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sábado, 15 de maio de 2010

Imagem e semelhança



Um dos jogadores mais contestados da atual Seleção Brasileira, o meia Felipe Melo chegará à Copa do Mundo de 2010 por um motivo que salta aos olhos do futebol brasileiro. Trata-se de um jogador que parece feito à imagem e à semelhança do que foi o técnico Dunga em sua época de jogador.

Quando fez parte da Copa do Mundo de 1990, Dunga acabou sendo associado ao futebol burocrático, de vitórias magras e com um esquema em que Sebastião Lazaroni priorizava o setor defensivo. 20 anos depois, o jogador da Juventus segue as mesmas características do ex-jogador agora transformado em treinador de seleção. Felipe Melo tem um futebol de qualidade duvidosa, com tendência a usar a força para evitar que os adversários entrem na área do Brasil.



Assim como Dunga, Felipe Melo também parece não aceitar críticas ao seu estilo de jogo. Mais uma vez, sua postura mais agressiva foi confirmada, no programa Bate-bola, da ESPN Brasil. O jornalista Paulo Vinícius Coelho questionou o jogador sobre o que esperar dele na Copa, depois de na temporada passada ele ser considerado um dos piores atletas do Campeonato Italiano e o time dele fazer sua pior campanha depois de 40 anos no Calcio (basta dar o PLAY no vídeo acima para ver a discussão).

Mas há uma diferença crucial entre o futebol de Dunga e de Felipe Melo. Em seu início de carreira no Brasil, o capitão das Copas de 1994 e de 1998 era considerado um dos melhores volantes do país, e chegou a fazer parte da Seleção Olímpica. Enquanto isto, seu "pupilo" começou a carreira com más passagens por Flamengo (clube que o revelou) e Cruzeiro, antes de ir para o futebol europeu. O padrão de jogo da Europa é suficiente para levá-lo a uma Copa do Mundo?

Para Dunga, sim. Felipe Melo vai à Copa correndo o risco de virar nome de uma "era" de maneira pejorativa. Até a bola rolar na África do Sul, ficará a incerteza de qual tipo de "Era Dunga" o meia vai trazer para os brasileiros - o fracasso do nono lugar na Copa de 1990 ou a vitoriosa trajetória da Copa do Mundo de 1994. A única certeza é a de que o futebol brasileiro vive a "Era Felipe Melo".

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No Twitter de O tempo e o placar..., todos os resultados da rodada dos Campeonatos Brasileiros da Série A e da Série B. Basta seguir @otempoeoplacar e ficar na cara do gol com a informação.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Os 23 compenetrados



Palavra de técnico da Seleção Brasileira não volta atrás. E, ao convocar os 23 jogadores para a Copa do Mundo de 2010, Dunga manteve a coerência que adotou desde que assumiu o comando da Seleção Brasileira. Nenhum dos nomes que chegaram à lista tiveram sua primeira convocação, todos foram devidamente selecionados entre os 88 que já vestiram a camisa do Brasil na "Era Dunga".

A coerência traz um lado bom e um lado ruim para o Brasil da Copa. A tendência a escolher um "comprometimento" é favorável para evitar o estrelismo e o oba-oba que cercaram a Seleção em outros momentos, como na mais recente Copa do Mundo, em 2006. No entanto, ser coerente às vezes dá margem a apostar sempre numa mediocridade, numa falta de inovação que diferem da história do futebol brasileiro.

O tempo e o placar... apresenta agora, posição por posição, cada um dos 23 convocados da Seleção Brasileira. Eis os nomes:

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GOLEIROS

Julio César (Internazionale de Milão/ITA)
Gomes (Tottenham/ING)
Doni (Roma/ITA)

Não há dúvidas de que o camisa 1 brasileiro será Júlio César. Trata-se do melhor goleiro do Brasil e, quem sabe, o melhor goleiro do mundo. Uma grata surpresa foi a chegada de Gomes para a reserva, mesmo depois de tanto tempo sem ser convocado. No entanto, a previsível e desagradável convocação de Doni permaneceu também na Copa do Mundo. Terceiro reserva do Roma, o goleiro não vem tendo ritmo de jogo. Uma injustiça com Victor, que desde 2009 vem fazendo boas partidas no Grêmio e merecia estar na lista.

