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sábado, 28 de maio de 2011

Recordações e mais nada



O que chamou a atenção em Guarani e Sport foi o extremo entre o presente e o passado no Brinco de Ouro da Princesa. O Bugre, que no intervalo deu a Medalha do Centenário a Evair e Amoroso, achou um gol aos 15 minutos, em cabeçada de Fernandão após cruzamento de Chiquinho, na única boa jogada do time na etapa inicial. No mais, a equipe de Vilson Taddei ficou perdida, prejudicada pelas más atuações do lateral Carlinhos, do meia Felipe e do atacante Fabinho. O Sport entrou de luto pelo falecimento de Haroldo Praça, ex-camisa 7 e autor do primeiro gol da Ilha do Retiro. Entretanto, o ataque ficou em segundo plano por Hélio dos Anjos. Com três na zaga e muita rispidez, o Leão foi para cima apenas quando esteve em desvantagem. Após empatar, em contra-ataque puxado por Marcelinho Paraíba e finalizado com o gol de Paulista aos nove do segundo tempo, o time esperou o tempo passar.

Para o Sport, o 1 a 1 pareceu mais importante do que atacar e alcançar na segunda rodada a liderança isolada da Série B. Realmente, o sabor de derrota ficou em Campinas. Não só pelo Guarani de novo abrir o placar e ceder o empate. O mais triste para os bugrinos foi ver que o gramado pelo qual vieram bons momentos nestes 100 anos de vida, hoje é mero cenário de uma equipe que ainda luta para se encontrar.

*****

Com esta crônica, O tempo e o placar... volta a colocar crônicas no ar. Tanto em reprodução das crônicas deste que vos escreve para o blogue de Ledio Carmona, quanto textos próprios e mais enxutos. Espero que este novo formato agrade a vocês, leitores.

sábado, 27 de novembro de 2010

O novo meteoro do futebol brasileiro




Não foi uma campanha digna de colocar a faixa de campeão no peito. Mas, certamente, a trajetória do América Mineiro nos últimos dois anos foi uma grande conquista. A equipe, que em 2009 foi campeã da Terceira Divisão, termina 2010 credenciada para voltar à elite do futebol nacional na próxima temporada.

A aposta do time mineiro para o Campeonato Brasileiro da Série B foi bastante arriscada. O elenco deu espaço a jogadores experientes, alguns deles pouco valorizados como Wellington Paulo, Irênio e Joãozinho, e outros de qualidade, mas que a idade poderia pesar - como os atacantes Euller e Fábio Júnior.

Mas o grande mérito do América foi não se restringir a colocar veteranos nos campos da Segunda Divisão. O clube manteve a base campeã da Série C e contratou um treinador que mostrou cacife para conseguir o objetivo americana.

Com o técnico Mauro Fernandes, o Atlético Goianiense foi campeão da Terceira Divisão em 2008 e, no ano passado, chegou à Série A. Uma temporada depois, Fernandes conseguiu repetir o feito, e com algumas coincidências em relação ao acesso do time goiano.

Assim como o Atlético, o América conseguiu a quarta vaga da Segunda Divisão, deixando em quinto lugar a Portuguesa. Tanto goianos quanto mineiros tiveram boa colocação mesmo tendo 13 derrotas após as 38 rodadas na competição. E o time de Minas Gerais também é o que, dentre os quatro clubes, há mais tempo estava longe da Primeira Divisão - a última edição que disputou foi a de 2001.

Mas, depois da ascensão meteórica semelhante ao Atlético Goianiense, o América Mineiro não pode repetir os defeitos que tornaram a campanha do rubro-negro goiano no Brasileirão de 2010 uma estrela cadente. O Coelho de Minas formou uma boa base, que superou duas divisões intermediárias, mas ela não é suficiente para manter a equipe na Primeira Divisão.

A chegada de reforços de melhor qualidade é fundamental. Fábio Júnior é um bom jogador, mas não é nem rascunho do atacante que um dia fez a Roma, da Itália, desembolsar milhões por seu passe. Euller segue tendo talento, mas não tem fôlego suficiente para terminar 2011 - ele anunciou primeiramente que ia encerrar a carreira em 2010, mas já disse que vai pendurar as chuteiras no meio do próximo ano.

O momento é de festa para um time que caiu para a Segunda e a Terceira Divisão, e em 2007 chegou a amargar um ano sem disputar o Campeonato Brasileiro. Só que 2011 já se vislumbra como o desafio de mostrar que não é somente um meteoro repentino no futebol brasileiro.

domingo, 21 de novembro de 2010

Sob discussão



Enquanto a reta final da Primeira Divisão fica às voltas com acusações de "mala branca" para que equipes que não estão na disputa do título do Campeonato Brasileiro atrapalhem a trajetória de quem ainda tem chance de ser campeão, a Série B agora promete ter uma polêmica em sua parte de baixo da tabela. Ao final da partida do Vila Nova com o Náutico, o volante Adílson, que atua no clube goiano, afirmou que havia um "acordo" entre goianos e pernambucanos para que o resultado fosse um empate. Mas ele não se concretizou no campo, pois o Náutico venceu por 4 a 1.

A declaração do jogador do Vila Nova torna ainda mais suspeita a maneira como os atletas goianos lidaram com a desvantagem no placar. Muitos deles mostraram uma postura violenta depois que o Náutico virou a partida. Das cinco expulsões do jogo, três foram do Vila Nova. A primeira, por falta dura de Jorge Henrique. A segunda, num desentendimento de Mimica com o adversário Erick Flores. E a terceira, numa falta grave de David em Jeff Silva. Na confusão, o alvirrubro que sofreu a agressão também foi expulso pelo árbitro catarinense Paulo Godoy Bezerra.

