quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Perdas e danos



Análise de quarta - Atlético Paranaense 0 x 0 Vasco (21h50, Arena da Baixada)

Atlético Paranaense e Vasco entraram em campo completamente diferentes do que suas torcidas, seus treinadores e suas diretorias definem como "força máxima". Foram tantas ausências que, depois de 90 minutos, até o gol resolveu se ausentar da Arena da Baixada.

O rubro-negro paranaense começou a semana sem treinador, depois que Paulo César Carpegiani aceitou proposta para assumir o São Paulo. Em seu lugar, a diretoria contratou Sérgio Soares, comandante do Santo André no Campeonato Paulista deste ano. Durante a semana, o Atlético perdeu para a partida contra o Vasco o goleiro Neto, convocado para a Seleção Brasileira, o atacante Guerrón, servindo a seleção do Equador, o atacante Bruno Mineiro, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e, de última hora, o meia Branquinho foi vetado, devido a uma contusão.

Além da barração de Titi (que teve atuações desastrosas nas últimas três partidas, e perdeu a vaga de titular para Cesinha), o Vasco novamente não teve a presença de boa parte de sua equipe. O lateral-esquerda Ramon, o volante Nílton e os meias Felipe e Carlos Alberto seguem no Departamento Médico do clube, com previsões de volta aos gramados bem distantes. O técnico Paulo César Gusmão também não estava presente, pois cumpria punição de uma partida pela expulsão no jogo contra o Internacional, no Beira-Rio. Na beira do gramado, seu auxiliar Acácio comandou o time vascaíno.

A falta de qualidade ofensiva de ambos os lados teve efeitos opostos nas equipes. O mandante Atlético arriscava jogadas ofensivas, mas elas pouco chegavam na área. O único lampejo foi aos sete minutos, quando González cruzou e Nieto desviou de cabeça, com a bola chegando perto do gol vascaíno. Entretanto, depois que a marcação sobre Paulo Baier ficou mais intensa, o Furacão foi vendo suas oportunidades cada vez mais escassas - em especial porque o veloz Maikon Leite preferiu atuar somente pelo lado esquerdo. Sobravam apenas as jogadas de bola parada, nas cobranças perigosas de Baier.

Inicialmente, o Vasco se postou na defesa. Mas, com o tempo, os erros de passe atleticanos aconteciam, e o time vascaíno conseguiu equilibrar a partida - apesar da nova baixa que teve na equipe. Aos 24 minutos, o lateral-esquerda Max saiu contundido, e deu lugar a Ernani. As tentativas vinham sempre pela correria, através da velocidade do lateral-direita Fagner e do atacante Éder Luís. Só que, novamente, o time padecia com seus deslizes ofensivos: a má pontaria de Zé Roberto (que, aos 12 minutos, perdeu chance clara após driblar dois defensores adversários) e, em especial, a completa falta de qualidade do centroavante Rafael Coelho.

Numa partida tão equilibrada pelas limitações dos dois times, os momentos de desequilíbrio foram proporcionados pelo gramado. A Arena da Baixada foi palco de muitos escorregões de ambos os lados. Ao fim do primeiro tempo, tudo parecia condizente com a queda de rendimento do futebol de Atlético Paranaense e Vasco.

O Atlético voltou para a segunda etapa com mais volume de jogo, mas se ressentia muito das ausências de Branquinho e Guerrón. Sem o meia, e com Paulo Baier bem marcado, restava a González alçar bolas em busca da eficiência do centroavante Nieto. A zaga adversária, formada por Dedé e Cesinha, transmitia segurança quando a tentativa vinha através da troca de passes. O Vasco se segurava na defesa, e, depois de Rafael Coelho ser substituído pelo meia Allan, a equipe evoluiu muito na busca pelos contra-ataques. Num deles, Fellipe Bastos emendou um chute de fora da área, bem defendido por João Carlos.

Com o passar do tempo, os vascaínos se restringiram a atuar somente neutralizando os lances ofensivos do adversário. Sérgio Soares ainda tentou dar sangue novo ao ataque, trocando Maikon Leite por Thiago. Mas, como a bola não chegava na frente, ele preferiu mesmo usar nos cruzamentos para a área - primeiro, trocando o volante Deivid pelo lateral-direita Wagner Diniz, e, nos últimos minutos, tirando o lateral-direita Élder Granja para colocar em campo o atacante Marcelo.