LATERAIS

Maicon (Internazionale de Milão/ITA)
Daniel Alves (Barcelona/ESP)
Michel Bastos (Lyon/FRA)
Gilberto (Cruzeiro)

Enquanto a lateral-direita não tem mistério com Maicon e Daniel Alves - em especial com a titularidade do primeiro, que está em excelente fase e pode ser o novo Cafu em 2010 - a lateral-esquerda teve um desfecho surpreendente. Mas, claro, na medida de surpresa que Dunga se permite. Michel Bastos chegou ao Brasil na reta final de preparação. Mas ao menos demonstrou mais confiança do que apostas mal-sucedidas como Kléber e André Santos. A convocação de Gilberto parece ter sido mais pela experiência. Reserva na Copa do Mundo de 2006, o jogador cruzeirense pode ser uma pessoa capaz de ajudar seus companheiros num período tão delicado quanto uma Copa.

ZAGUEIROS


Lúcio (Internazionale de Milão/ITA)
Juan (Roma/ITA)
Luisão (Benfica/POR)
Thiago Silva (Milan/ITA)

Quatro unanimidades. Lúcio e Juan estiveram presentes em todos os títulos e em boa parte das partidas sob o comando de Dunga. Sim, é um risco decidir convocar Juan com ele vindo de uma sequência de contusões. Mas Luisão e Thiago Silva são jogadores de bom nível para fazer parte da zaga.

MEIAS

Felipe Melo (Juventus/ITA)
Gilberto Silva (Panathinaikos/GRE)
Ramires (Benfica/POR)
Elano (Galatasaray/TUR)
Kaká (Real Madrid/ESP)
Josué (Wolfsburg/ALE)
Julio Baptista (Roma/ITA)
Kleberson (Flamengo)

Aqui, a situação começa a ficar mais preocupante. De todos os meio-campistas convocados, apenas Kaká tem habilidades ofensivas. Todos, sim, todos os demais alternam entre marcação e lampejos de bons passes. A tendência defensiva pode fazer com que o Brasil dependa exclusivamente do camisa 10, jogador que vem de contusão e de má fase no Real Madrid.

Não, não era o momento de Ronaldinho Gaúcho. O jogador ainda fez muito pouco para conseguir a volta à Seleção Brasileira. Mas abrir mão de Paulo Henrique Ganso, que poderia ser um toque de qualidade num momento difícil (como foi Denílson na Copa do Mundo de 2002), torna as coisas mais difíceis.

Ver nomes como Gilberto Silva e Felipe Melo numa Seleção Brasileira não é bom sinal. O primeiro só dá passes para o lado, e o segundo tende a ser violento em algumas jogadas. Pior ainda é olhar para o banco de reservas e ver Josué como opção.

Num primeiro momento, Ramires se sobressai em relação a Elano. O jogador do Benfica vem passando por uma boa fase no futebol português, e é uma garantia de velocidade ao Brasil. Elano costuma ser melhor em cobranças de falta e de escanteio, mas deixa a desejar em seu toque de bola. Júlio Baptista surge como opção em situações em que o time precise de alguém forte para dar trombadas com zagueiros - e só.

Também é questionável a convocação de Kléberson. Por mais que tenha um bom passe, o jogador vem em uma fase muito fraca no Flamengo, a ponto de ser reserva de Williams. O argumento mais plausível para ele estar na Seleção Brasileira é a experiência, por ter sido campeão da Copa do Mundo de 2002.

ATACANTES

Robinho (Santos)
Luís Fabiano (Sevilla/ESP)
Nilmar (Villareal/ESP)
Grafite (Wolfsburg/ALE)

A dupla de ataque titular sempre esteve garantida. Mesmo em maus períodos no inglês Manchester City e até mesmo na Seleção Brasileira durante a Copa das Confederações, Robinho sempre foi um dos "homens de confiança" de Dunga. Imaginem agora com ele jogando bem pelo Santos. Luís Fabiano respondeu às convocações com gols e com ótimas atuações. Nilmar surgiu nas Eliminatórias da Copa do Mundo como uma alternativa de velocidade para o ataque, e sua leveza pode ser ótima num segundo tempo mais complicado.