A questão da "mala branca" da elite do futebol nacional ficava apenas na discussão sobre ética e valores morais - pois, no fim das contas, os jogadores recebem mesmo dinheiro para jogar. Mas uma combinação de resultados levanta questões ainda mais graves.

O torcedor vai ao estádio com a expectativa de que, depois de 90 minutos, seu clube de coração saia de campo vitorioso. E a graça do imprevisível do futebol se perde com a manipulação de um resultado. As equipes que brigam diretamente para sair do rebaixamento para a Terceira Divisão (para ficar no contexto de campeonato de Vila Nova e Náutico) têm de ficar na expectativa do apito final do juiz. E não para acompanhar o jogo apenas como praxe, sabendo qual desfecho vai acontecer.

É por acusações como esta que tantas pessoas deixam de acompanhar as partidas de futebol. Talvez seja hora de o Superior Tribunal de Justiça fazer jus ao seu poder e mostrar que pode ser útil em assuntos delicados como este. Ao menos para evitar que um resultado fique sob desconfiança dos torcedores pelos próximos anos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Recuperação em conta-gotas



Da enxurrada de sofrimento que passou pelo Couto Pereira em 6 de dezembro de 2009 (quando o clube caiu para a Segunda Divisão e ainda viu seu estádio se tornar palco de cenas lamentáveis de vandalismo) ao dia 9 de novembro deste ano, data em que a matematicamente garantiu seu retorno à Série A em 2011, o Coritiba passou por muito mais do que as 35 partidas do Brasileirão da Série B. Com a autoestima mergulhada em tanta amargura, o time ainda precisou lidar com sua recuperação com recursos que vieram em conta-gotas.

Por mais que seja uma das equipes que se sagraram campeãs na história do Campeonato Brasileiro, o Coritiba se apequenou com o passar dos anos graças a desmandos de sua diretoria, que não soube aproveitar o momento vitorioso para alavancar o nível de seu futebol. A consequência é sentida até hoje, quando mais um momento de descenso passou pelo Alto da Glória, e deixou o clube com menos visibilidade para contratar jogadores.

Mas, sob o comando de Ney Franco (que quis continuar no clube mesmo depois de o time cair para a Segunda Divisão), a equipe de 2010 foi se ajeitando e terminou o semestre com um bom prenúncio - a conquista do Campeonato Estadual do Paraná. Com o decorrer do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, a diretoria do Coxa conseguiu realizar boas tacadas, incorporando a seu elenco jogadores que não fizeram boa temporada em clubes de ponta do país, mas que tinham qualidade.

Assim, os meias Léo Gago e Enrico, ambos emprestados pelo Vasco, e Tcheco, que chegou após fraca passagem pelo Corínthians, se tornaram responsáveis diretos pela melhora da equipe na campanha da Segunda Divisão. E, através dos pés deste trio, o Coritiba chegou à vitória que sacramentou sua volta para a elite do futebol brasileiro - 3 a 2 sobre o Duque de Caxias, em São Januário.

25 anos depois de seu único título nacional, o Coritiba agora tem sua segunda chance para se afirmar como um dos grandes clubes do futebol brasileiro. Para isto, em 2011 o Coxa tem de apresentar muito mais qualidade do que a vista em sua trajetória pela Série B neste ano. A Série A não dá às suas equipes o luxo de contar seu planejamento com um conta-gotas.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Castigado por um título



Um ano atrás, ele convivia com a responsabilidade de ser o treinador efetivado do Flamengo, clube de maior torcida do país, e contribuía para um time desacreditado se transformar na equipe campeã brasileira de 2009 (conquista que não chegava à Gávea desde 1992). Mesmo que Andrade tenha cometido deslizes no comando do rubro-negro no ano de 2010, não é justo hoje ele estar relegado ao Brasiliense, time que está na zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro.

A conquista do ano passado parece ter sido prejudicial para a carreira de Andrade. A identificação dele com o Flamengo ficou ainda maior, a ponto de fechar as portas de outros clubes de Série A para o treinador. A associação dele à imagem do rubro-negro carioca fez com que achassem que Andrade dá certo no clube porque vive o ambiente dele há anos.

Apenas na Segunda Divisão é que Andrade encontrou um espaço para trabalhar. No entanto, um péssimo espaço. O Brasiliense, que vinha mal das pernas na competição, não conseguiu encontrar um caminho melhor. A vitória de ontem, por 1 a 0 sobre o Ipatinga na Boca do Jacaré, foi a primeira do time sob o comando de Andrade. Antes disto, o treinador colecionou um empate e cinco derrotas. Sequência digna de alguns detratores declararem que o título com o Flamengo foi apenas uma sorte de principiante.

Provavelmente, Andrade tenha sido superestimado demais após o Brasileiro de 2009, a ponto do Brasiliense acreditar que ele pudesse fazer muito por uma equipe cercada de jogadores limitados. No entanto, os dirigentes do clube de Brasília esqueceram que, antes de ser efetivado como técnico, Andrade passou alguns anos na função de auxiliar. Ele já sabia como conviver com o elenco que o Flamengo tinha, e, principalmente, tinha total apoio da diretoria.

No Brasiliense, ele pegou um elenco bastante desmotivado com a má campanha que a equipe tinha na Série B. Além disto, não há no plantel um Petkovic, um Adriano, ou alguns jogadores que estejam em boa fase, como foi o volante Aírton em 2009. No time de Taguatinga, os destaques são atletas de qualidade razoável em fim de carreira.