As duas chances vieram mesmo com o zagueiro Rodolpho, que apareceu com destaque na frente atleticana, e quase marcou tanto num belo chute defendido por Fernando Prass e quanto numa cabeçada que passou perto do travessão. Acácio decidiu trocar o exausto Éder Luís pelo atacante Nunes. Por ser um jogador de área, o camisa 9 vascaíno evitou que Rodolpho continuasse a avançar com perigo. Coube ao centroavante Nieto sacramentar o empate em 0 a 0. Num cruzamento de Paulo Baier, o jogador, livre de marcação, cabeceou para fora.

Ao fim da partida, as perdas não ficaram apenas nos dois pontos que escaparam para as equipes. O Atlético Paranaense novamente desperdiçou a oportunidade de chegar ao quarto lugar do Campeonato Brasileiro - beneficiado pela derrota do Internacional, por 1 a 0 para o Ceará, no Castelão. O rubro-negro ainda fica à espera de que a Confederação Brasileira de Futebol consiga que a Conmembol abra novamente a quarta vaga do Brasileirão para um clube brasileiro. Assim, fica mais perto o sonho de chegar à Taça Libertadores da América em 2011.

Embora o empate fora de casa (no contexto da pressão que sofreu da torcida e do time atleticano) não seja mau resultado, o Vasco caiu uma posição, em virtude da vitória por 2 a 0 do São Paulo sobre o Vitória da Bahia. Sem contar que, por chegar a seu décimo-terceiro empate na competição, há algum tempo empatar não tem sido um resultado tão relevante para a equipe vascaína. O que comprova que as perdas para o Departamento Médico têm contribuído para gerar tantos danos em sua campanha no Campeonato Brasileiro.

*****

ATLÉTICO PARANAENSE 0 x 0 VASCO

Local: Arena da Baixada (Curitiba / PR)

Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP-FIFA) / Auxiliares: Ednilson Corona (SP-FIFA) e Emerson Augusto de Carvalho (SP-FIFA)

Cartões amarelos: Paulo Baier (Atlético/PR), Fagner e Éder Luís (Vasco).

ATLÉTICO PARANAENSE - João Carlos, Elder Granja (Marcelo 42'/2ºT), Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Deivid (Wagner Diniz 34'/2ºT), Chico, Paulo Baier e González; Maikon Leite (Thiago 26'/2ºT) e Nieto. Técnico: Sérgio Soares.

VASCO - Fernando Prass, Fagner, Dedé, Cesinha e Max (Ernani 24'/1ºT)); Rafael Carioca, Jumar, Fellipe Bastos e Zé Roberto; Éder Luis (Nunes 39'/2ºT) e Rafael Coelho (Allan 11'/2ºT). Técnico: Paulo César Gusmão.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Departamento Médico Futebol Clube



O Campeonato Brasileiro de 2010 ainda não chegou ao fim, mas já chama atenção por uma situação que tem se tornado cada vez mais corriqueira nos gramados. A cada rodada, pelo menos uma equipe perde um jogador por causa de contusão - a maioria delas causada por um problema muscular.

Paulo Henrique Ganso, Fred, Carlos Alberto, Felipe, Maicosuel e muitos outros, passaram semanas sem atuar com a camisa dos clubes que defendem (os piores casos são de Ganso e de Maicosuel, que só voltam aos gramados no ano que vem). O que estará acontecendo com o futebol brasileiro?

A preparação física brasileira está muito forte, ou os jogadores não estão se preparando suficientemente para a sequência de partidas das competições? O fato é que o torneio de pontos corridos cada vez mais vem revelando como boa parte dos clubes da Série A planeja mal suas equipes. Quando saem os jogadores de qualidade, os times demoram a se arrumar nas rodadas seguintes, e se perdem por completo dentro de campo.

Do goleiro ao centroavante, o time de contundidos do Brasileirão 2010 padece no departamento médico - muitos deles, sem previsão de volta inicial. Talvez seja a hora dos clubes reverem a qualidade de seus departamentos médicos, ou pedirem mais seriedade aos seus titulares. Caso contrário, os torcedores precisarão contar com a "margem de contusão" dos atletas que defendem seu clube de coração, para palpitarem sobre o desempenho das equipes no campo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Em busca das redenções



A constante troca de técnicos no Campeonato Brasileiro alterna geralmente entre dois argumentos - maus resultados ou treinadores que receberam boas propostas (em especial, financeiras) e vão embora. Mas, nesta semana, o Flamengo fugiu um pouco à regra na hora de escolher seu comandante.

