terça-feira, 7 de julho de 2009

Sonho da volta pra casa



O calendário vai passando e o Campeonato Brasileiro está prestes a chegar à época da "janela" do torneio. Trata-se do período no qual o mercado exterior pode contratar jogadores que atuam no Brasil - geralmente os que despontam nos primeiros meses de Brasileirão. Entretanto, este "fenômeno" causado pelo reinício das temporadas europeias traz uma consequência interessante para o mercado: o repatriamento de atletas brasileiros.

Seduzidos pelos euros da União Europeia ou pelos dólares e petrodólares do futebol árabe, muitos jogadores anseiam pelo meio do ano para conseguirem passaporte rumo ao exterior (ainda mais com uma Seleção Brasileira que tem um treinador mais atento aos "estrangeiros"). Mas nem todos são bem-sucedidos em outros gramados, seja por falta de adaptação ao novo país ou pela ausência de oportunidades em equipes que trazem muitas estrelas. A solução para recuperar a autoestima acaba mesmo sendo voltar para a pátria.

O olhar para o exterior, aos poucos, também se tornou rentável para os clubes brasileiros. Quando a equipe não se encaixa em campo e não se pode contratar no Brasil por causa do regulamento da CBF, o dirigente começa a observar jogadores que estão espalhados pelo mundo, até encontrar algum em condições para voltar a vestir uma camisa brasileira. E, com o mercado em tamanha expansão, os times vêm encontrando reforços tanto em países com clubes de ponta (como a Itália, a Inglaterra e a Espanha) quanto em locais com pouquíssima tradição no futebol, casos de Hungria, Ucrânia e até Uzbequistão.

Também se tornou corriqueira a iniciativa de ter como reforço a volta de quem deu glórias à equipe e saiu para se consagrar em outros países. Foi o caso do novo reforço do Corínthians. Depois de passar pelo Arsenal, da Inglaterra, e pelo Valencia, da Espanha, o volante Edu acertou seu retonro ao alvinegro paulista, como forma de esquecer os problemas da última temporada no futebol espanhol (quando passou por sucessivas contusões). Parado há algum tempo também por causa do período de férias da Europa, o jogador de 31 anos declarou que terá de passar por uma curta pré-temporada, para voltar a ter ritmo de jogo.

Campeão brasileiro em 1998 e 1999 e vencedor do Mundial de Clubes de 2000 no Corínthians, Edu espera retornar a bons momentos em campo. E, graças à "janela" do Campeonato Brasileiro, o volante se torna mais um jogador que realiza o "sonho da volta pra casa".

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Atletas de fim de semana




A nona rodada do Campeonato Brasileiro redimiu os times gaúchos das decepções do meio de semana. Após perder a Copa do Brasil para o Corínthians na quarta-feira, o Internacional se tornou líder do campeonato (beneficiado pelo empate em 1 a 1 entre Atlético Mineiro e Botafogo no Mineirão) ao vencer o Náutico nos Aflitos. Nem mesmo o pênalti perdido por D'Alessandro impediu a vitória por 2 a 0, com dois gols de Nilmar. Eliminado pelo Cruzeiro na semifinal brasileira da Taça Libertadores da América, o Grêmio enfim acertou o pé e fez quatro gols, com a dupla Herrera e Maxi López. O Atlético Parananse se manteve na zona de rebaixamento com a derrota por 4 a 1 (Rafael Moura fez o gol do Furacão).

O outro paranaense do Campeonato Brasileiro conseguiu galgar muitos degraus neste domingo. Marcos Aurélio e Ariel fizeram o 2 a 0 do Coritiba diante do São Paulo. O tricolor paulista segue ladeira abaixo e, como boa parte dos treinadores brasileiros, Ricardo Gomes encontrou "qualidades" apesar da derrota. Mais uma tentativa de tapar o sol com a peneira.



Dois artilheiros tiveram momentos diferentes neste fim de semana. Enquanto Obina mostrou estar de volta ao caminho do gol (marcando dois no 3 a 0 do Palmeiras sobre o Avaí), Kléber Pereira segue sem balançar as redes. Graças a um gol de Paulo Henrique a dois minutos do fim, o Santos venceu o Sport na Vila Belmiro e se manteve entre os 10 primeiros da classificação.



O Flamengo chegou a ficar por um dia entre os quatro melhores do torneio, ao vencer o Vitória por 2 a 1 - mas a vitória palmeirense deixou o time da Gávea em quinto lugar. No ambiente flamenguista ainda chama atenção o atrito da torcida com Juan - nem com o gol que abriu o placar no Engenhão o lateral escapou das vaias. Em dia de pouca inspiração de Adriano (que faltou ao treino na semana passada por causa de uma diarreia), o "Sheik" Emerson se sobressaiu ao fazer o gol de desempate do time flamenguista sete minutos depois do rubro-negro baiano chegar à igualdade, com um gol de Roger. Diante do preço alto que o Porto pediu pelo passe de Ibson, o jogo de sábado pode ter sido o último nesta segunda passagem pela equipe carioca. Infelizmente, sua despedida pode ficar maculada pelo pênalti desperdiçado durante a partida.