Num contexto cercado de adversidades, Andrade parece cada vez mais próximo da falta de reconhecimento. A iminência de queda do Brasiliense para a Terceira Divisão do futebol nacional vai condenar todos os méritos do técnico a um mero acaso de Campeonato Brasileiro. Destino lastimável, em especial num cenário no qual alguns treinadores de qualidade duvidosa vêm sendo tão superestimados.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Via Crucis goiana



A poucas rodadas do final do primeiro turno, os Brasileirões das Séries A e B continuam a mostrar um equilíbrio típico dos pontos corridos, com vários focos de disputa entre os 20 clubes de cada competição. Entretanto, um centro de futebol traz o ponto de desequilíbrio aos olhos do futebol nacional: o estado de Goiás. Goiás e Atlético Goianiense são os dois últimos da Primeira Divisão, enquanto na Segundona, o Vila Nova encerra a lista de classificação.

2010 era um ano de grandes expectativas para o futebol de Goiás, por ter duas equipes do estado na Série A do Campeonato Brasileiro. Entretanto, o momento promissor das equipes goianas logo cedeu espaço a uma discussão sobre o nível técnico dos times do estado, ainda durante a disputa do Campeonato Goiano.



O Goiás já tinha sido motivo de uma frustração imensa para sua torcida no ano anterior. Após um primeiro turno avassalador, o desempenho da equipe caiu vertiginosamente, a ponto de ficar no limite da parte de baixo da tabela. O momento ficou ainda mais crítico pois a queda de rendimento coincidiu com a chegada de Fernandão, que veio como a grande contratação do esmeraldino para a temporada.

Após terminar o Brasileiro de 2009 com um modesto nono lugar, o Goiás teve um mau começo na temporada de 2010, quando chegou a ficar na última colocação do Campeonato Goiano. O mau desempenho fez o clube ser o primeiro dentre os 20 clubes da Primeira Divisão a demitir um treinador - Hélio dos Anjos saiu para a entrada de Jorginho. Com Jorginho, o alviverde se recuperou a ponto de disputar a semifinal. Mas foi eliminado pelo Atlético, depois de um empate em 0 a 0 e uma derrota por 4 a 2.

Sem Fernandão (que saiu para atuar no São Paulo), o esmeraldino se remendou para o Campeonato Brasileiro do jeito que sabe, aproveitando "sobras" de clubes de maior expressão, neste ano Palmeiras e Atlético Mineiro. Também mudou de treinador, trazendo o vitorioso mas controverso Emerson Leão. E o time, que pedia mudanças, acabou mudando para pior. Até mesmo jogadores promissores, como o zagueiro Rafael Tolói, o meia Amaral e o atacante Romerito caíram de produção, a ponto de a vitória não ser mais garantida nem no Serra Dourada.

O alento veio na Copa Sul-Americana, na qual o time passou para a segunda fase eliminando o Grêmio no Olímpico, depois de um empate em 1 a 1 em Goiânia e uma vitória por 2 a 0 em Porto Alegre. No entanto, a equipe gremista vinha de uma sequência de resultados negativos, passava por uma mudança de comando (Renato Gaúcho estreava como técnico, em substituição a Silas), e um gol legítimo do tricolor gaúcho foi mal anulado quando o Goiás vencia por 1 a 0. Peripécias do futebol que em outros momentos podem não fazer diferença nas partidas. Em especial, se nelas vierem novas atuações ruins dos esmeraldinos.



Mesmo sendo considerada uma equipe de nível técnico inferior em relação aos outros clubes que estão na Série A, não há dúvidas de que a torcida do Atlético Goianiense vive uma imensa frustração com a participação do clube nesta aguardada volta. Em especial porque, nos últimos dois anos, o rubro-negro viu um intenso trabalho ser bem sucedido tanto na Série C em 2008 (quando sagrou-se campeão) quanto na Série B em 2009, quando conseguiu a quarta vaga para a elite do Campeonato Brasileiro.

A euforia dos atleticanos ainda teve bons motivos para prosseguir no ano de 2010. O time foi soberano na disputa do Campeonato Goiano, mostrando um futebol bem superior aos tradicionais rivais Goiás e Vila Nova e, na final, venceu as duas partidas contra o Santa Helena - por 4 a 0 e 3 a 1. Além disto, o Dragão de Goiânia chegou às semifinais da Copa do Brasil, parando apenas no Vitória da Bahia.

No entanto, logo no início do Brasileirão os torcedores perceberam que estes "sucessos" do primeiro semestre eram apenas ilusões. O Campeonato Goiano, que sempre teve sua qualidade discutível, pareceu pior neste ano, com tamanha falta de qualidade até dentre os maiores vencedores do torneio - o Goiás, com 22 títulos, e o Vila Nova, com 15 conquistas.

Antes de ser eliminado pelo Vitória, a única equipe de muito destaque que o Atlético enfrentou na Copa do Brasil foi o Palmeiras. Os outros times que os goianos eliminaram foram Assu (do Rio Grande do Norte), Bahia e Santa Cruz. Nenhum da Primeira Divisão.

E na época em que houve a disputa com os palmeirenses nas quartas-de-final, o alviverde vinha de um péssimo Campeonato Paulista, e passava por uma crise com o técnico Antônio Carlos Zago. A classificação goiana para as semifinais veio numa disputa de pênaltis na segunda partida, realizada no Serra Dourada. Das 10 cobranças das duas equipes, apenas três penalidades foram convertidas. O nivelamento por baixo contribuiu para que o Atlético acreditasse que poderia fazer um Campeonato Brasileiro de maneira convincente, deixando tudo nas costas do bom jogador Robston. Mas, com jogadores de qualidade duvidosa em seu elenco, casos de Pituca, Rodrigo Tiuí e Anaílson, não há treinador capaz de dar uma dignidade de Primeira Divisão ao rubro-negro de Goiânia.