O substituto de Silas (que foi mandado embora após uma campanha tão fraca quanto a de Rogério Lourenço no comando da equipe) não vem apenas com o intuito de ficar na história como o salvador da pátria em chuteiras rubro-negra. Além da redenção do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo busca se redimir também dos seus últimos insucessos nos clubes que treinou.

Depois dos fracassos nos comandos de Palmeiras e de Santos em 2009, neste ano Luxemburgo chegou ao Atlético Mineiro como o homem que montaria uma equipe vitoriosa, digna de grandes títulos em 2010. No entanto, a conquista do Campeonato Mineiro foi seguida por uma campanha tenebrosa no Campeonato Brasileiro. O timaço de outrora passou a amargar uma constante zona de rebaixamento, e, na opinião da diretoria, a alternativa que estava mais ao alcance dela era a demissão de Vanderlei.

Veterano na carreira de treinador, Vanderlei Luxemburgo habituou-se a conviver com a pressão da profissão mais instável do futebol. Talvez por isto, no momento de sua saída, tenha declarado que precisava reciclar seus conceitos sobre o assunto. Uma atitude muito nobre, e uma autocrítica surpreendente, por vir de um técnico tão estigmatizado como arrogante.

A oportunidade de voltar a dirigir o Flamengo (seu clube de coração, onde atuou como jogador e como técnico por curtos períodos de tempo) até pode servir como forma de retornar às suas raízes no futebol. Mas seria, de fato, uma forma de ele se reciclar como profissional?

Um período de reciclagem demanda um pouco mais de planejamento, e se torna possível quando o clube tem brechas para fazer uma boa parceria com um treinador. Luxemburgo pega um Flamengo que briga para não cair no Campeonato Brasileiro, órfão da equipe campeã nacional de 2009, sem a participação de Zico para dirigir seu futebol e sem possibilidade de fazer novas contratações. Num contexto que exige resultados imediatos, e que tornam cada rodada uma nova decisão.



Enquanto Vanderlei Luxemburgo tenta sua redenção querendo voltar a ser o grande treinador capaz de transformar suas equipes em vencedoras, o Flamengo quer se redimir de um jeito paradoxal, típico de grandes clubes. A curto prazo, com resultaods que possam salvá-lo definitivamente do risco de cair para a Segunda Divisão de 2011. E, ao mesmo tempo, buscando uma reforma estrutural, que torne possível a existência de um esquadrão apto a disputar títulos na temporada seguinte.

Luxemburgo terá o desafio de comprovar que nem a ansiedade por resultados consegue derrubar suas qualidades como treinador. O Flamengo precisará finalmente mostrar dentro de campo que seu desempenho é digno de orgulho para torcedores. Realmente, uma mistura explosiva, na qual a torcida rubro-negra espera que traga boas consequências para os lados da Gávea.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Numa arrancada do meio-de-campo, o QUATRO LINHAS fura a retranca e ataca na sua Internet!




A bola não para!

Hoje é dia de mais um DEBATEBOLA QUATRO LINHAS, que dá seus tratos a toda bola que rolou no futebol do Brasil e do mundo. Passam pelo gramado:

CAMPEONATO BRASILEIRO, SÉRIE A

CAMPEONATO BRASILEIRO, SÉRIE B

UM GIRO PELO FUTEBOL INTERNACIONAL

Com FLÁVIO DE SÁ carregando o piano, VINÍCIUS FAUSTINI partindo em velocidade, e FERNANDO DINIZ como referencial na grande área.

Basta dar o PLAY que a comunicação está no ar!



Duração: 75 minutos.

Para baixar no seu COMPUTADOR, CELULAR, IPHONE E IPOD, acesse o link:

http://bit.ly/bnv9GE

domingo, 3 de outubro de 2010

A ambiguidade de Carpegiani



A décima-primeira colocação, a 13 pontos do Cruzeiro (atualmente, último a se classificar para a Taça Libertadores da América, pois o G-4 passou a ser G-3 segundo a determinação da Conmembol), finalmente fez com que o São Paulo deixasse de lado a corda-bamba constante à qual submeteu Sérgio Baresi. Contratado para ser interino, ele não podia pensar em grandes mudanças e fazer um planejamento concreto para o Campeonato Brasileiro de pontos corridos, pois seu prazo de validade era inconstante.