Na quarta opção para o ataque, Dunga foi claro ao falar na coletiva sobre a escolha de Grafite. O atacante atuou contra a Irlanda com a mesma garra e serenidade que joga no Wolfsburg. E a calma ao usar a camisa da Seleção Brasileira faz a diferença.

Foi uma boa escolha de Dunga, em especial por deixar de fora de sua lista Adriano. Depois de um semestre conturbado, onde alternou momentos de escândalos fora de campo e partidas em que se arrastava com a camisa do Flamengo, não seria justo que ele, mesmo assim, fosse recompensado com a vaga na Copa do Mundo.

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O Brasil chegará à África do Sul em junho vivendo uma batalha em seu próprio campo. Tanto pode sair um time competitivo, guerreiro, capaz de vitórias na base da superação, quanto podem vir partidas burocráticas em que os 23 compenetrados jogarão para o gasto. A Seleção Brasileira vai rumo à Copa do Mundo de 2010 com uma previsibilidade que é muito imprevisível.

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AVISO:

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quarta-feira, 3 de março de 2010

O novo Romário



É inevitável a comparação. Oito anos depois do período pré-Copa do ano de 2002, o técnico Dunga passa pelo mesmo problema de Luiz Felipe Scolari. A poucos meses da Copa do Mundo daquele ano, Felipão insistia em não convocar o atacante Romário, mesmo com a imprensa e boa parte da opinião pública pedindo. Hoje, as pessoas pedem o nome de Ronaldinho Gaúcho.

A diferença do ano do penta para 2010 é bem grande: no ataque de 2002, a Seleção Brasileira tinha nomes como Ronaldo e Rivaldo. E neste ano? O Brasil tem somente Kaká como jogador de destaque no meio-de-campo. O outro jogador que poderia mostrar tanto talento quanto Ronaldinho Gaúcho - Ramires - não vem apresentando muita coisa com a camisa amarela. A tendência é de que, mais cedo ou mais tarde, ele seja sacado para entrar Elano, meia com características um pouco mais defensivas.

Após hibernar nos gramados, com péssimas atuações no Milan, Gaúcho vem sendo decisivo em algumas partidas pelo Campeonato Italiano. Não muitas, mas o suficiente para superar em termos de popularidade alguns jogadores que estão na Seleção Brasileira mas amargam a reserva nos clubes europeus.

No entanto, este período de hibernação nos últimos anos (tanto em seu clube quanto nas partidas modorrentas que fez pela Seleção Brasileira) custou caro ao jogador. Pelo que apresentou nas vezes em que esteve em campo pelo Brasil, de fato, Ronaldinho Gaúcho não mereceria estar entre os 23 convocados.

Por mais que nomes como Elano, Ramires e Júlio Baptista tenham incontestavelmente futebol inferior à genialidade de Ronaldinho, eles passam confiança por sua estabilidade - característica fundamental para Dunga. E, por melhor que Ronaldinho Gaúcho esteja em seu clube, o que vale para o técnico são mesmo as atuações na Seleção Brasileira.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Volta às mesmas origens



Para o amistoso do dia 2 de março, contra a Irlanda (último antes da convocação final para a Copa do Mundo de 2010), o técnico Dunga mostrou que sua Seleção Brasileira mantém a mesmice até na hora de improvisar jogadores. Com a instabilidade na lateral-esquerda (André Santos e Kléber não se firmaram e Filipe Luís teve uma contusão que o afastará dos gramados por alguns meses), o comandante da seleção apostou num jogador que não era convocado há algum tempo. E o mais curioso: há muitas partidas ele não joga na posição para a qual foi convocado.

Gilberto vem se destacando no Cruzeiro como o camisa 10 do time de Minas. Suas atuações no meio-de-campo renderam à equipe a vaga na Taça Libertadores da América. Entretanto, o jogador retorna à Seleção Brasileira graças às suas origens. No início de carreira, pelo Flamengo, e em outros clubes, como o próprio Cruzeiro e o Vasco, Gilberto vestia a camisa 6 e estava sempre jogando pelo lado esquerdo.