A calamidade goiana não ficou restrita à Série A. Só que a situação do Vila Nova na Segunda Divisão nem é tão inesperada para seus torcedores. Fora da elite desde o longínquo ano de 1985, o clube também perdeu a tradição de ser o único goiano a fazer frente à tradição do Goiás no Campeonato Estadual. Sua conquista mais recente na competição veio em 2005.

Com dificuldades, a equipe se classificou para as semifinais do Campeonato Goiano. E a possibilidade do título se esvaiu de maneira surpreendente, após as duas derrotas para o modestíssimo Santa Helena - por 3 a 1 em pleno Serra Dourada e por 4 a 2 no Estádio Pedro Romualdo Cabral, em Santa Helena de Goiás.

O Campeonato Brasileiro da Série B não vinha com boas expectativas. Além do fraco primeiro semestre, o Tigre de Goiânia fez uma participação muito oscilante no torneio do ano anterior (e muito aquém do esperado para uma equipe que em 2008 chegou perto de se credenciar à Primeira Divisão). Mas a inconstância de 2009 vem cedendo espaço a uma equipe que constantemente faz partidas de fraquíssimo nível técnico.

Nem o apelo de ter no elenco o atacante Roni - revelado no próprio Vila Nova e que tem passagem por clubes de destaque como Fluminense, Cruzeiro, Flamengo e Santos - serve de estímulo para torcida e jogadores. Afinal, o outro atleta com certa "bagagem" no futebol brasileiro é o goleiro Max, que atuou pelo Botafogo. De resto, apenas uma coleção de jogadores itinerantes que não conseguiram se firmar nem em equipes de menor qualidade.

Dos 14 jogos, apenas duas vitórias (sobre Icasa e América de Natal, ambos clubes próximos da zona de rebaixamento) e uma sucessão de derrotas, dentre elas as sonoras goleadas por 3 a 0 para o Santo André e por 4 a 0 diante do Bahia, as duas em pleno Serra Dourada. Mesmo que consiga um resultado positivo na próxima sexta contra o ASA, em Goiânia, o Vila Nova ainda estará a pelo menos cinco pontos de sair da degola para a Terceira Divisão.

Outrora promissor celeiro de jogadores de qualidade que migravam para todos os cantos de futebol do Brasil e do mundo, o estado de Goiás agora assiste a uma verdadeira Via Crucis de seus representantes no futebol brasileiro. Os Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão acaba em dezembro, e o e da Segunda Divisão tem fim em novembro. Mas os calvários de Goiás, Atlético e Vila Nova ainda não parecem ter data marcada para um desfecho.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ladeira sem fim



Partidas pífias, maus resultados, decepção e vaias da torcida, e um panorama no qual só se pode prever o pior. Isto era o Sport Recife no Campeonato Brasileiro de 2009, quando acabou rebaixado em último lugar no torneio. Mas isto condiz com a realidade do Sport Recife em 2010, durante a campanha do Campeonato Brasileiro da Série B.

Nem mesmo a manutenção da hegemonia em Pernambuco, quando conquistou seu pentacampeonato estadual, fortaleceu o Sport para a competição nacional. Talvez pela euforia recente da conquista do título pernambucano (a decisão contra o Náutico foi numa quarta-feira e a estreia na Série B, com derrota para o Brasiliense, no sábado) fizeram com que o time apresentasse quatro partidas pífias, e depois de um empate e três derrotas, uma delas por goleada de 4 a 1 para o ASA, Givanildo Oliveira foi mandado embora.



Em seu lugar, entrou Toninho Cerezo, que depois de cinco anos no futebol árabe (onde comandou os times Al-Hilal, Al-Shabab e Al-Ain) queria retornar ao Brasil. A torcida rubro-negra respirou aliviada com a vitória sobre o Paraná, e passou a ficar confiante com a goleada por 5 a 0 no América de Natal, em jogo no Rio Grande do Norte. Na volta depois da parada da Copa do Mundo, outra vitória como visitante, um 3 a 1 sobre o Ipatinga.

Mas, o insucesso voltou a aparecer também com o comando de Cerezo. Depois de quatro jogos com dois empates e duas derrotas (uma delas para o Duque de Caxias, time que não tinha vencido ainda no Brasileirão da Série B e estava em último lugar), a diretoria resolveu demiti-lo, mesmo com o retrospecto teoricamente favorável de três vitórias, dois empates e duas derrotas.

A impaciência da diretoria do Sport fica ainda mais agravada porque nem Givanildo e nem Cerezo conseguiram tirar dos jogadores rubro-negros todo o favoritismo ao qual eles foram elevados (em especial por causa do nível técnico inferior de boa parte dos adversários da Segunda Divisão). Bons jogadores como o lateral-esquerda Dutra, o meia Daniel Paulista e os atacantes Eduardo Ramos e Ciro parecem ter deixado seu futebol restrito ao Campeonato Pernambucano. Tanto que o empate com o Náutico, sábado nos Aflitos, foi considerado um resultado desastroso, mesmo sendo fora de casa.