Com o empate em 0 a 0 diante do Avaí, no Ressacada, a dirigência do tricolor paulista despertou para o fantasma de, pela primeira vez desde 2006, não estar na Taça Libertadores da América (a grande obsessão do Morumbi). Para o lugar de Sérgio Baresi, o São Paulo buscou Paulo César Carpegiani, que retorna ao comando da equipe 11 anos depois, credenciado pela grande campanha que fez como treinador do Atlético Paranaense neste 2010.

A equipe do Paraná, que começou a competição na zona de rebaixamento, teve uma arrancada sensacional, e hoje está na quinta colocação, a seis pontos do G-3. O que fez então Paulo César Carpegiani sair do São Paulo, onde teve uma passagem sem muito destaque, da qual restou apenas a polêmica de ter afastado o goleiro Roger, que havia posado nu para uma revista homossexual?

Confiança em seu próprio taco, de que vá fazer no time paulista a mesma campanha sensacional sob o comando do Atlético Paranaense? Ou falta de confiança de que o rubro-negro paranaense vá conseguir manter-se na luta pela vaga na Libertadores?

Paulo César Gusmão trocou o então vice-líder Ceará pelo Vasco, que estava em penúltimo no Campeonato Brasileiro. Hoje, o time vascaíno está seis pontos à frente do Vozão. O exemplo do xará pode ter influenciado, principalmente porque o São Paulo tem a hegemonia de chegar aos primeiros lugares na reta final do Brasileirão - daí o apelido de "Jason".

Carpegiani chega ao São Paulo com contrato previsto para acabar no final de 2011. Resta saber se o novo treinador são-paulino vai conseguir resultados suficientes para não repetir o tom de interino no qual padeceu Sérgio Baresi. Caso contrário, a saída do Atlético Paranaense vai soar como covardia, de um técnico que preferiu ficar na idolatria por uma boa fase no time rubro-negro, abandonando o barco antes que os resultados parassem de vir.

sábado, 2 de outubro de 2010

Sob pressão



Análise de jogo - Botafogo 1 x 1 Flamengo (18h30, Engenhão)

"Sob pressão" foi a expressão mais lógica para definir como Botafogo e Flamengo entraram em campo no Engenhão. No lado botafoguense, veio a pressão por um resultado capaz de deixar a equipe mais próxima da zona de classificação para a Taça Libertadores da América. Do lado rubro-negro, além da tentativa de melhorar o mau desempenho do time no Campeonato Brasileiro, os jogadores passaram por várias pressões vindas de fora dos gramados.

A pressão começou a vir do comando da equipe, na terça-feira. Após o empate em 1 a 1 com o Goiás, o treinador Silas afirmou que "não faz gol contra e nem chuta a gol" - declaração infeliz, principalmente porque foi dada na noite em que o zagueiro Jean fazer um gol contra na partida do Serra Dourada. Mas a ebulição aconteceu de vez na madrugada de quinta para sexta-feira, quando Zico anunciou que tinha pedido demissão do cargo de diretor-executivo do futebol do Flamengo, pressionado pela oposição do Conselho Deliberativo.

Mas, assim que iniciou o primeiro tempo, o Flamengo conseguiu fazer com que o Botafogo é que ficasse sob pressão. Em especial por seu lado direito, por onde Léo Moura iniciava jogadas de perigo, aproveitando que a marcação de Marcelo Cordeiro estava frouxa. Com o camisa 2 jogando como ala - pois Silas optou por colocar o trio de zaga David Braz, Jean e Ronaldo Angelim, liberando Léo para o apoio ao ataque - vieram boas oportunidades, mas que não eram concluídas pela dupla de ataque Diogo e Deivid.

As melhores chances vieram através de Kleberson. A primeira, quando ele desviou de cabeça um cruzamento de Léo Moura, mas a bola foi pela última linha. A outra, num belo chute de fora da área, que Jefferson espalmou. Ao todo, foram oito tentativas ao gol alvinegro, todas mal-sucedidas.

O Botafogo permaneceu o primeiro tempo completamente acuado. Não bastasse o fato de seu ataque estar enfraquecido - Jobson foi vetado de última hora, por uma contusão, e em seu lugar Joel Santana colocou Edno para fazer companhia a Loco Abreu no ataque - a equipe penava para armar alguma jogada. Túlio Souza e Somália ficavam restritos à marcação, e Lúcio Flávio parecia displicente em campo. O time passou 35 minutos sem dar um chute ao gol de Marcelo Lomba.