Dois times considerados "azarões" no início do campeonato terminaram a rodada entre os 10 primeiros. O Goiás aproveitou o fato do Cruzeiro poupar seus titulares para a final da Taça Libertadores da América - contra o argentino Estudiantes - e chegou ao sétimo lugar com o gol de Felipe. Com o mesmo número de pontos do representante goiano e do tradicional rubro-negro carioca prossegue o Barueri. No clássico do interior de São Paulo, o time arrancou a seis minutos do fim (graças a Val Baiano) um empate em 1 a 1 com o Santo André. Marcel havia aberto o placar para o Ramalhão no Estádio Bruno José Daniel.

A rodada do Campeonato Brasileiro encerra na quarta-feira, com o encontro de Corínthians e Fluminense no Pacaembu. Uma prova de fogo para os dois times mostrarem que não são meros atletas de fim de semana.

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O tempo e o placar... elege o que houve de melhor e de pior na nona rodada do Campeonato Brasileiro:

O CHUTAÇO

Mais dois gols em uma partida, e desta vez contra o Avaí no Ressacada. Obina chegou a cinco gols no campeonato, um gol a mais do que a dupla flamenguista Adriano e Emerson. Talvez a diretoria rubro-negra esteja arrependida do empréstimo. Enquanto isto, o atacante no Palmeiras parece que viu passarinho alviverde.

A FURADA

O Atlético Mineiro perdeu uma excelente oportunidade de se manter na liderança do Campeonato Brasileiro com o empate diante do então lanterna Botafogo. Pior do que o tropeço atleticano em pleno Mineirão é ver a equipe botafoguense se contentar em conquistar um ponto. Este que vos escreve fez uma análise da partida no texto O ponto que satisfaz, publicado no Almanaque Virtual. Abaixo, o link:

http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=19750&BRASILEIRAO:+ATLETICO-MG+X+BOTAFOGO+-+O+PONTO+QUE+SATISFAZ+

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BOLA PRO MATO

O Vasco teve um alento para seguir a Série B do Campeonato Brasileiro. O clube Werder Bremen acertou a prorrogação do empréstimo do meia por mais um ano. Espera-se que ele aproveite este tempo para fazer o time vascaíno voltar à Primeira Divisão.

domingo, 5 de julho de 2009

Cenas dos próximos capítulos



Após um novo empate em São Januário (0 a 0 com o Bragantino) na terça-feira, o Vasco terminou a oitava rodada do Campeonato Brasileiro da Série B em sétimo lugar - empatado com o Figueirense com 14 pontos, mas perdendo no critério de desempate por ter uma vitória a menos que o time de Santa Catarina. Agora, a equipe carioca corre o risco de sofrer uma derrota em sua escalação. O empréstimo do meia Carlos Alberto chegou ao fim, e o dono do passe, o time alemão Werder Bremen, até o momento não se manifestou em relação a prorrogá-lo até o fim do ano.

Na apresentação do time designado para levar o Vasco de volta à Primeira Divisão do futebol brasileiro, o presidente Roberto Dinamite confirmou que Carlos Alberto seria o encarregado da liderança em campo para este árduo trajeto. Conhecido por seu temperamento e pela fama de levar sucessivos cartões amarelos (só neste ano, já foram 15, além de duas expulsões), o meia mostrou-se disposto à missão, com um discurso que passava longe do perfil de indisciplinado, quando passou por clubes como Corínthians, São Paulo e Botafogo. Entretanto, o otimismo em relação ao projeto de estar em campo até dezembro parece cair por terra logo no início do mês de julho - justamente depois o Vasco passou por um junho tenebroso na Segunda Divisão, no qual não conseguiu nenhuma vitória.

O time, que se mostrou limitado com a sucessão de contusões de seus jogadores, se enfraqueceu ainda mais diante da queda de rendimento de atletas como Ramón, Nilton e Jéferson. Como o técnico Dorival Júnior conseguirá lidar com isto estando somente à beira do gramado? Sim, Carlos Alberto não é o nome ideal para um líder (pelo conjunto de sua obra), mas é visível a importância dele no atual time do Vasco, tanto pela liderança conquistada quanto pela melhora no toque de bola. Ainda mais num meio-de-campo que traz, dentre os jogadores, o brucutu Amaral e um sonolento Léo Lima.

