacante, Santos). Técnico: Celso Roth (Vasco e Internacional).

AS FURADAS



EQUIPES

FLAMENGO, SÃO PAULO, ATLÉTICO MINEIRO e GRÊMIO - Antes do início da competição, estes clubes despontaram como favoritos, e cada um por um motivo. O Flamengo, por ser o campeão da edição anterior e ter uma hegemonia de boas colocações nas temporadas anteriores. O São Paulo é o maior vencedor da década no Brasileirão. Atlético Mineiro e Grêmio vieram com bons elencos, mas não se ajeitaram em nenhuma rodada da competição. Todos fizeram campanhas frustrantes

FUTEBOL GOIANO - No ano em que têm dois representantes na Série A, os goianos padecem com o mau futebol de ATLÉTICO GOIANIENSE e GOIÁS. Ao menos um dos dois passou a rodada na zona de rebaixamento durante o primeiro turno. O rubro-negro pena com um planejamento falho, que não consegue dar um passo maior do que a perna de quem, em 2008, estava na Série C. O esmeraldino sente as consequências de uma crise política, e vê uma equipe razoável ser "queimada" a cada jogo.

OS PIORES DO PRIMEIRO TURNO

1 - FELIPE (Santos) - Não bastassem as falhas constantes, teve mais destaque do lado de fora do campo, quando respondeu de maneira grosseira a um torcedor no Twitcam. O torcedor chamou o goleiro de "mão de alface", e o Rafael declarou que o salário do rapaz é menor do que a ração que ele dá para o cachorro.

2 - ÉLDER GRANJA (Vasco) - Lento na marcação e péssimo no apoio. Não soube acertar nenhum cruzamento nos momentos que esteve em campo. Foi barrado e afastado do elenco vascaíno.

3 - EDU DRACENA (Santos) - Chega atrasado em todas as divididas e abusa da violência.

4 - PAULÃO (Grêmio Prudente) - Não bastassem os erros dentro de campo, foi responsável por três pontos perdidos pelo Grêmio Prudente. No jogo contra o Flamengo, ele foi escalado de maneira irregular. E a equipe foi derrotada pelo placar de 3 a 1.

6 - PARÁ (Avaí) - Jogador limitadíssimo, teve más passagens no Vasco e no Paraná, e acabou no Avaí, para degringolar o lado esquerdo da equipe.

5 - BELLETTI (Fluminense) - A pior contratação do Fluminense. É notado apenas quando leva cartão amarelo. De resto, só fica em evidência sua péssima forma.

8 - PITUCA (Atlético Goianiense) - Distribui botinadas a torto e a direito, mantendo a tradição do que fazia na Série B de 2009.

7 - FELIPE (Vasco) - Contratado como o grande reforço do Vasco para o Campeonato Brasileiro, só apresentou lentidão e muitos, mas muitos passes errados. Foi escalado como ala na partida contra o Fluminense, e um erro seu iniciou a jogada de um dos gols do adversário.

11 - RENATO ABREU (Flamengo) - Talvez seja um mal de todos os jogadores que vieram das Arábias. Assim como o vascaíno Felipe, Renato Abreu se arrasta em campo, e passou o primeiro turno até sem sua boa pontaria.

9 - RAFAEL MOURA (Goiás) - Dono do apelido de "He-Man", foi notado apenas por sua força física, quando brigou com a imprensa baiana depois de uma partida contra o Vitória da Bahia.

10 - VAL BAIANO (Flamengo) - Por sua ausência de gols, por sua falta de forma física e por acabar com a paciência dos flamenguistas toda vez que atuou com a camisa rubro-negra.

TÉCNICO - EMERSON LEÃO (Goiás) - Não soube motivar o time esmeraldino a ter um melhor desempenho na competição, mesmo tendo um elenco que traz jogadores de qualidade. Saiu sem brigar com a diretoria do Goiás, o que deixou em evidência seus erros como técnico.