Só que uma deficiência do time de Silas foi decisiva para os alvinegros. Sem Juan, contundido, o técnico preferiu improvisar o meia Renato Abreu na ala esquerda do Flamengo, aproveitando que ele tem habilidade ofensiva. Entretanto, o meia deixou a desejar na hora de marcar, e derrubou Lúcio Flávio na intermediária. O próprio Lúcio Flávio cobrou a falta, e acertou um belíssimo chute, no ângulo. Em seu primeiro chute a gol, 1 a 0 Botafogo, aos 35. E o rubro-negro ia para o intervalo à espera de mais 45 minutos sob pressão.

O time da Gávea voltou para o segundo tempo com tanto volume de jogo quando na etapa inicial. Mas, o fato de Léo Moura estar sobrecarregado na iniciativa de jogadas, aos poucos foi tornando o poder ofensivo do Flamengo mais fraco. Sem o mesmo ritmo inicial, ele somente arriscava cruzamentos. Todos sem sucesso. Silas acabou fazendo duas alterações ofensivas - Kleberson por Petkovic e Diogo por Diego Maurício. Era uma forma de tirar a pressão de Léo Moura, que era o único a chamar a responsabilidade de levar a equipe ao ataque.

Os botafoguenes prosseguiram na defesa - que ficou mais enfraquecida depois que Fábio Ferreira saiu por contusão. Eu seu lugar, entrou Márcio Rosário. Só que, a partir dos últimos minutos, a equipe começou a se lançar ao ataque, e desperdiçou duas oportunidades. Uma em cabeçada de Loco Abreu, e outra em chute de Alessandro. O camisa 2 alvinegro foi decisivo mesmo para o adversário.

Ele se atrapalhou dentro da área, perdeu a bola para Ronaldo Angelim, e derrubou o zagueiro. Pênalti, seguido de cartão amarelo. Seu segundo na noite, fazendo com que o árbitro Gutemberg de Paula Fonseca expulsasse o jogador do Botafogo. Sob a pressão de recolocar o Flamengo de vez na partida, Petkovic cobrou. Jefferson conseguiu espalmar, mas no rebote, Léo Moura chutou a bola para o fundo da rede. 1 a 1, aos 31 minutos.

Aos alvinegros, ficaria a pressão de um adversário com maior volume de jogo ofensivo, e o fardo de estar com um jogador a menos em campo. Se não fosse a irresponsabilidade de Renato Abreu, que deu um carrinho em Túlio Souza e tomou seu segundo cartão amarelo na noite. Com 10 homens de cada lado, Joel Santana substituiu Túlio Souza pelo atacanta Caio. Nos últimos minutos, a pressão mudava de lado a cada ataque. Até que Gutemberg de Paula Fonseca sacramentou o placar de 1 a 1 no duelo do Engenhão.

Com seu quinto empate consecutivo, o Botafogo perdeu uma excelente oportunidade. O empate em 0 a 0 do Cruzeiro com o Atlético Paranaense faria com que uma vitória no Engenhão levasse o time carioca à quinta colocação do Campeonato Brasileiro. No entanto, a equipe se manteve em sexto, empatado em número de pontos com o próprio Atlético (mas perdendo no critério de vitórias), só que a dois pontos do Internacional, e a seis pontos do time cruzeirense. E ainda permaneceu sob a pressão da ausência de vitórias - desde 12 de setembro, quando venceu o São Paulo por 2 a 1, no Rio de Janeiro, o alvinegro não consegue os três pontos numa partida.

A curto prazo, o empate foi providencial para o Flamengo, tanto dentro de campo quanto no risco de entrar na zona de rebaixamento. Com a derrota do Atlético Goianiense para o Atlético Mineiro no Serra Dourada, por 3 a 2, a equipe do Rio agora está a quatro pontos da degola do Campeonato Brasileiro. E, devido ao empate em 0 a 0 do Avaí com o São Paulo, o time de Santa Catarina continua a ser o que está mais próximo ao risco de ser ultrapassado pelos que estão na parte de baixo da classificação.

