sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Uma temporada



Não, você não se enganou. Este blogue é direcionado a falar sobre toda a bola que rola no futebol brasileiro. É que hoje se trata de um "jogo atípico" de O tempo e o placar... para celebrar um momento muito especial.

Há exatamente um ano, num dia 19 de fevereiro, O tempo e o placar... dava seu primeiro chute no gramado cibernético. Um mero jornalista formado apaixonado pelo esporte que é jogado no país decidiu arriscar algumas linhas na intenção de fazer deste espaço um registro para a posteridade de tudo o que viria a acontecer no cenário do futebol.

Uma intenção ínfima diante de todos os jornalistas que o influenciaram e influenciam - desde cronistas que já não estão entre nós, como Nelson Rodrigues e João Saldanha passando por mestres que ainda desfilam por aqui, como Armando Nogueira, Luiz Mendes e Fernando Calazans. Não para escrever uma história. E sim para passar a todos um pouco da sua história, como jornalista e apaixonado torcedor, de radinho, de TV e, mais tarde (depois de começar a morar no Rio de Janeiro) de arquibancada.

Mas o título, inspirado num bordão do locutor Jorge Cury ("atenção para o tempo e o placar..."), não veio apenas para definir a exatidão da hora em que aconteceram os acontecimentos ou os resultados deles. 26 anos de vida normal mostraram que este esporte não é uma ciência exata, nem o melhor taticamente, tecnicamente nem durante 90 minutos pode sair vencedor. E isto deixou meus modestos comentários mais intensos e instigantes.

Em seguida, vieram os comentários deixados a cada post, de tantos amigos que fico receoso de enumerá-los. Vieram parcerias com outros blogues. Veio uma especialização em Jornalismo Esportivo. Veio um programa de webrádio intitulado Quatro linhas, com outros amigos jornalistas que têm paixão por rádio e por futebol.

Felizmente, uma história construída por muitos. E enquanto muitos atletas e treinadores permanecem um ano inteiro presos a contratos com cláusulas penais absurdas, este que vos escreve anuncia hoje uma nota bombástica.

Após uma temporada, renovo meu contrato de escritor de O tempo e o placar..., por mais um ano e querendo renovar por muitos outros. Bom, ao menos enquanto os leitores daqui deixarem.

MUITO, MUITO OBRIGADO MESMO. E parabéns pra nós!

DEBATEBOLA - Quatro linhas, 19 de fevereiro de 2010




Pontapé inicial!

A bola rola e entra em campo mais uma edição do Quatro linhas em seu DEBATEBOLA. Nosso escrete desfila pelo gramado com os seguintes assuntos:

AS SEMIFINAIS E A DECISÃO DO PRIMEIRO TURNO DO CAMPEONATO CARIOCA

CAMPEONATO PAULISTA

CAMPEONATO MINEIRO

A RETA FINAL DO PRIMEIRO TURNO DO CAMPEONATO GAÚCHO

E OUTROS CAMPEONATOS ESTADUAIS

ALÉM DE UM GIRO PELO FUTEBOL INTERNACIONAL


Numa tabela entre o anjo capixaba VINÍCIUS FAUSTINI e o cronista da tática perfeita FERNANDO QUARESMA.

Basta dar o PLAY e escutar.

Duração: 70 minutos.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Deu zebra na apuração



O carnaval já havia passado mas a imprensa esportiva prosseguia com a ideia de fantasiar o Flamengo como o favorito na semifinal diante do Botafogo. Argumentos eram muitos: o rubro-negro manteve uma base campeã brasileira do ano anterior e ainda contratou Vagner Love para fazer dupla de ataque com Adriano. Do lado de General Severiano, vinha um time que quase acabou 2009 na Série B e que no início de 2010 assistiu a uma troca de treinadores, além de uma goleada por 6 a 0 sofrida para o Vasco.

Os times pareciam seguir o que suas fantasias mandavam. O Flamengo buscava o ataque nos pés de Vinícius Pacheco, a promessa que se destacara no início do ano e já vestia a fantasia de titular. Do samba dele com a bola vinha a tentativa de evolução rumo ao gol de Jefferson, onde a responsabilidade caía nos pés de Vágner Love e do aniversariante Adriano.

Após um leve improviso nos primeiros minutos, o Botafogo voltou a desempenhar o papel de "zebra". Joel Santana armou o time de maneira defensiva, e apostava em contra-ataques para que a bola chegasse aos pés de Herrera e à cabeça de Loco Abreu - afinal, os pés não são a especialidade do atacante.