Menções nem um pouco honrosas: Rafael (goleiro, Fluminense), Alessandro (lateral-direita, Botafogo), Wesley (zagueiro, Vitória da Bahia), Jairo Campos (zagueiro, Atlético Mineiro) e Michael (lateral-esquerda e meia, Flamengo); Jonílson (volante, Goiás), Kléberson (volante, Flamengo), Fahel (volante, Botafogo) e Douglas (meia, Grêmio); Washington (atacante, Ceará) e Rodrigo Tiuí (atacante, Atlético Goianiense). Técnico: Estevam Soares (Ceará)

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RESULTADOS DA RODADA


Sábado

18h30

Corínthians 5 x 1 Goiás (Pacaembu)
Botafogo 2 x 2 Grêmio (Engenhão)
Ceará 0 x 2 Vasco (Castelão)

Domingo

16h

Avaí 0 x 1 Atlético Paranaense (Ressacada)
Palmeiras 2 x 3 Cruzeiro (Pacaembu)
Flamengo 0 x 0 Santos (Maracanã)
Guarani 2 x 1 Fluminense (Brinco de Ouro da Princesa)

18h30

Atlético Goianiense 4 x 1 Vitória da Bahia (Serra Dourada)
Atlético Mineiro 2 x 3 São Paulo (Ipatingão)
Internacional 2 x 0 Grêmio Prudente (Beira-Rio)

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O espaço dos comentários está aberto pra vocês. Façam suas seleções, digam quais chutaços e furadas chamaram atenção de vocês neste primeiro turno, e recordem os bons e maus momentos da primeira parte do Brasileirão de 2010.

sábado, 4 de setembro de 2010

Fortaleza vascaína



Análise de jogo: Ceará 0 x 2 Vasco (18h30, Castelão)

O Estádio Castelão foi durante todo o primeiro turno o reduto de segurança para o Ceará conquistar pontos no Campeonato Brasileiro. Dos nove jogos que realizou lá, o Vovô ganhou 19 dos 27 pontos disputados. Entretanto, em sua última partida neste turno, o time cearense sofreu a primeira derrota diante de sua torcida. De fortaleza, ficou apenas a do Vasco, com uma defesa intransponível, e dois ataques letais para a derrubada do castelo adversário.

Os guerreiros do Ceará começaram a partida de maneira surpreendente, tanto em sua escalação quanto por seu comportamento dentro de campo. O técnico Mário Sérgio passara a semana anunciando que escalaria sua equipe num 4-4-2, preservando o promissor zagueiro Pablo (por receio de "queimar" uma boa promessa do clube). No entanto, ele foi relacionado, e o time iniciou no esquema 3-5-2, visando dar liberdade para os laterais Oziel e Ernandes.

Dentro das quatro linhas, o outro fator surpreendente aos olhos da torcida foi a postura do Vozão. Um dos piores ataques do Brasileirão, o time se destacou no turno por ter simultaneamente a melhor defesa da competição e o pior ataque. No entanto, assim que Salvio Spinola deu início à partida, os cearenses foram para o ataque, apostando na qualidade do meia Camilo e na correria da dupla de ataque Magno Alves e Kempes. O panorama era promissor quando, aos três minutos, uma boa jogada na esquerda terminou em conclusão de Magno Alves que tocou por fora da rede.

Mas, enquanto a inconstância da parte ofensiva parecia se ajeitar com a nova dupla de frente, a defesa se enfraquecia. E o Vasco, no qual Paulo César Gusmão solidificara o setor defensivo e apostava na velocidade de seu ataque, foi fatal. Desmarcado, Carlos Alberto teve espaço para aproveitar uma bola roubada no meio-de-campo e deu um passe eficiente para que Éder Luís, que, livre na esquerda, correu até a área do Ceará. O camisa 7 driblou Fabrício e lançou Zé Roberto na direita. O jogador desviou para o fundo da rede, diante de um Michel Alves batido. 1 a 0 Vasco, aos sete minutos.