Em relação aos demais jogadores, Dunga não deu espaço a muitas novidades - desde titulares absolutos, como Júlio César, a dupla de zaga Juan e Lúcio, o meia Kaká e a dupla Nilmar e Luís Fabiano, passando pela incógnita da lateral-direita entre Maicon e Daniel Alves, até chegar às "sombras de luxo" de Júlio Baptista e dos "repatriados" Adriano e Robinho. E, infelizmente, há mais uma vez espaço para a qualidade duvidosa dos botinudos Gilberto Silva e Felipe Melo, que parecem ser sempre lembrados somente por estarem jogando na Europa.

A ausência de Ronaldinho Gaúcho, divulgada pela imprensa com certa surpresa, no momento parece mais sensata. De jogadores instáveis em 2010 já basta Robinho (que precisou voltar ao Santos para tentar encontrar a origem de seu bom futebol).

Apesar de tamanha mesmice, a esperança da torcida brasileira é de que o futebol da seleção deixe de ficar "na mesma" do que apresentou na reta final das Eliminatórias da Copa do Mundo. De burocracia, já basta alguns nomes da lista de convocados.



GOLEIROS
Julio César (Inter de Milão)
Doni (Roma)

LATERAIS
Maicon (Inter de Milão)
Daniel Alves (Barcelona)
Gilberto (Cruzeiro)
Michel Bastos (Lyon)

ZAGUEIROS
Juan (Roma)
Lúcio (Inter de Milão)
Luisão (Benfica)
Thiago Silva (Milan)

MEIAS
Gilberto Silva (Panathinaikos)
Josué (Wolfsburg)
Felipe Melo (Juventus)
Kaká (Real Madrid)
Ramires (Benfica)
Elano (Galatasaray)
Julio Baptista (Roma)
Kleberson (Flamengo)

ATACANTES
Robinho (Santos)
Adriano (Flamengo)
Nilmar (Villarreal)
Luis Fabiano (Sevilla)

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O tempo e o placar... quer saber: quais os destaques da convocação da Seleção Brasileira?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Mais do que estepes



Novamente, Dunga só olha para os jogadores brasileiros em caso de emergência na lista de sua seleção. Não podendo contar com Lúcio, Kaká, Ramires e Luís Fabiano, suspensos, e Robinho, contundido , o treinador garimpou em clubes brasileiros seus reservas imediatos. O zagueiro André Dias (do São Paulo), os meias Cleiton Xavier e Diego Souza (ambos do Palmeiras) e o atacante Diego Tardelli (do Atlético Mineiro) chegaram à Seleção Brasileira obviamente porque eles estão no momento mais perto do que as apostas mirabolantes achadas no exterior.

Provavelmente, nenhum deles terá chance de ser avaliado suficientemente com a camisa da Seleção Brasileira na partida contra o Chile. Os reservas imediatos das posições são o zagueiro Juan, o meia Júlio Baptista e a dupla de ataque formada por Nilmar e Adriano. Para que, então, tirar atletas das equipes que estão nos primeiros lugares do Campeonato Brasileiro se eles só irão para Salvador porque a Seleção Brasileira precisa ter reservas em seu banco?

Se Dunga quer tanto aproveitar o fato de o Brasil já estar na Copa do Mundo de 2010 para experimentar alguns jogadores, talvez fosse hora de dar espaço também para o futebol jogado em gramados nacionais. Em especial depois que um titular evidente que atuava em clube brasileiro (o meia Kléberson, do Flamengo) se contundiu quando defendia as cores da própria Seleção Brasileira.

O quarteto de reservas de última hora provavelmente não chamará tanta atenção dos torcedores em Salvador. Uma pena, pois os titulares dos clubes brasileiros merecem muito mais do que jogar poucos minutos em uma partida de Eliminatórias da Copa do Mundo ppr nossa seleção.

sábado, 22 de agosto de 2009

Uma nova velha surpresa



A convocação de Dunga para as partidas contra Argentina e Chile (respectivamente, nos dias 5 e 9 de setembro) pelas Eliminatórias da Copa do Mundo se resumiu a um nome na imprensa esportiva brasileira. Em uma lista de convocados previsível do gol até o ataque, o nome de Adriano foi o assunto mais discutido da Seleção Brasileira.