O ritmo era previsível, mas a impressão era de que os jogadores rubro-negros jogavam com a certeza debaixo do braço. As chances se perdiam na frente de Jefferson, mas a qualquer hora o "favoritismo" e o "peso da camisa" dariam a vaga para a final da Taça Guanabara. A classificação parecia encaminhada a partir dos 25 minutos, quando uma jogada de Kleberson passou por Vágner Love e deixou Vinícius Pacheco na cara do gol para abrir o placar.

A desvantagem fez com que o Botafogo se arriscasse um pouco mais. Numa das tentativas, a bola encontrou a cabeça de Loco Abreu. O uruguaio fez valer sua indumentária de "boneco de Olinda" (sua altura é de 1,93m) e passou para Herrera chutar. No rebote de Bruno, Marcelo Cordeiro deu ao time da Estrela Solitária a fantasia de gigante. Que os botafoguenses merecem ostentar, apesar dos desmandos que acontecem há anos no clube.

Ainda na primeira etapa, o árbitro Luiz Antônio Silva dos Santos quase desafinou o desfile, quando oscilou entre o louco e o bobo da corte depois de um lance envolvendo o jogador Fahel. O camisa 8 do Botafogo entrou numa dividida com Juan e o árbitro deu falta e puxou cartão. Como era o segundo amarelo dele na partida, viria uma expulsão. Mas o "Índio" voltou atrás e puxou o amarelo para Antônio Carlos (que se acusou como autor da falta que nem existiu).

O segundo tempo apresentou as duas equipes novamente trajadas como as torcidas e a imprensa diziam. O Flamengo com seu manto imperial e muitas chances (duas claras com Vágner Love, que supria a pouca participação de seu parceiro Adriano) diante do gol alvinegro. O Botafogo seguia como ferrenho defensor e em alguns momentos se arriscava em ataques.

O rubro-negro parecia na corda bamba para matar o jogo e honrar seu favoritismo (ainda mais com a entrada de Petkovic a 20 minutos do fim) e os botafoguenses surgiam como acomodados, à espera do apito final e das penalidades máximas. Até que o pierrô alvinegro Caio, elevado a "arma da segunda etapa" de Joel Santana, inverteu os papéis do clássico. Aos 37 minutos, o atacante disputou uma bola na área e, no maior estilo do personagem carnavalesco, fez a bola entrar chorando à esquerda de Bruno.

A certeza de que em clássico não dá para travestir uma ou outra equipe de favorita se confirmou depois dos 90 minutos do Maracanã. Foi muita badalação sobre o Império do Amor, mas o time fantasiado de zebra ganhou na apuração da semifinal da Taça Guanabara. No dia seguinte ao desfile das campeãs das escolas de samba do Rio de Janeiro, Botafogo e Vasco decidirão quem vai sambar melhor na final da Taça Guanabara.

Evolução




A primeira brasa do Campeonato Carioca de 2010 foi pulada pelo Vasco no sábado de carnaval. Embora não tenha feito uma partida brilhante, a equipe de São Januário mostrou mais volume de jogo e comprovou que Vágner Mancini sabe armar bem o time que dirige. E, passado o período carnavalesco, hoje o Vasco assiste ao embate entre Flamengo e Botafogo para saber contra quem decidirá a final do primeiro turno do Estadual.

O placar em 0 a 0 no tempo normal refletiu o equilíbrio entre as duas equipes - possibilitado em especial pelas falhas do poder ofensivo de Vasco e de Fluminense. Do lado vascaíno, Carlos Alberto e Dodô não conseguiam boas jogadas, pelas atuações discretíssimas de Souza e Léo Gago e, principalmente, pela falta de objetividade (em muitos momentos) de Philipe Coutinho. O Fluminense também tinha um problema no seu ataque: a escalação de Bruno Veiga como titular não deu certo, e as tabelas entre Conca e Fred não aconteceram.

A leve desigualdade entre as duas equipes ficou guardada para o segundo tempo. Nos primeiros minutos, os vascaínos se encolheram na defesa, e o tricolor pecava em insistir nas jogadas na sua direita, enquanto Júlio César ficava sozinho na lateral-esquerda, onde Élder Granja dava muitos espaços quando partia para o ataque. As melhores chances do jogo vieram neste período - numa delas, Fred driblou Fernando Prass mas infantilmente preferiu cair na área e cavar um pênalti. Por um instante, o poder de confiança do artilheiro se esvaiu na tentadora boa chance da marca de cal.