Com a vantagem, o Vasco ficou ainda mais chamando o adversário para seu campo, na tentativa de encontrar novos contra-ataques. Mas, com a marcação do Ceará fortalecida tardiamente, os vascaínos passaram o resto da primeira etapa rechaçando as oportunidades adversárias, graças, principalmente, aos pés do zagueiro Dedé. Além do gol, o outro momento do Vasco diante de Michel Alves foi a dois minutos do fim da primeira etapa - quando Zé Roberto arriscou de fora da área e a bola passou rente a trave. De resto, o que se viu foi uma constante pressão do Vovô, e a equipe vascaína completamente encolhida no campo.

A equipe cearense conseguia aumentar seu volume de jogo, mas o poder ofensivo continuava limitadíssimo, como nas rodadas anteriores. Foram muitos chutes sem direção e, em meio a eles, a única chance clara veio aos 20 minutos. Camilo, sozinho na área, chutou, e Fernando Prass defendeu com os pés. O mau desempenho dos laterais tornara ainda mais difícil um bom resultado para o Ceará na primeira etapa.

Para o segundo tempo, Mário Sérgio fez uma alteração que afetou também o esquema de seu time. O zagueiro Pablo saiu, para a entrada do meia Geraldo, fato que fez a equipe passar a atuar no 4-4-2 e deixar de ter suas jogadas no meio-de-campo restritas a Camilo. A substituição num primeiro momento deu mais mobilidade ao meio-de-campo, e fez aparecerem jogadas pelos lados. Mas o Vasco adiantou sua marcação, e foi bem-sucedido em seus desarmes. Nem mesmo a contusão de Carlos Alberto, que teve de ser substituído por Fumagalli, enfraqueceu o time vascaíno. As oportunidades continuaram vindo, como em chutes de Éder Luís e Zé Roberto, que obrigaram Michel Alves a fazer boas defesas.

Paulo César Gusmão teve de fazer nova substituição na parte ofensiva da equipe - Zé Roberto, com cãimbras, deu lugar a Jonathan. Logo em seguida, Mário Sérgio tentou aproveitar as baixas vascaínas (que deixariam a saída de bola com qualidade inferior) e quis mais uma opção para o ataque. O lateral Oziel foi trocado pelo atacante Vandinho. Só que a mudança tornou ainda mais complicadas as coisas para o Ceará. Se o time persistia em afunilar as jogadas no meio-de-campo, a ausência de um lateral tornava o caminho árduo para o trio de ataque. As únicas esperanças continuariam a vir dos pés de Geraldo, que, sem receber marcação eficaz, armava boas jogadas de perigo. Caso da melhor chance do Vozão, aos 27 minutos. O meia tabelou com Magno Alves, que chutou para nova grande defesa de Fernando Prass.

Quando Éder Luís saiu do gramado também com cãimbras, a entrada do volante Felipe Bastos era vista apenas como remédio. Ele foi encarregado de dar maior reforço à fortaleza vascaína, não desgrudando de Geraldo. Entretanto, ele se tornou responsável por consolidar a vitória do Vasco. No rebote de sua cobrança de falta (que acertou a barreira), Felipe chutou rasteiro da intermediária, e a bola parou no fundo da rede de Michel Alves. 2 a 0 Vasco, aos 37 minutos.

Nos minutos finais da partida, os torcedores do Ceará que ficaram nas arquibancadas do Castelão voltaram suas artilharias para ofensas a Mário Sérgio, pois o treinador segue o mesmo caminho do seu antecessor, Estevam Soares, e não consegue fortalecer a equipe novamente. Desde o retorno após a parada da Copa do Mundo (quando estava na vice-liderança da competição e não tinha sido derrotado em nenhum dos sete jogos), o Vovô vem perdendo suas forças jogo a jogo, e suas limitações se sobressaem diante dos adversários. Nem mesmo a força de seu estádio parece capaz de garantir resultados ao menos razoáveis para o time alvinegro.