A torcida vascaína espera que a novela envolvendo Carlos Alberto não tenha muitos capítulos. Caso contrário, um caminho que poderia ser tranquilo pelas rodadas da Série B pode ganhar tons mais dramáticos pela falta de talento de muitos dos jogadores que estão atualmente com a camisa do Vasco.

sábado, 4 de julho de 2009

Sem pilhas



Não bastasse estar em último lugar na classificação do Campeonato Brasileiro, o Botafogo pena com um dos problemas crônicos de uma equipe num campeonato de pontos corridos. A sucessão de contusões de jogadores considerados titulares e a ausência de reservas que passem credibilidade ao técnico Ney Franco e à torcida botafoguense.

Não será desta vez que a dupla de ataque titular se reencontrará em campo. Às vésperas de uma partida difícil - o Atlético Mineiro, líder do campeonato, no estádio Mineirão - o atacante Victor Simões sofreu uma contusão no treino, depois de uma disputa com Wellington Júnior. Na tentativa de conduzir o Botafogo de volta às vitórias, a Estrela Solitária será mesmo Reinaldo (que volta após contusão que sofreu no primeiro jogo da final do Estadual, contra o Flamengo).

Victor Simões se junta ao goleiro Renan e ao meia Léo Silva no departamento médico do alvinegro carioca. Em seus lugares, entrarão o fraco atacante Jean Coral, o goleiro Castillo (que, assim como Reinaldo, volta de uma contusão gravíssima) e o meia Thiaguinho, que há tempos não rende o esperado com a camisa botafoguense. O treinador também tirou Laio para escalar Renato.

Quatro alterações em relação à equipe mais recente, mas nenhuma mudança que seja animadora aos olhos do torcedor, que se apega às contratações dos atacantes André Lima (do São Paulo) e Otacílio Neto (do Corínthians) para acreditar em dias melhores no Campeonato Brasileiro. Quem sabe estes nomes tragam alguma pilha para o Botafogo ter força suficiente. E, em vez de apenas segurar a lanterna do campeonato, poder usá-la para achar uma luz no fim do túnel.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A trajetória se repete



O Grêmio repetiu a trajetória de seu rival gaúcho Internacional, na semifinal da Taça Libertadores da América, e acabou eliminado da competição. Só que o tricolor não soube aproveitar o diferencial em relação ao colorado na final da Copa do Brasil: com a derrota por 3 a 1 no Mineirão, a vitória por 2 a 0 era suficiente para o time ser o brasileiro na final do torneio sul-americano.

A sucessão de gols perdidos no primeiro tempo (uma tônica gremista em toda a Libertadores) foi castigada em dois minutos. Aos 34 e aos 36, o atacante Wellington Paulista abriu 2 a 0 para a Celeste Mineira. Os gaúchos voltariam para o segundo tempo precisando fazer pelo menos cinco gols - fato que seus conterrâneos alvirrubros não conseguiram no dia anterior.

O nervosismo acabou se tornando um adversário para a equipe de Paulo Autuori, mas um gol do zagueiro Réver aproveitando cobrança de escanteio de Souza aos nove minutos deu um novo gás ao Grêmio. Só que o frio do Rio Grande do Sul tornou a gelar a noite gremista cinco minutos depois, quando Adílson deu uma entrada criminosa no meia cruzeirense Wágner. Em mais uma inversão de valores da torcida tricolor (que na semana passada coroara o atacante argentino Máxi López por chamar o volante do Cruzeiro, Elicarlos, de "Macaquito"), o volante saiu aplaudido pela torcida, que confundiu pancadaria com raça.

Tendo a tranquilidade do adversário, seus próprios nervos e o relógio como adversários, o Grêmio passou a tentar uma despedida digna nas semifinais da Taça Libertadores. E ela veio aos 29 minutos, com um belo gol de Souza que empatou a partida. 2 a 2, como foi o final da Copa do Brasil para o vice-campeão Internacional.

Em uma nova chance de ser campeão da Taça Libertadores da América, desta vez é o Cruzeiro que buscará repetir a trajetória do colorado gaúcho. Não o Inter que disputou a competição nacional de 2009. O exemplo a ser seguido pela Celeste é o time do fim do ano passado, que enfrentou o argentino Estudiantes (adversário cruzeirense na decisão da competição sul-americana) e trouxe mais uma vitória brasileira sobre um rival argentino. Teremos mais um grande confronto entre Brasil e Argentina nos gramados.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Redenção em branco e preto



Nem Nilmar, nem Ronaldo. O nome da finalíssima entre Internacional e Corínthians, no Beira-Rio, veio pela esquerda do alvinegro paulista. Três dias depois de sua última fraca atuação com a camisa da Seleção Brasileira na Copa das Confederações, o lateral André Santos se consagrou diante da torcida corintiana, ao fazer parte dos dois gols do Timão na noite. No primeiro, ao cruzar na cabeça de Jorge Henrique para o atacante abrir o placar. No segundo, aproveitando passe de Ronaldo para entrar na área e chutar nas redes do goleiro Lauro. Nem mesmo os dois gols de Alecsandro na segunda etapa seriam suficientes para tirar da equipe de São Paulo o seu terceiro título da Copa do Brasil (os outros foram em 1995 e em 2002).