A volta do Imperador à equipe de Dunga não é tão surpreendente ainda. Há tempos, o treinador considera o atacante um dos melhores do Brasil. E, agora que ele voltou a fazer gols e a ajudar o Flamengo no Campeonato Brasileiro (mesmo com o próprio rubro-negro não se ajudando em campo), o técnico não hesitou em chamá-lo para a Seleção Brasileira - em especial porque Adriano tem um retrospecto de gols diante dos rivais argentinos.

Por mais que Adriano esteja voltando a fazer gols, a volta dele na seleção ainda parece prematura. Ele ainda padece de uma boa forma, para tornar a fazer seus gols decisivos também pela Seleção Brasileira. Esta ida para a seleção pode, inclusive, atrapalhar a evolução de sua recuperação em campo. Afinal, se no estágio atual ele está na lista de convocados, não precisaria mais evoluir em campo.

O Flamengo também pode ser um grande derrotado nestes dois jogos da Seleção Brasileira. Mesmo Adriano ainda não estando com desempenho ideal em campo, ele é artilheiro do Brasileirão e vem sendo decisivo para que o time carioca pelo menos esteja (antes da vigésima-primeira rodada acontecer) em décimo-segundo lugar.

A "nova velha surpresa" de Dunga chamou atenção de muita gente. Mas, Dunga se esqueceu de que as consequências dela não serão sofridas pela Seleção Brasileira.

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CONVOCADOS

Goleiros

Júlio César (Inter de Milão-ITA)
Victor (Grêmio)

Laterais

Daniel Alves (Barcelona-ESP)
André Santos (Fenerbahçe-TUR)
Maicon (Inter de Milão-ITA)
Filipe Luis (Deportivo La Coruña-ESP)

Zagueiros

Lúcio (Inter de Milão-ITA)
Juan (Roma-ITA)
Luisão (Benfica-POR)
Miranda (São Paulo)

Meias

Felipe Melo (Juventus-ITA)
Elano (Galatasaray-TUR)
Gilberto Silva (Panathinaikos-GRE)
Josué (Wolfsburg-ALE)
Júlio Baptista (Roma-ITA)
Kaká (Real Madrid-ESP)
Lucas (Liverpool-ING)
Ramires (Benfica-POR)

Atacantes

Robinho (Manchester City-ING)
Adriano (Flamengo)
Luis Fabiano (Sevilla-ESP)
Nilmar (Villarreal-ESP)

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O tempo e o placar... pergunta:

Quem seria a melhor dupla de ataque ao lado de Adriano na Seleção Brasileira? ROBINHO ou LUÍS FABIANO?

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O "estepe" do Brasil




Dois cortes deixaram a Seleção Brasileira que jogará em junho partidas das Eliminatórias e da Copa das Confederações um pouco mais brasileiras. O zagueiro Alex, do Chelsea, e o meia Ânderson, do Manchester United, não poderão fazer parte da equipe de Dunga no mês que vem. Ambos se apresentaram com contusões e não irão se recuperar a tempo dos jogos. Com os jogadores machucados, o técnico acabou tendo de recorrer aos gramados brasileiros para encontrar substitutos.

Os escolhidos para o "estepe" do Brasil foram Miranda, do São Paulo, e Kléberson, do Flamengo. Os nomes indicados para compor a Seleção Brasileira mostram como Dunga tem lidado com as suas convocações: o técnico prioriza alguns nomes, mas, se eles não podem se apresentar, aí sim ele recorre a jogadores que estejam em bom momento.

Desde o ano passado o zagueiro Miranda se destaca no tricolor paulista, e merecia estar presente entre os escolhidos para defender o país. Após atravessar um mau momento em campo, Kléberson voltou a conseguir boas atuações pelo Flamengo, e hoje carrega nas costas as possibilidades de jogadas no meio-de-campo rubro-negro.

É bem provável que ambos não façam parte da equipe titular do Brasil - afinal, Dunga insiste na zaga formada por Lúcio e Juan e prefere que o meio tenha Gilberto Silva e Felipe Melo (uma coisa inexplicável). Mas saber que em algum momento o treinador sabe convocar jogadores de acordo com os momentos que estão vivendo nos gramados já traz um alento para o país, em especial quando o Brasil fica ainda mais cercado de jogadores brasileiros. Pelo menos o "estepe" é bem avaliado na engenharia da Seleção Brasileira.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O Brasil de volta ao Brasil



Conhecido pela insistência (e quase teimosia) em convocar jogadores de qualidade duvidosa, o técnico Dunga surpreendeu o país na nova convocação da Seleção Brasileira. Às vésperas de duas partidas dificílimas pelas Eliminatórias da Copa do Mundo (diante de Uruguai e do líder Paraguai) e da disputa da Copa das Confederações, o treinador decidiu voltar os olhos para a pátria em chuteiras e encontrou jogadores para fazerem parte dos 23 atletas a representarem o Brasil no mês que vem.