A dor fica ainda mais forte porque seu ex-comandante do início do campeonato, Paulo César Gusmão, hoje é o técnico do algoz de sua primeira derrota como mandante no Brasileirão de 2010. E os 90 minutos do Castelão comprovaram que o Vasco, apesar de suas limitações (uma delas foi parcialmente corrigida hoje, com o retorno de Nunes, um centroavante de ofício, coisa que a equipe não teve nas rodadas mais recentes), já sabe se portar como uma fortaleza diante de seus adversários.

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CEARÁ 0 x 2 VASCO

Estádio: Castelão (Fortaleza / CE)

Árbitro: Salvio Spinola (FIFA-SP) / Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Vicente Romano Neto (SP)

Gols: Zé Roberto, aos sete minutos do primeiro tempo, e Felipe Bastos aos 37 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Kempes, Camilo (Ceará) e Zé Roberto (Vasco).

CEARÁ - Michel Alves; Fabrício, Diego Sacoman e Pablo (Geraldo, intervalo); Oziel (Vandinho, 20'/2ºT), Heleno, João Marcos e Camilo; Kempes e Magno Alves. Técnico: Mário Sérgio.

VASCO - Fernando Prass; Fagner, Dedé, Titi e Jumar; Rafael Carioca, Rômulo, Carlos Alberto (Fumagalli, 18', 2ºT) e Zé Roberto (Jonathan, 16'/2ºT); Éder Luís (Fellipe Bastos, 31'/2ºT) e Nunes. Técnico: Paulo César Gusmão.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Quatro linhas, 3 de setembro de 2010


Satisfação!

A comunicação está no ar com o programa QUATRO LINHAS em mais um DEBATEBOLA, contando tudo o que rola nos gramados do Brasil e do mundo. Hoje:

O CALENDÁRIO DO FUTEBOL BRASILEIRO EM 2011

BRASILEIRÃO, SÉRIE A

BRASILEIRÃO, SÉRIE B

E UM GIRO PELO FUTEBOL INTERNACIONAL


Com o trio FERNANDO QUARESMA, FERNANDO DINIZ E VINÍCIUS FAUSTINI.

Basta dar o PLAY e ficar na cara do gol com a informação.

PARTE 1



PARTE 2



Duração total: aproximadamente 110 minutos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Velocidade da luz


Análise de quarta - Cruzeiro 1 x 0 Flamengo (22h, Parque do Sabiá)

Seria exagero dizer que o Cruzeiro esteve iluminado na partida contra o Flamengo. Mas, no Parque do Sabiá, a Celeste Mineira brilhou através de sua velocidade, em 90 minutos incansáveis diante de um adversário que segue em marcha lenta, se arrastando no gramado e na classificação do Campeonato Brasileiro. E que recorreu à estreia de um novo técnico para tentar encontrar fôlego no restante da competição.

Fôlego foi o que o Flamengo pareceu ter no início do jogo. Criticado por sua lentidão nas partidas anteriores, Val Baiano surpreendeu ao dar uma arrancada e, depois de driblar Edcarlos, fazer Fábio se desdobrar para defender seu chute. Só que logo faltou ar ao poder ofensivo flamenguista. Depois de um erro na defesa, quando Marcelo Lomba se enrolou com uma bola recuada e permitiu que Thiago Ribeiro chutasse, os cruzeirenses logo aceleraram os passos e foram se acertando em campo.

Num destes acertos, Montillo ganhou uma disputa e cruzou na área para Thiago Ribeiro. O atacante chutou e a zaga rubro-negra conseguiu travar. Na segunda tentativa, ele foi parado por uma boa defesa de Marcelo Lomba. Até que Diego Renan arriscou em chute rasteiro. A bola ia em direção à linha de fundo, se não fosse o desvio de Robert, que colocou no fundo da rede. 1 a 0 Cruzeiro, aos nove minutos.