Três anos depois, Geninho volta ao clube com a missão de conseguir o mesmo que conseguira em 2007, mas quando fez o Sport escapar do rebaixamento para a Segunda Divisão. O objetivo é o mesmo - escapar do rebaixamento - mas o contexto é outro. Parar um time desgovernado, que um ano depois de disputar a Taça Libertadores da América se vê ameaçado de ser rebaixado para a Série C, requer o paradoxo de encontrar sangue frio e brios suficientes para mudar tamanha situação.

domingo, 9 de maio de 2010

Uma temporada que vale por duas



Ao mesmo tempo em que os holofotes se acenderam para o Campeonato Brasileiro da Série A, na última sexta-feira teve início a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Uma competição que começa muito mais acirrada, afinal, nenhuma das 20 equipes envolvidas está disputando outra taça em paralelo.

Outra característica relevante do torneio em 2010 é o objetivo em comum de boa parte dos participantes. Enquanto no ano passado a Série B trazia o Vasco, clube com quatro títulos brasileiros da Série A e uma tradição imensa para recuperar, neste ano a ansiedade de todos é não cair no ostracismo de nível nacional.

Há apenas três clubes que se sagraram campeões brasileiros, e, curiosamente, todos eles na década de 1980 - Coritiba, em 1985, Sport, em meio à confusão que se instaurou em 1987 e o Bahia, vencedor de 1988. Em compensação, há outras equipes que tiveram seu destaque na Primeira Divisão, desde os vice-campeões Bragantino, Portuguesa e São Caetano, passando pelas boas colocações de Brasiliense, Figueirense, Ponte Preta e Paraná.

O equilíbrio de tradições é imenso, e num primeiro momento não há nenhum clube digno do título de "favorito" e que seja considerado a equipe a ser batida. Nem mesmo os rebaixados do ano anterior (Coritiba, Náutico, Santo André e Sport) chegam com tanta credibilidade à competição. A princípio, por sua atuação no Campeonato Paulista, quando vendeu caro o título para o Santos, o Santo André teria credenciais para ser o líder de ponta a ponta. Mas, com a debandada geral de seus grandes jogadores para clubes com maior visibilidade, vai demorar um pouco para se reestruturar.

Os times que podem ficar pelo caminho mesmo serão os estreantes na Série B. O Duque de Caxias, por exemplo, padece da característica de times pequenos do Rio de Janeiro: é uma equipe no Campeonato Estadual, mas, para o Campeonato Brasileiro, recebe reforços de outros "nanicos" cariocas. Até ajustar a equipe, pode levar algumas rodadas.

A Segunda Divisão nada mais é do que uma competição que tem prêmio dobrado para os quatro primeiros colocados. O sucesso em uma temporada garante que, pelo menos até o ano seguinte, a luz vai brilhar ainda mais forte para algumas equipes no cenário nacional.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Com sobras



O discurso do futebol brasileiro quando decidiu colocar as duas primeiras divisões do campeonato foi de tornar as duas competições mais atraentes - afinal, se o Campeonato Brasileiro da Série A tinha muitos desmandos, a Segunda Divisão estava em situação calamitosa. A medida deixou a Série B interessantíssima (e deixou de ser uma tragédia a queda de grandes clubes, como Palmeiras, Atlético Mineiro, Grêmio, Corínthians e recentemente o Vasco), só que ainda não foi incorporada por inteiro: em alguns aspectos, o torneio vira uma "sobra" dos desmandos da Série A.

O zagueiro Domingos recentemente foi afastado do Santos, após uma botinada afastar dos campos seu companheiro de Santos, o goleiro Rafael. Onde é que ele foi parar? No Fortaleza. Ele será mais um dos jogadores a tentar tirar o tricolor do Ceará do buraco nesta desastrosa campanha da equipe. Afinal, pontapé pode na Segundona.

Muitos árbitros com atuações desastrosas, afetando até resultados das rodadas do Campeonato Brasileiro recebem uma punição. Geladeira? Não! Eles são escalados para apitar jogos da Segunda Divisão. E em boa parte das partidas, os juízes se destacam negativamente, errando lances capitais e, em especial, deixando a pancadaria acontecer.

Sim, a Série B evoluiu muito de lá para cá e, com o advento de times de tradição participando delas, ganhou ainda mais visibilidade. Mas ainda falta muito para que a Segunda Divisão deixe de ter meras sobras do que a Série A apresenta.

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Amanhã, das 20h às 21h30, este que vos escreve lança seu primeiro livro. O lançamento de Diário de um salafrário acontecerá durante a Bienal do Livro, no Riocentro. O estande da Litteris Editora fica no Pavilhão Verde, Rua Q, Estande 17.

sábado, 29 de agosto de 2009

Primeira pedra



Na crônica Festa imodesta (publicada domingo em O tempo e o placar...), este que vos escreve afirmou esperar que não houvesse muito "oba-oba" até o Vasco da Gama confirmar seu retorno à Primeira Divisão do futebol brasileiro. O primeiro alerta veio ontem, no Maracanã (mesmo local no qual a torcida vascaína comemorou os 111 anos de fundação do clube com uma goleada por 4 a 0 sobre o Ipatinga).

Os cerca de 30 mil torcedores presentes no estádio testemunharam tudo de ruim que poderia acontecer numa partida do Gigante da Colina. No primeiro tempo, uma sucessão de gols perdidos (a chance mais clara veio dos pés de Enrico) e um empate sem gols que gerou impaciência da torcida.

Diante de um adversário muito bem armado por Paulo César Gusmão (que pegou um Ceará destroçado, quase caindo para a Série C), o Vasco se ressentiu dos desfalques - em especial do meia Carlos Alberto - e não soube achar o caminho do gol no Maracanã. Com Alex Teixeira bem marcado e as péssimas apresentações do lateral Paulo Sérgio e da dupla de ataque reserva Adriano e Alan Kardec, os cearenses não sofreram nenhum perigo.