Contratado ao Figueirense em 2008 (após passagens por clubes como Flamengo e Atlético Mineiro), André Santos já havia se destacado na Copa do Brasil daquele ano - quando o Corínthians foi derrotado pelo Sport na final - e ajudou a equipe a vencer a Série B do Campeonato Brasileiro. E ele foi um dos que mais ganhou com o grande trabalho proporcionado por Mano Menezes desde o ano passado. Na conquista do Campeonato Paulista de 2009, André ganhou o prêmio de lateral-esquerdo da competição e chamou a atenção de Dunga, que o escolheu para ser reserva de Kléber - curiosamente, seu adversário ontem, com a camisa do Internacional.

Sua boa atuação no Beira-Rio foi crucial para a história da Copa do Brasil deste ano. O cruzamento para Jorge Henrique veio no momento em que o Inter parecia mais próximo do gol. E, com a desvantagem no placar, os gaúchos precisariam fazer no mínimo quatro gols para tirar o título do Corínthians. Quando a torcida e a equipe coloradas estavam recuperando suas forças para voltar à busca, o pé esquerdo de André Santos acertou novamente. Desta vez, o gol. Chutaço que começou a fazer os corintianos arriscarem um "é campeão" ainda no primeiro tempo.

Na segunda etapa, Tite ousou em seu esquema, trocando o volante Glaydson pelo atacante Alecsandro. O reserva manteve a dignidade do Internacional e mostrou a característica que a equipe vem demonstrando neste ano: a de ter ótimas peças de reposição. Ele fez os dois gols que empataram a partida. Insuficientes para o título, mas que pelo menos mantiveram a imagem de time competitivo que o colorado tem.

Um 2 a 2 bem disputado, com chances perdidas dos dois lados e catimbas dignas de uma decisão entre paulistas e gaúchos. E em meio a tantos ingredientes, foi preciso que o reforço chegasse da África do Sul a tempo de voltar a vestir a camisa corintiana no jogo final do torneio. E, pelo visto, se a amarelinha da Seleção Brasileira ainda não foi o uniforme adequado na Copa das Confederações, a redenção veio em branco e preto para André Santos no último jogo da Copa do Brasil.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Reescrevendo uma história?



Com o fim da Copa das Confederações, a torcida madrilenha começou a vislumbrar um bom futuro para sua próxima temporada. O atual camisa 10 da Seleção Brasileira, Kaká, se apresentou no Santiago Bernabeu para que mais de 50 mil torcedores do Real Madrid festejassem sua contratação. O passe do jogador foi comprado junto ao Milan pela bagatela de 65 milhões de euros, em mais um investimento altíssimo do presidente Florentino Pérez (que retornou ao cargo recentemente).

Em seu retorno à presidência, Florentino quer se redimir do fiasco que foram "Os Galácticos" do Real Madrid no início do milênio. Entre 2001 e 2007, a equipe espanhola teve em seu elenco três jogadores considerados os melhores do mundo: o francês Zidane, o inglês David Beckham e o brasileiro Ronaldo. Mas a desorganização na dirigência madrilenha e os problemas causados por formar uma equipe somente de estrelas comprometeram as atuações do Real, que colecionou decepções para sua torcida.

Mesmo assim, Florentino voltou a usar a mesma estratégia de emocionar os torcedores do Real Madrid com a contratação de estrelas para a temporada 2009/2010 - e sem pudor de abrir seus cofres. A negociação de Kaká era a segunda maior da história do futebol mundial (somente a chegada de Zidane ao próprio Real, em 2001, tinha superado, com 68 milhões de euros), mas em seguida o presidente desembolsou 94 milhões de euros para tirar do inglês Manchester United o português Cristiano Ronaldo.

Ao menos desta vez Florentino Pérez acertou na escolha do jogador brasileiro para fazer parte dos "Galácticos". Além de apresentar um belo futebol, Kaká se destaca por uma conduta esportiva de muito trabalho em campo e é um jogador que não se deixou deslumbrar com seus milionários contratos. Ele chega ao Real Madrid com uma alta incumbência: a de reescrever uma história para a torcida madrilenha. Só que, certamente, a camisa 8 desta galáxia está em ótimos pés.