O Flamengo tentou respirar fundo em busca do empate, mas esbarrou tanto na velocidade cruzeirense quanto no desequilíbrio que seu meio-de-campo encontrava. Com Renato Abreu e Petkovic não conseguindo imprimir uma cadência ofensiva, a equipe era facilmente neutralizada por um adversário que se defendia com três volantes - além de Fabrício e Henrique, Marquinhos Paraná (originalmente escalado como terceiro zagueiro) se adiantava para o combate toda vez que havia um esboço de ataque - mas atacava em massa. A cada tentativa frustrada, vinha como consequência um time rubro-negro totalmente exposto, entregue à sorte. Sorte que frustrou Robert por duas vezes. Sorte que teve como aliada a qualidade de Marcelo Lomba, ao defender bom chute de Montillo.

A única oportunidade do Flamengo veio dos pés de Corrêa. O volante apareceu como elemento surpresa e concluiu cruzamento de Williams, mas a bola foi para fora, não mudando o resultado do primeiro tempo.

Do intervalo, veio apenas uma mudança por contusão - o zagueiro Cláudio Caçapa deu lugar ao estreante Léo. E, à exceção de um cruzamento de Renato Abreu que, graças ao efeito da bola, quase encobriu o goleiro Fábio, o Cruzeiro continuou a percorrer com grande velocidade até o gol adversário. Mas seu jogo veloz era derrubado por uma ansiedade, que atrapalhava os momentos de troca de passes decisivos.

Silas realizou sua primeira substituição como treinador do Flamengo poucos minutos depois do recomeço da partida. Querendo dar um pouco mais de consistência ao meio-de-campo, ele promoveu a entrada do meia Fernando. Entretanto, sua tentativa de reforçar um setor acabou desprotegendo o ataque, ao sacar Val Baiano. Por mais que ele esteja em má fase, trata-se de um referencial que fica entre os zagueiros adversários. A intenção de Silas era boa - deixar Renato Abreu como segundo atacante, e ele utilizar seus passes precisos para lançar Diego Maurício. Só que o esquema não rendeu, porque Renato continuou mais próximo do meio, e Diego permaneceu isolado na área do Cruzeiro.

Do outro lado, o técnico Cuca apenas tentava manter a intensa velocidade de sua equipe nos contra-ataques. Sua segunda substituição aconteceu também por contusão - Robert por Wallyson. Diante dos erros flamenguistas, o Cruzeiro seguia tendo sucessivas oportunidades, nas quais a zaga e Marcelo Lomba, de maneira esbaforida, conseguiam impedir. Só que nenhum deles impediu que o time tivesse uma baixa: após receber um lançamento, Thiago Ribeiro correu em direção ao gol e acabou se enrolando com a marcação de Jean. A falta foi marcada, e por ser o último homem da zaga, Jean foi expulso por Guilherme Cereta de Lima, a 14 minutos do final.

Somente depois de ver sua equipe com um homem a menos é que Silas se arriscou a corrigir o erro de sua primeira substituição - trocando Petkovic pelo atacante Leandro Amaral. Minutos depois, o técnico trocou outra atacante, tirando Diego Maurício e colocando Cristian Borja. Mas, àquela altura, o Cruzeiro seguia soberano na corrida contra um Flamengo que possuía somente suspiros de vontade. Diego Renan ainda perdeu uma oportunidade clara, na qual, com Marcelo Lomba caído, chutou por cima. Jonathan, Wallyson e Roger (que entrara a poucos minutos do fim, no lugar de Montillo) desperdiçaram outras chances.

A velocidade pode não ter sido útil para que o Cruzeiro fosse além do placar de 1 a 0. Mas graças ao fôlego das pernas de seus jogadores, a Celeste Mineira já tem a zona de classificação do Campeonato Brasileiro ao alcance de seus olhos. Enquanto isto, o Flamengo segue a passos lentos, em sua luta para ajeitar a equipe depois de um primeiro turno bem abaixo do esperado. Para o segundo turno fica a esperança de que, com Silas e os reforços dos atacantes Diogo e Deivid, ao menos o rubro-negro saia da inércia na qual o time vem se entregando a cada jogo.