Aos poucos, o Ceará conseguiu pressionar o time carioca e, em uma infeliz tentativa de driblar um atacante perto da área, o zagueiro Vilson perdeu a bola para Jorge Henrique. O jogador do Vovô tocou para Wellington Amorim abrir o placar. O Vasco se lançou para o ataque, mas não conseguiu desviar-se do trânsito do time cearense. A seis minutos do fim, Jorge Henrique aproveitou um contra-ataque para deixar Mota livre. O atacante colocou a bola no fundo da rede de Fernando Prass assim que o camisa 1 saiu do gol.

Considerado por muitos como a "vidraça" do Campeonato Brasileiro da Série B, o Vasco recebeu ontem no Maracanã a primeira pedra depois que conseguiu chegar à liderança. Agora, é esperar que os estilhaços não tragam muitos cacos ao time de Dorival Júnior.

domingo, 23 de agosto de 2009

Festa imodesta



No dia seguinte aos 111 anos de fundação do Clube de Regatas Vasco da Gama, jogadores, torcidas e diretoria se reuniram para encher o Vasco de mimos e presentes por todos os lados. Uma tarde perfeita para toda a nação vascaína.

A nova diretoria presenteara o clube alguns dias antes, ao confirmar a realização da partida entre Vasco e Ipatinga no estádio do Maracanã. São Januário era pequeno para o número de torcedores que queriam entrar e assistir às exibições vascaínas, e isto poderia causar até desconforto e perda de mando de campo em próximos jogos. Portanto, que o clube voltasse a encarar o maior do mundo - local onde o Vasco venceu três de seus quatro títulos brasileiros, além de memoráveis finais no Campeonato Estadual.

A torcida, que apoia o time neste momento de reestrutura desde o início de 2009 (ano no qual tenta retornar à Primeira Divisão do futebol brasileiro no campo), dava sinais de que não faltaria a este compromisso - as filas girando quarteirões de São Januário e Maracanã surgiram desde o início das vendas, era muito provável a torcida se superar. E também superar os adversários. A superação de público presente nos jogos das quatro divisões do Campeonato Brasileiro - foram mais de 79 mil vascaínos ao Maracanã, torcer, cantar, apoiar e entoar um "parabéns pra você".

Com tanto aparato em torno desta partida, parecia uma crônica fadada a um fim trágico para o favorito - um novo Maracanazzo, cerca de seis décadas depois de Brasil e Uruguai. Mas a seriedade de Dorival Júnior e da equipe cruzmaltina, ambos ansiosos para conquistar três pontos fundamentais (a vitória daria a liderança do Campeonato Brasileiro da Série B no final do primeiro turno), não permitiriam deslizes.



Com o mesmo roteiro nos dois tempos, o Vasco mostrou que está jogando como o manda o figurino nesta tentativa de retorno à elite do futebol nacional. Dois gols em cada tempo, com direito ao capitão Carlos Alberto deixar sua marca - escolhido para reerguer a equipe neste 2009 ostentava nas costas o número 111 - e show da "prata da casa" Alex Teixeira, responsável por dois gols. Élton, de pênalti, completou a vitória por 4 a 0.

Que a festa vascaína prossiga e chegue ao ápice com o retorno à Série A em 2009. Mas, claro, que não haja muito "oba-oba" até a confirmação da vaga conquistada.

domingo, 16 de agosto de 2009

Dois estilos, uma liderança



Às vésperas do fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro da Série B, dois tipos de equipes diferentes se engalfinham na primeira posição. De um lado, o surpreendente Atlético Goianiense, que até o momento não era muito conhecido fora de Goiás. Do outro, o Vasco, equipe de tradição que batalha para voltar aos seus melhores dias na elite do futebol brasileiro.

Com os jogos de sexta e de sábado, que terminaram com ambos os times vencendo de virada (o time de Goiânia derrotou o Juventude por 2 a 1 no Serra Dourada e os cariocas venceram a Portuguesa no "clássico da colônia lusitana" por 3 a 1, em pleno Canindé), os dois permanecem na liderança, agora com 36 pontos. É preciso que o regulamento desempate através de um dos critérios - o número de vitórias. Graças a ele, o Atlético Goianiense fica na frente, por ter uma vitória a mais que o Vasco (11 a 10).

Quando as duas equipes se enfrentaram na terceira rodada da competição, a vitória vascaína por 3 a 0 em São Januário tornava ainda mais inimaginável que o time goiano chegasse aonde está. Principalmente, porque o Atlético subiu da Terceira Divisão no ano anterior (foi o vencedor do torneio em 2008).

E o dado mais curioso da disputa é que tanto Atlético quanto Vasco podem repetir a campanha do Corínthians na Segunda Divisão do ano passado se vencerem seus próximos compromissos. Na terça, a equipe de Goiás vai ao Estádio Pituaçu enfrentar o Bahia. No sábado, os vascaínos recebem o Ipatinga no Maracanã.

Faltam 20 rodadas para o país saber quais vão ser os quatro clubes que terão o direito de chegar à elite do futebol brasileiro. Mas, certamente, é bom para o futebol nacional saber que há um duelo entre a tradição e a surpresa nas primeiras colocações da Série B do Campeonato Brasileiro.

sábado, 18 de julho de 2009

Retaliações da "lei"



A vitória de 3 a 0 do Vasco sobre o ABC em São Januário foi maculada por uma duvidosa conduta do árbitro goiano Luiz Alberto Bites. O juiz deu uma bronca no meia Philippe Coutinho após ele arriscar um drible de calcanhar sobre um dos adversários do time potiguar. Mais do que o absurdo de ameaçar um atleta por tentar uma jogada bonita, foi o argumento de Luiz Alberto para sua atitude: "preservar o jogador, para evitar que ele saísse machucado".