Além de Kléber (lateral-esquerda do Internacional), que vinha figurando nas convocações anteriores, outros três jogadores que atuam em gramados brasileiros foram lembrados para as próximas partidas. O goleiro Victor, do Grêmio, o lateral-esquerda André Santos, do Corínthians, o meia Ramires, do Cruzeiro, e o atacante Nilmar, companheiro de time de Kléber, farão parte das novas empreitadas do Brasil.

Enfim, Dunga faz justiça com os jogadores que despontam por aqui, o que mostra que de vez em quando ele desvia o olhar para os campeonatos nacionais e, principalmente, valoriza alguns jogadores que estão em destaque no momento. Ao que parece,o "vestibular" para a Seleção Brasileira fica mais afunilado entre jogadores nacionais, pois todos que estão na lista já estavam jogando bem há muito tempo e eram preferidos dos críticos esportivos.

Infelizmente, muitos deles não devem ter oportunidades com a camisa amarela. É o caso de Victor. O goleiro vem contribuindo muito para a caminhada do Grêmio na Taça Libertadores da América, mas Júlio César é, indiscutivelmente, o melhor na posição. Além do camisa 1, Gomes tem algumas convocações de vantagem sobre o arqueiro do tricolor gaúcho, e deve ser o reserva imediato.

O equilíbrio ficará maior na lateral-esquerda, pois lá há a certeza de um "brasileiro" em campo. Kléber leva vantagem, pois concorre com um "estreante" na Seleção Brasileira. Mas tanto ele quanto André Santos prometem fazer bons serviços no lado esquerdo brasileiro.

Num olhar superficial, Ramires é o jogador com mais chances de se destacar na Seleção Brasileira. O meia é infinitamente superior a Felipe Melo e, se repetir as atuações que tem feito no Cruzeiro, vai encher os olhos da torcida brasileira. Outro fator que pode ajudar a chamar atenção de seu futebol é negativo para os torcedores. Em julho, Ramires se tornará mais um "estrangeiro". Está certa a contratação dele pelo Benfica, de Portugal.

Nilmar retornou às boas atuações do início de carreira, mas fica muito difícil ganhar uma vaga num ataque formado por Luís Fabiano e Robinho. Não só pelo talento dos dois, como também pelo reserva imediato ser Alexandre Pato. Mas, pelo menos, a torcida sabe que na frente a dor de cabeça ficará restrita a Dunga, diante de boas opções.

Aliás, nesta convocação o treinador poupou uma dor de cabeça, ao deixar de fora Ronaldinho Gaúcho. Há tempos seu futebol caiu de qualidade, principalmente em atuações pela Seleção Brasileira. Pior do que jogar com o nome, era estar jogando mal e manchar o nome de um atleta consagrado. A solução é que ele se recupere em campo. Assim como Ronaldo, que, apesar de estar melhor com a camisa do Corínthians, ainda seria prematura sua convocação.

Os demais nomes são manjados na lista de Dunga, e trazem os altos e baixos comuns do técnico. É ótimo ver Kaká em boas condições de jogo, o meia se tornou um líder nato na Seleção. Na direita, seria melhor colocar Daniel Alves, por suas atuações anteriores pelo Brasil. A insistência em colocar Juan e Lúcio na zaga é irritante, bem como em convocar Luisão para ser reserva. Os dois primeiros já viveram momentos melhores, e o terceiro ainda não fez jus a convocações.