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CRUZEIRO 1 x 0 FLAMENGO

Local: Parque do Sabiá (Uberlândia/MG).

Público e renda: Não divulgados.

Árbitro: Guilherme Cereta de Lima (SP) / Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Marcio Luiz Augusto (SP).

Gol: Robert, aos nove minutos do primeiro tempo.

Cartões amarelos: Diego Renan, Fabrício (Cruzeiro) e Corrêa (Flamengo).

Expulsão: Jean (Flamengo).

CRUZEIRO - Fábio, Edcarlos, Caçapa (Léo, intervalo) e Marquinhos Paraná; Jonathan, Fabrício, Henrique, Montillo (Roger, 41'2ºT) e Diego Renan; Robert (Wallyson, 10'2ºT) e Thiago Ribeiro. Técnico: Cuca.

FLAMENGO - Marcelo Lomba, Léo Moura, Jean, Ronaldo Angelim e Juan; Corrêa, Willians, Petkovic (Leandro Amaral, 33'/2ºT)e Renato Abreu; Diego Maurício (Cristian Borja, 37'2ºT) e Val Baiano (Fernando, 10'/2ºT). Técnico: Silas.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Regalias centenárias



Neste primeiro de setembro de 2010, o Sport Club Corínthians Paulista completa 100 anos de sua fundação. Um centenário que coleciona títulos, grandes momentos do futebol e uma numerosa multidão de torcedores espalhados pelo país. Mas os festejos dos 100 anos trouxeram alguns presentes atípicos no Brasil.

A Confederação Brasileira de Futebol deu folga aos corintianos na rodada do Campeonato Brasileiro, transferindo o jogo de hoje (com o Vasco em São Januário), para o dia 13 de outubro. Uma atitude contraditória. O Corínthians se popularizou por seus feitos no futebol,. Logo, seria emocionante ver a equipe entrando em campo e disputando mais uma partida.

Outro argumento apontou para o fato da partida de hoje não ser realizada em São Paulo, fato que poderia comprometer a segurança do estádio de São Januário. Fatalmente, muitos corintianos iriam ao jogo e, como teriam direito a, no máximo, cerca de 2 mil ingressos, os que ficariam de fora poderiam cometer atos de violência. Dor de cabeça que poderia ter sido resolvida com facilidade, marcando previamente na tabela para primeiro de setembro um confronto no qual o Corínthians fosse mandante.

Mas as regalias não ficaram restritas à rodada do Campeonato Brasileiro. Nesta semana, a Confederação Brasileira de Futebol anunciou que o estádio que sediará as partidas da cidade de São Paulo na Copa do Mundo de 2014 será o Fielzão (de propriedade do Corínthians). Seria um alívio confirmar de uma vez por todas a presença da capital paulista no maior evento do futebol mundial - ainda mais sendo o palco da abertura da competição.

Só é estranho que tenham escolhido um estádio que ainda está no papel, e que - pasmem! - teve seu projeto aprovado mesmo sem a análise da CBF. A artimanha de Ricardo Teixeira tem algumas faces. O veto ao Morumbi parecia ser uma represália ao São Paulo, pois seu presidente votou contra o candidato de Teixeira na eleição do Clube dos 13. Mas a suspeita agora ganhou indícios bem mais fortes: a opção pela propriedade de um arquirrival são-paulino e, principalmente, o fato do presidente do Corínthians, Andrés Sanchez, ser aliado do manda-chuva da CBF, a ponto de viajar com a delegação de cartolas do Brasil na Copa de 2010.