O Vasco melhorou depois das entradas de Rafael Carioca e de Magno, respectivamente nos lugares de um Souza que estava visivelmente cansado e de um Léo Gago perdido em campo. No entanto, as duas sensações que passavam perto do gol de Rafael eram as de que só vinha bola quadrada para o "artilheiro da Colina" Dodô e de que colocar Philipe Coutinho como atacante pode ser prejudicial para a equipe vascaína. Não é só pela idade de Dodô, mas o camisa 10 do Vasco não ter um companheiro na área pode complicar numa partida em que ele esteja bem marcado.

Após 90 minutos de equilíbrio e de "empate técnico" entre as equipes - Vasco superior como equipe e Fluminense com mais chances de gol, cinco delas perdidas por Fred - os pênaltis acabaram sendo o quesito decisivo na apuração do primeiro finalista da Taça Guanabara. E o Maracanã assistiu a uma harmonia nas primeiras dez cobranças de pênalti: todos os cinco batedores de Vasco e Fluminense bateram com categoria, sem chance para os goleiros Fernando Prass e Rafael. Nílton prosseguiu no ritmo das penalidades com um chutaço, mas Alan desafinou e fez com que o sonho tricolor virasse cinza antes mesmo de botar o bloco na rua.

A bola no travessão foi o símbolo de mais uma frustração do tricolor das Laranjeiras, que sempre desponta como favorito e acaba esbarrando em seus próprios erros nas competições que disputa. No quesito evolução, o credenciamento para a final da Taça Guanabara pode não ser ainda parâmetro para o decisivo retorno à Primeira Divisão em 2010. Mas, certamente, o Vasco demonstra muito mais conjunto e competitividade do que apresentou na Série B de 2009.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Utilidade pública



Em virtude do carnaval, O tempo e o placar... volta a ser atualizado na Quarta-feira de Cinzas. O tema do próximo post será a classificação do Vasco para a final da Taça Guanabara.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

DEBATEBOLA Quatro linhas, 12 de fevereiro de 2010





Satisfação!

O Quatro linhas esquenta os tamborins e pede passagem para trazer cada ala desta alegoria chamada futebol. Na avenida, temos:

CONVOCAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA

TAÇA LIBERTADORES DA AMÉRICA

COPA DO BRASIL

SEMIFINAIS DO CAMPEONATO CARIOCA

GIRO PELOS ESTADUAIS

GIRO PELO FUTEBOL INTERNACIONAL


Na tabela entre o pierrô FLÁVIO DE SÁ e o anjo capixaba VINÍCIUS FAUSTINI. Basta dar o PLAY que a folia está no ar.

Duração: 93 minutos.

Futebol à altura



A estreia do Botafogo na Copa do Brasil pode não ter sido à altura da tradição do alvinegro do Rio de Janeiro. Mas altura mesmo faltou em outro quesito no Estádio Colosso do Tapajós. O campo do São Raimundo apresentou uma característica que já salta aos olhos dos paraenses há algum tempo, e pode ficar ainda mais alarmante caso o time de Santarém elimine os cariocas da competição.

As medidas das traves do "Barbalhão" estão abaixo do que estipulam as regras do futebol - um fator que pode justificar a boa atuação do goleiro Labilá, que se tornou um gigante mesmo medindo apenas 1,74m - e muitos torcedores do Pará atribuem o recente título do São Raimundo (o primeiro campeão da Série D do Campeonato Brasileiro, em 2009) a esta redução. Do lado da torcida do Pantera Negra, as unhas são afiadas para a ideia de que "as traves mais baixas atrapalham ou facilitam dos dois lados".

A foto do goleiro Diego (retirada do blogue Quarto Poder) foi tirada em março de 2009. Pelo visto, a mudança ainda não ocorreu - afinal, as torcidas de outros times como Paysandu e Remo ainda reclamam desta desvantagem ocorrida no Colosso do Tapajós.

É bem provável que o Botafogo consiga tirar a vantagem de 1 a 0 que o São Raimundo conquistou no primeiro jogo. No entanto, vai ser preciso um time de destaque jogar lá (e perder) para que o país atente em relação a esta irregularidade? Por mais que seja um estado longe de ter muito destaque, a Federação Paraense de Futebol poderia exigir que os times proporcionem um futebol à altura do que o espectador quer ver.

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O tempo e o placar... acredita que este post extra serve para contar um assunto relevante, mas pouco divulgado na mídia. Que venham mais investigações dos coleguinhas dos veículos de comunicação!