No entanto, o Flamengo ainda padece com a falta de planejamento a longo prazo. Com a saída de Zico, não foi embora apenas o maior ídolo da história rubro-negra, execrado pelas escusas negociações políticas que acontecem na Gávea. Foi embora também o sonho de reerguer o clube, sob uma ótica bem mais relevante do que gastar dinheiro com jogadores badalados. Melhorias como um Centro de Treinamento e a valorização das categorias de base (outrora dignas de orgulho, com a frase "craque, o Flamengo faz em casa") vão ficar para outra vez. Será que a diretoria do Clube de Regatas do Flamengo vai se amparar nos resultados - mesmo que fiquem restritos a não cair para a Série B em 2010 - para não ficar sob pressão da torcida?

*****

BOTAFOGO 1 x 1 FLAMENGO

Estádio: Engenhão (Rio de Janeiro / RJ).

Público: 13.182 pagantes (16.367 presentes) / Renda: R$ 329.330,00

Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca / Auxiliares: Dibert Moises (RJ) e Rodrigo Joia (RJ).

Gols: Lúcio Flávio, aos 35 minutos do primeiro tempo. Léo Moura, aos 31 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Alessandro, Fabio Ferreira, Marcelo Cordeiro, Márcio Rosário (Botafogo), Jean, Renato, Willians e Diogo (Flamengo).

Expulsões: Alessandro (Botafogo) e Renato Abreu (Flamengo).

BOTAFOGO - Jefferson, Danny Morais, Leandro Guerreiro e Fábio Ferreira (Márcio Rosário, 16'/2ºT); Alessandro, Túlio Souza (Caio, 34'/2ºT), Somália, Lúcio Flávio e Marcelo Cordeiro; Edno e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana.

FLAMENGO - Marcelo Lomba,David Braz, Jean e Ronaldo Angelim; Léo Moura, Maldonado, Willians (Correa, 35'/2ºT), Kleberson (Petkovic, aos 22'/2ºT) e Renato Abreu; Diogo (Diego Maurício, 29'/2ºT) e Deivid. Técnico: Silas.

*****

O tempo e o placar...
fala o que houve de melhor e de pior na vigésima-sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

O CHUTAÇO


O GRÊMIO segue numa campanha sensacional neste returno do Campeonato Brasileiro. Além do dilatado placar de 3 a 0 sobre o Vitória da Bahia, em pleno Barradão, a equipe já está em oitavo lugar na classificação. O time de Renato Gaúcho tem fôlego pra continuar nesta boa sequência?

A FURADA

Na verdade, seriam AS FURADAS. Duas furadas do zagueiro TITI, do Vasco, que mais uma vez teve uma atuação lamentável na partida da equipe vascaína. Os dois gols do Goiás em São Januário aconteceram em falhas dele, e o time de Paulo César Gusmão precisou se desdobrar para conseguir vencer pelo placar de 3 a 2.

*****

RESULTADOS - RODADA 27

Sexta-feira

21h

Vasco 3 x 2 Goiás (São Januário)

Sábado

16h

Santos 1 x 1 Palmeiras (Vila Belmiro)
Vitória da Bahia 0 x 3 Grêmio (Barradão)
Grêmio Prudente 1 x 1 Fluminense (Prudentão)
Corínthians 2 x 2 Ceará (Pacaembu)

18h30

Cruzeiro 0 x 0 Atlético Paranaense (Arena do Jacaré)
Botafogo 1 x 1 Flamengo (Engenhão)
Internacional 3 x 0 Guarani (Beira-Rio)

21h

Avaí 0 x 0 São Paulo (Ressacada)
Atlético Goianiense 2 x 3 Atlético Mineiro (Serra Dourada)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

QUATRO LINHAS coloca o futebol na marca do pênalti!



Satisfação!

O DEBATEBOLA QUATRO LINHAS entra em campo na sua Internet, com o novo jornalismo esportivo falando sobre toda bola que rola no Brasil e no mundo. E hoje:

O PEDIDO DE DEMISSÃO DE ZICO

CAMPEONATO BRASILEIRO, SÉRIE A

CAMPEONATO BRASILEIRO, SÉRIE B

E UM GIRO PELO FUTEBOL INTERNACIONAL


Com a trinca ofensiva formada por FERNANDO DINIZ, PEDRO MARQUES E VINÍCIUS FAUSTINI.

É só dar o PLAY que a comunicação está no ar!




Duração: 92 minutos.

Quer armazenar em seu computador, ouvir no seu CELULAR, no seu IPHONE, no seu IPOD? Acesse o link:

http://bit.ly/cazLlJ