Salve o Corínthians, sem dúvida um clube grande, altaneiro, como dizem as palavras do hino escrito por Lauro D'Ávila. As glórias de seus 100 anos merecem ser relembradas por todos os seus torcedores, e evidenciadas na história futebolísitca. No entanto, as regalias deste aniversário são caras demais, numa disparidade bem grande em relação aos presentes entregues aos demais clubes. E o pior é que quem paga por isto é o futebol brasileiro.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A cartilha dos ídolos



Uma das definições para a palavra ÍDOLO no dicionário diz "pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivos". No futebol, todos os clubes têm em suas listas jogadores que ficaram na história por títulos, gols e espírito de luta. Entretanto, devido à falta de qualidade das equipes atuais, alguns jogadores de qualidade questionável vêm sendo dignos de idolatria fulminante.



O caso mais recente é o do zagueiro Dedé, do Vasco. O jogador chegou a São Januário para compor elenco o Brasileiro da Série B, em 2009, depois de ter certo destaque na disputa do Campeonato Estadual do mesmo ano, pelo Volta Redonda. No ano passado, ele atuou em poucas partidas pelo time vascaíno, e no início deste ano ficou marcado negativamente, pois num treino entrou numa dividida forte que tirou de combate o meia Carlos Alberto.

Na troca de treinadores, Dedé acabou promovido a titular da zaga vascaína e, com o tempo, passou a ter seu nome gritado pela torcida durante as partidas. Após a chegada do técnico Paulo César Gusmão, o zagueiro virou sinônimo de raça e de segurança - coisa que há muitos anos não era comum no setor defensivo da equipe - e tem se destacado neste período após a Copa do Mundo, pois vem ajudando o Vasco a manter uma invencibilidade (ainda que com uma sequência de empates) na volta do Campeonato Brasileiro.



Outro jogador que chama atenção pela idolatria da torcida vem do Fluminense. No líder do Campeonato Brasileiro, o atacante Washington se tornou o grande ídolo em meio à constelação que se formou na equipe de 2010. Mesmo que tenha contribuído para a derrota mais sofrida do tricolor das Laranjeiras (perdendo um pênalti na decisão da Taça Libertadores da América, contra a LDU).

Da onde sai o carisma dos ídolos de hoje? Da raça? Do respeito à camisa que está vestindo? Em uma época na qual equipes se formam e se desfazem com constância, é cada vez mais raro um atleta ter sua imagem atrelada a apenas um clube. Até jogadores que declaram ter um time de coração às vezes mudam de ares para um grande rival. Hoje ídolo do Flamengo, Petkovic já vestiu as camisas de Vasco e Fluminense. Emerson, atacante de destaque no Fluminense, se declarou flamenguista em sua passagem pela Gávea no ano anterior.



E a idolatria dos dias de hoje? É capaz de fazer vista grossa para insucessos? Sim, Adriano foi campeão brasileiro com o Flamengo em 2009. Mas isto é capaz de apagar os problemas extracampo gerados por ele e que afundaram o rubro-negro numa crise em 2010, que culminou na perda do Campeonato Estadual e da Taça Libertadores da América, além de iniciar um dominó no qual não sobrou muita coisa do time vencedor do ano anterior?



Edmundo é outro exemplo disto. Cultuado no Vasco pela grande atuação campanha que levou o clube ao terceiro título brasileiro, em 1997, seu nome era sempre gritado em momentos de dificuldade das equipes vascaínas no gramado, e ele chegava como salvador. No entanto, dos pés de Edmundo, vieram pênaltis decisivos desperdiçados na decisão do Mundial de Clubes de 2000 (contra o Corínthians), na semifinal da Taça Guanabara de 2008 (contra o Flamengo) e na Copa do Brasil de 2008 (contra o Sport Recife). Além de expulsões, confusões e períodos de ausência de títulos.

O atual torcedor de futebol não precisa se acostumar somente ao constante entra-e-sai de jogadores e ao fato de um jogador que era rival atuar no seu clube de coração de uma hora para outra. A cartilha do futebol brasileiro agora deu à palavra "ídolo" um significado bem mais abrangente do que ser decisivo dentro de campo.