A inversão de valores, representada por atitudes não muito éticas dos treinadores e a ausência de pudor ao mandar bater ou ao escalar jogadores somente para "incomodarem" seus adversários e forçar expulsões, chegou ao apito nacional. A graciosidade do futebol brasileiro, com seus dribles e suas artes, agora vem sendo coibida também pela arbitragem. Com as rivalidades cada vez mais acirradas, os árbitros ajudam a deturpar uma finta e a tornarem o lance uma ofensa pessoal.

Revelação do Vasco e com o passe vendido à Internazionale de Milão, Philippe Coutinho foi tratado com a mesma rispidez de um zagueiro violento. E tudo somente pela "violência" de arriscar um bom drible quando seu time vencia por 3 a 0.

É por estas e outras que atletas brasileiros estão indo cada vez mais cedo para o exterior - e Coutinho será o próximo, no meio do ano que vem. Com a maior autoridade de uma partida de futebol tolhindo a liberdade de atletas que enchem os olhos da torcida, o mercado parece cada vez mais restrito para quem ainda arrisca fazer arte no esporte mais popular do Brasil.

domingo, 5 de julho de 2009

Cenas dos próximos capítulos



Após um novo empate em São Januário (0 a 0 com o Bragantino) na terça-feira, o Vasco terminou a oitava rodada do Campeonato Brasileiro da Série B em sétimo lugar - empatado com o Figueirense com 14 pontos, mas perdendo no critério de desempate por ter uma vitória a menos que o time de Santa Catarina. Agora, a equipe carioca corre o risco de sofrer uma derrota em sua escalação. O empréstimo do meia Carlos Alberto chegou ao fim, e o dono do passe, o time alemão Werder Bremen, até o momento não se manifestou em relação a prorrogá-lo até o fim do ano.

Na apresentação do time designado para levar o Vasco de volta à Primeira Divisão do futebol brasileiro, o presidente Roberto Dinamite confirmou que Carlos Alberto seria o encarregado da liderança em campo para este árduo trajeto. Conhecido por seu temperamento e pela fama de levar sucessivos cartões amarelos (só neste ano, já foram 15, além de duas expulsões), o meia mostrou-se disposto à missão, com um discurso que passava longe do perfil de indisciplinado, quando passou por clubes como Corínthians, São Paulo e Botafogo. Entretanto, o otimismo em relação ao projeto de estar em campo até dezembro parece cair por terra logo no início do mês de julho - justamente depois o Vasco passou por um junho tenebroso na Segunda Divisão, no qual não conseguiu nenhuma vitória.

O time, que se mostrou limitado com a sucessão de contusões de seus jogadores, se enfraqueceu ainda mais diante da queda de rendimento de atletas como Ramón, Nilton e Jéferson. Como o técnico Dorival Júnior conseguirá lidar com isto estando somente à beira do gramado? Sim, Carlos Alberto não é o nome ideal para um líder (pelo conjunto de sua obra), mas é visível a importância dele no atual time do Vasco, tanto pela liderança conquistada quanto pela melhora no toque de bola. Ainda mais num meio-de-campo que traz, dentre os jogadores, o brucutu Amaral e um sonolento Léo Lima.

A torcida vascaína espera que a novela envolvendo Carlos Alberto não tenha muitos capítulos. Caso contrário, um caminho que poderia ser tranquilo pelas rodadas da Série B pode ganhar tons mais dramáticos pela falta de talento de muitos dos jogadores que estão atualmente com a camisa do Vasco.

domingo, 21 de junho de 2009

Brincadeira de mau gosto



Depois do quarto empate consecutivo em 0 a 0 (um pela Copa do Brasil e três pelo Campeonato Brasileiro da Série B), o Vasco viu pairar uma crise pelo clube. Não bastasse a impaciência dos torcedores - que distribuiram vaias e hostilidades no jogo de sexta, contra o Duque de Caxias - uma declaração do meia Léo Lima tumultuou ainda mais o ambiente vascaíno: a de que em treinamentos de finalizações, alguns jogadores estariam "fazendo brincadeiras".

Se a falta de seriedade em treinos é grave, pior ainda é um jogador expor isto à imprensa, ainda mais depois de um resultado considerado ruim em São Januário. Léo Lima foi infeliz em divulgar um assunto que deveria se restringir aos treinamentos e, principalmente, em fazer críticas indiretas aos seus companheiros de elenco.

Justo ele, um jogador que criou problemas em todos os clubes que passou (o próprio Vasco, Flamengo e Palmeiras), agora falando como um jogador exemplar. Suas acusações podem não ser levianas, mas certamente, deixarão a pressão pela volta à Primeira Divisão mais intensa. O fato do Vasco não ter repetido os bons resultados do início do torneio também traz uma parcela de culpa de Léo - muitas vezes atuando de maneira dispersa nas partidas, com erros de passe e, ironicamente, com sucessivos erros nas finalizações de fora da área.