Jogador que também já viveu momentos melhores em campo, Gilberto Silva continua sendo relacionado por Dunga e, certamente, será titular ao lado de Josué ou Felipe Melo. Bom, mas se o comandante brasileiro voltou os olhos para atletas brasileiros, talvez haja alguma nova mudança surpreendente em próximas convocações até a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

No Brasil, o fato de jogadores brasileiros estarem entre os convocados reacende uma polêmica. As partidas coincidirão com jogos decisivos na Copa do Brasil e na Taça Libertadores da América, e Dunga anunciou que não irá liberar os jogadores para as partidas de seus respectivos clubes (Internacional e Corínthians na Copa do Brasil e Grêmio e Cruzeiro na Libertadores), mesmo não tendo nenhum titular absoluto dentre os "brasileiros" presentes na lista. Como controlar o problema da coincidência de datas em novos períodos de convocação?

Independente do desfecho deste impasse entre Confederação Brasileira de Futebol, técnico da Seleção Brasileira e clubes, já é louvável a presença de novos nomes em ascensão pelo Brasil tendo chance no escrete canarinho. Pode ser um bom sinal do Brasil estar de volta ao Brasil.

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CONVOCADOS

GOLEIROS
Julio Cesar (Inter de Milão / ITA)
Gomes (Tottenham / ING)
Víctor (Grêmio)

LATERAIS
Maicon (Inter de Milão / ITA)
Daniel Alves (Barcelona / ESP)
Kléber (Internacional)
André Santos (Corinthians)

ZAGUEIROS
Lúcio (Bayern de Munique / ALE)
Juan (Roma / ITA)
Luisão (Sporting / POR)
Alex (Chelsea / ING)

VOLANTES
Gilberto Silva (Panathinaikos / GRE)
Josué (Wolsfburg / ALE)
Felipe Melo (Fiorentina / ITA)
Anderson (Manchester United / ING)
Ramires (Cruzeiro)

MEIAS
Kaká (Milan / ITA)
Elano (Manchester City / ING)
Júlio Baptista (Roma / ITA)

ATACANTES
Robinho (Manchester City / ING)
Luís Fabiano (Sevilla / ESP)
Alexandre Pato (Milan / ITA)
Nilmar (Internacional)

sábado, 28 de março de 2009

Convocação pelo nome



Às vésperas de mais dois jogos importantes válidos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, mais uma vez o Brasil não terá Kaká em campo. Mesmo contundido, a estrela do Milan foi chamada entre os 22 atletas que defenderão a Seleção Brasileira nos dois jogos rumo à Copa de 2010.

A imprensa esportiva defendeu o técnico da Seleção, alegando que era uma forma de "enturmá-lo" à equipe, porque se trata de um dos intocáveis jogadores brasileiros. São poucos os jogadores que carregam tanto futebol, e o país necessita que ele esteja bem e unido com os demais atletas que vão representar o Brasil. Afinal, a Seleção é para jogar futebol ou para ter contatos sociais?

Ao que parece, Dunga permanece com critérios contraditórios ao convocar os jogadores do futebol brasileiro. O treinador abre espaço para testes com atletas que se destacam no futebol do exterior, mas insiste em convocar alguns nomes que visivelmente não estão em condições de jogo ou passam por maus momentos em campo - caso atual de Ronaldinho Gaúcho.

E, mesmo em sua contradição, a coerência continua num dado lamentável: o técnico permanece não tendo olhos para os jogadores do Brasil. Será que, realmente, o fato de ser bem sucedido em países como a Rússia, a Hungria, a Itália ou Alemanha faz com que o jogador seja tão superior aos que estão atuando em campos brasileiros?

Com isto, o Brasil da "Era do treinador Dunga" prossegue por mais dois jogos trazendo dois caminhos duvidosos para a Seleção Brasileira. De um lado, "estrangeiros" entram em campo com a camisa amarela. Do outro, o nome bem sucedido é sinônimo de convocação - e dá margem a situações esdrúxulas, como Kaká estar no Brasil, mas não poder jogar pelo Brasil. O sucesso ou insucesso da fórmula de Dunga, somente o tempo, ou melhor, os dois tempos dos dois jogos que virão na semana que vem, dirão.

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Postagem dedicada ao amigo e comentarista oficial de O tempo e o placar..., Marcos Fontelles, que trouxe a questão em uma (ótima) conversa que este pretenso cronista que vos escreve teve com ele pelo MSN. Muito obrigado pela ajuda de sempre, és praticamente um parceiro deste espaço. Há muito tempo já merecia um post em parceria.