Independente da veracidade da informação, Léo Lima e os demais jogadores do Vasco precisam reencontrar o caminho do gol e das vitórias. Não se esperava uma trajetória fácil neste 2009. Mas, com as recentes apresentações, o plantel vascaíno parece dificultar por méritos próprios sua caminhada na Série B do Campeonato Brasileiro.

domingo, 14 de junho de 2009

O ônus da tradição



No Brinco de Ouro da Princesa, as coincidências das três recentes partidas do Vasco na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro continuaram. Novamente, o time de São Januário não venceu (nos outros dois jogos houve uma derrota e um empate). Assim como na rodada anterior, o Vasco saiu de campo novamente com um empate em 0 a 0 - e também contra uma equipe paulista.

Pela terceira vez seguida, o time teve uma expulsão ao final do primeiro tempo, que obrigou o Vasco a se fechar em sua defesa (afinal, também tem suas muitas limitações, ainda mais com um jogador a menos). E, pela enésima vez, o meia Carlos Alberto levou cartão amarelo. Aliás, acabou levando dois. O primeiro, numa reclamação infantil, injustificável para qualquer jogador, em especial quando se trata de alguém que tem a braçadeira de capitão de um time. O segundo, em consequência da fama de ser um jogador que vai com muita sede às divididas. Mesmo tendo sofrido uma cotovelada, o camisa 19 acabou expulso, atrapalhando mais uma busca do Vasco pelos três pontos na Série B do Campeonato Brasileiro.

Sim, Carlos Alberto faz por onde ter esta fama de indisciplinado. Mas, como disse Lédio Carmona em seu blogue, as arbitragens parecem usar a punição a ele como lugar-comum. As marcações dos árbitros vêm parecendo mais rigorosas com o Vasco (assim como ontem aconteceu com Carlos Alberto, no jogo contra o Guarani, na derrota dos reservas vascaínos diante do Paraná na quarta rodada, a expulsão de Enrico foi considerada exagerada pelos comentaristas de arbitragem). E a justificativa - se é que existe - não é tão difícil: quando há um clube de maior expressão jogando a Segunda Divisão, é provável que os árbitros queiram "mostrar serviço", comprovando à plateia que eles apitam todas as infrações, independente de ser um Vasco ou um Duque de Caxias.

São diferenciais no apito que tornam a Série B um campeonato ainda mais delicado. Não basta jogar em campos de qualidade duvidosa ou enfrentar times ansiosos por vencerem um "grande" na Segunda Divisão. A Segunda Divisão já deu mostras de que o Vasco ainda terá de arcar com o ônus de sua tradição.

sábado, 13 de junho de 2009

Desafio de se aprumar novamente



Não adiantaram os argumentos de que o Vasco terminou a Copa do Brasil de cabeça erguida. O clube sentiu o desgaste físico e emocional da semifinal contra o Corínthians e, na semana passada, percebeu sua realidade: no árduo caminho para tentar voltar à elite, o time de São Januário terá de conviver com suas próprias oscilações. Em especial, porque, apesar de ter chegado longe nas competições do primeiro semestre, ainda encontra muitas limitações dentro de campo.

O empate em 0 a 0 com o São Caetano em São Januário na semana passada tinha mostrado todas as limitações. E hoje o Vasco tem um desafio ainda mais complicado na Série B do Campeonato Brasileiro: no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, o time enfrenta o Guarani, única equipe que saiu vencedora nas cinco rodadas anteriores.

Após um longo período amargando más administrações (na qual chegou a figurar entre os times de Terceira Divisão do país), o Bugre vem seguindo o "padrão de Segunda Divisão" de ficar preocupado somente com o número de pontos conquistados. Dos cinco jogos anteriores, somente na primeira rodada o Guarani saiu com vitória por mais de um gol de diferença (um 4 a 2 sobre o Fortaleza, no Ceará). Exemplo que o Vasco deve seguir nesta meta de voltar à elite do futebol brasileiro.

Sim, a Série B ainda está na sexta rodada. Mas o Vasco tem de se aprumar o mais rápido possível, senão a queda do ano passado pode ficar ainda mais dolorosa para o time de São Januário. E a falta de vitórias nos últimos dois jogos (derrota para o Paraná e empate com o São Caetano) torna ainda mais importante a recuperação hoje.

sábado, 9 de maio de 2009

A hora da vidraça



Dentro de algumas horas, o Vasco entra em campo para dar seu primeiro passo numa das caminhadas mais difíceis de sua história. Acostumado a figurar entre os melhores do Brasil durante sua trajetória esportiva, o time agora luta para em 2010 voltar a disputar a Série A do Campeonato Brasileiro.

Dívidas, corrupção e algumas atitudes típicas do retrocesso do futebol brasileiro chamado Eurico Miranda levaram o clube ao fundo do poço. Cabe agora ao novo presidente, Roberto Dinamite, e à equipe que ele ajudou a montar dentro e fora das quatro linhas, a obrigação de tirar o Vasco da segunda safra de times do Brasil.

Após o rebaixamento ao final do ano passado, o clube agora respira fundo e estreia, diante do Brasiliense, nos braços da torcida, em São Januário. Na tentativa de erguer a cabeça e, no campo, voltar a viver bons dias nos gramados, o Vasco inicia a trajetória na qual vai ser a "vidraça".

No Campeonato Estadual que passou e na Copa do Brasil que ainda está jogando, o time veio desacreditado, considerado inferior aos adversários. E, por isso, surpreendeu. A partir de hoje, o Vasco entra em campo com superioridade na história e, aparentemente, com um time superior aos 19 adversários que entrarão em campo contra ele durante o resto do ano. Resta à equipe de Dorival Júnior se proteger bastante, para que sua vidraça não esteja tão exposta ao alvo dos participantes da Segunda Divisão.